“apesar de conservador”

WinstonChurchill

Mais espantoso ainda: apesar de conservador, não há registo de que Churchill batesse na mulher.

observador_churchill

Churchill College – University of Cambridge

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15 thoughts on ““apesar de conservador”

  1. Manuel Assis Teixeira

    Extraordinário… ” apesar de conservador”… ai Observador Observador… estás a perder qualidades e qualidade! À atenção da directora e do José Manuel Fernandes! Não podem escrever tal enormidade!

  2. Luís Lavoura

    Bem, se ele batesse na mulher, nesse tempo isso não teria sido registado. Portanto, não haveria de qualquer forma registo. O facto é que nesse tempo muitíssimos homens batiam nas suas mulheres, mas isso não ficava registado.

  3. Não vejo onde é que está o problema – o conservadorismo tradicional era efetivamente bastante cético face ao progresso tecnológico e à “Revolução Industrial”, por vezes com argumentos quase iguais aos da contracultura dos anos 60 (atenção que só falo da tecnologia; a ciência é outra coisa)

  4. lucklucky

    O que é que é o “conservadorismo tradicional” ? Bismarck, desenvolvimento de industrial e de armamento ou proprietários de grandes terrenos?

    E a que conservadorismo pertencia Churchill?

    Ainda não percebeu o erro?

  5. MIGUEL MADEIRA : “o conservadorismo tradicional era efetivamente bastante cético face ao progresso tecnológico e à “Revolução Industrial””

    Não vejo onde foi buscar esta tese …
    Os “industriais”, precisamente os que mais contribuiram para o progresso tecnológico, eram em geral politicamente “conservadores” e por vezes mesmo “tradicionalistas” (por exemplo, em matéria de religião, costumes, etc).
    A critica do progresso tecnológico (basicamente, a maquinaria e a organização fabril da produção) e dos seus efeitos sociais (condições de trabalho, desemprego, concorrência à produção artesanal, etc) vinha então principalmente da área socialista e de certos meios operários e pequeno-burgueses.

  6. Fernando S.

    “Não vejo onde foi buscar esta tese …”

    P.ex., ao livro “O conservadorismo”, de Robert Nisbet, um livro de um autor conservador (mais para o “paleo”) a explicar a ideologia conservadora. Estou a citar de memória, mas numa passagem até escreve mais ou menos isto

    “Havia quem dissesse que os conservadores eram mais críticos do capitalismo industrial do que os socialistas; em parte era verdade: os socialistas, na sua maioria, contavam usar a tecnologia industrial do capitalismo para construir o socialismo; já para os conservadores, essa era exatamente a parte repugnante do assunto”.

    Ou, para um autor mais antigo do que Nibett, temos Bonald, autor da frase “quanto mais máquinas existem para aliviar o trabalho dos homens, mas homens existem que apenas são máquinas”

    Tenho a vaga ideia que o Erik von Kueken-Leiden (sp?), em “The Menace of the Herd”, também diz algures umas coisas parecidas.

    «Os “industriais”, precisamente os que mais contribuiram para o progresso tecnológico, eram em geral politicamente “conservadores” e por vezes mesmo “tradicionalistas” (por exemplo, em matéria de religião, costumes, etc).»

    Por tudo o que li sobre o assunto, tenho 90% de certeza que não – que, pelo menos no contexto inglês os industriais, a partir de certa altura, eram a base de apoio do partido Wigh/Liberal, enquanto os Tories/Conservadores se baseavam na aristocracia rural; e, em matéria religiosa, enquanto a aristocracia era predominantemente anglicana (creio que com grande peso da variante “high church”) e com algumas sobrevivências católicas à mistura (ou seja, as religiãos mais “tradicionais” ou “institucionalizadas”), entre os industriais (e também entre os operários radicais´, já agora…) penso que eram populares aquelas seitas esquisitas, chamadas de “dissidentes” ou “não-conformistas”.

    Se calhar o Fernando está a pensar no facto de frequentemente os “não-conformistas” serem muito mais rígidos e radicais do que os anglicanos e católicos, por vezes com “comités de vigilância” locais para investigar e denunciar em público quem se “portava mal” e coisas do género; mas extremismo religioso e conservadorismo são coisas diferentes (Calvino, Cromwell, os anabatistas alemães, António Conselheiro, William Jennings Bryan, etc., etc. – ninguém os chamaria de “conservadores”); esses protestantes radicais ingleses (ou escoceses e galeses) eram contra a religião estabelecida e frequentemente contra a ordem social vigente (a “revolução” cultural que queriam fazer é que poderia ser de sinal contrário há que depois ocorreu no ocidente na segunda metade do século XX, mas isso é outra história).

  7. Miguel Madeira,

    É sempre possivel encontrar autores e citações para tudo….
    Houve certamente uma versão mais antiga do conservadorismo, tanto no RU como no Continente, mais ligada à aristrocacia rural e às tradições morais e religiosas, que exprimia uma certa nostalgia pela sociedade pré-revolução industrial. Mas era sobretudo no que se refere aos costumes e às instituições politicas. Não se pode dizer que se opusesse ao desenvolvimento tecnológico e à industrialização.
    No RU, o que distinguia os Tories/conservadores dos Whigs/liberais era sobretudo a questão do comércio externo e das colónias : os primeiros eram mais proteccionistas e defensores da preferência nacional no comércio com as colónias. Muitos industriais britânicos apoiaram e tiraram partido destas politicas. De resto, a aristocracia rural e os industriais não eram classes tão distintas como isso : muitos aristocratas tornaram-se igualmente industriais e inversamente.
    Seja como for, o “conservadorismo” britânico evoluiu ao longo do século XIX e foi-se tornando cada vez mais adepto do modelo de desenvolvimento industrial com base na liberdade de comércio.
    Esta evolução no RU foi ao ponto de ter levado já no século XX ao quase desaparecimento dos Whigs/liberais e de ter concentrado nos conservadores a oposição ao socialismo encarnado pelos trabalhistas e a defesa do capitalismo liberal.
    Para todos os efeitos, o conservadorismo do tempo de Winston Churchill, no RU como no Continente e na América, não pode nunca ser associado a uma qualquer atitude retrógrada (como bater na mulher ; haveria certamente mais violência doméstica nos meios operários e populares que constituiam a base de apoio dos “progressistas” trabalhistas) e ainda menos a uma qualquer aversão pelo desenvolvimento tecnológico (cujo principal factor foi e é … o capitalismo e não o socialismo !…).

  8. Anti-esquerdalhada

    Se tivesse de apostar no autor da imbecilidade, arriscaria dizer que foi a Marta Leite Ferreira.

    Com essa é cada tiro cada melro. De facto não se percebe mesmo o que é que está ali a fazer e como é que ainda não foi posta a andar… é que nem para estagiária serve. Sem dúvida a pior jornaleira do Observador.

    Enfim, mais uma da escolinha da Nandinha Câncio e da Joaninha Azevedo Viana.

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