Centralismo e interesses privados – obrigado directores

Directores traçam “linha vermelha”: as câmaras não podem nunca ter responsabilidades na contratação de docentes e no currículo dos alunos, dizem.

Isto é o mesmo que dizer que os municípios nunca poderão influenciar nas escolas aquilo que verdadeiramente pode melhorar a vida dos munícipes. Tudo o que de facto faz diferença na escolha duma escola (qualidade do corpo docente e projecto educativo) continua a vir mandado de Lisboa.

Os directores, com a sua linha vermelha, fazem não só o jogo do centralismo, como continuam a garantir que o preço duma escola privada continua a compensar para quem pode: lá os cidadãos podem encontrar uma escola que oferece alternativas em termos de corpo docente e de projecto educativo. Alguém com aquela visão a preto e branco que tanto por aí se lê, diria que estes directores estão a mando dos interesses privados na educação. Seja como for, quem ganhe dinheiro com colégios agradece, isso é certo.

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4 thoughts on “Centralismo e interesses privados – obrigado directores

  1. Alain Bick

    morreu Michael Novak
    « Durante mu’chas generaciones la superioridad práctica del yapital~sm.odemocrático fue tan evidente como en el proverbio comercial “si construyes una mejor trampa para ratones, todo $1 mun,do se a,golparáa tu puerta”. La superioridad de los hom’bresprácticos sobre, los hombres teóricos pareció .,quedar verificada·’ por la historia. Pero existe otro proverbio, igualmente pot~nte: “Sin visión, la gente perece”. Además, en un mundo de comunicaciones masivas universales e instantáneas, el equilibrio ,del poder ha sufrido un .cambio. Las ideas, siempre una parte ·de la realidad, actualmente ‘han adquirido un poder mayor que el de la realidad. Una de las características más sorprendentes de nuestra época es que las ideas, incluso las ideas fa)sas e, impracticables, ideas ·e,n las que ya no creen susguardiaries oficiales, rigen los asuntos de los hombres.y ‘desafían a los porfiados hechos. Ideas de tremenda destructividad, crueldad, e impracticabilidad siguen tenien·do la fidelidad de las élites que se benefician de ellas

  2. JP-A

    Nem precisam de controlar. Basta-lhes colocarem pessoas do partido a chefe de agrupamento e já está! Há lá coisa mais simples? Hoje não me apetece dar nenhum caso concreto.

  3. Maurício Brito

    Errado.

    O que os Directores receiam é correr o risco de ter um professor estilo Michael Seufert, ou seja, a ser colocado numa Escola por cunhas partidárias.

    Compreende-se a azia.

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