Quando a palavra não vale um Centeno

 
Hoje diz o mesmo ministério que afinal era tudo jajão. Felizmente Catarina e Jerónimo não se interessam por essas coisas miúdas de ministros que mentem. Já foi tempo. Ou então (e isso eu respeito) sabem que se segue o senhor forte da GALP e preferem este…
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6 thoughts on “Quando a palavra não vale um Centeno

  1. Não sejamos inocentes. Costa sabia da trama e não só a encobriu como terá sido seu mandante. Nem sequer se lhe pode permitir que alegue desconhecimento, porque nesta mais bondosa das hipóteses tinha obrigação de saber. Mesmo que tal atentado á democracia e ao respeito devido aos cidadãos tenha forçosamente exemplar condenação politica, não deve excluir-se que possa obrigar a que respondam criminalmente. No minimo, Costa, Centeno e mesmo o conjunto do governo para a rua!
    Nota final: Se esta miserável vergonha tivesse acontecido no governo de Passos o que não teria sido de histerismo coletivo, sim senhores jornalistas também é convosco, incluindo o comentador dr. Marcelo.

  2. JP-A

    O violento contra-ataque do Galamba ocorrido há minutos em debate na TV: o caso é muito grave porque o PSD (como sabe que não foi o CDS o outro partido) forneceu o documento à comunicação social. Diz ele que não teve acesso, mas garante que a versão até foi truncada. A cara de pânico dele! Que pena não ter dado bitaites sobre a fonte da TVI no caso Banif 🙂

  3. mariofig

    O estado é maravilhosamente incapaz de gerir os seus próprios negócios. Simplesmente maravilhoso na forma como não é capaz de ter UM NEGÓCIO SEQUER com o mesmo tipo ou ritmo de crescimento que se espera de uma empresa privada numa economia que este estado diz estar a crescer às mil maravilhas. Olha que é preciso esforço para se ser tão mau a gerir empresas. Ainda para mais públicas, com os seus estatutos próprios e protecção directa do estado. É obra não termos uma única empresa pública consistentemente lucrativa em Portugal, quando existem empresas privadas portuguesas com mais de 50 anos!

    E ainda mais espectacularmente incompetente a gerir um negócio da banca. Aqui então ficasse aparvalhadamente estupefacto como o estado gere um tão importante actor na economia de um país. Não é só a incompetência e a leviandade que roçam o criminoso, é também a forma como se tenta varrer politicamente estas situações dos ombros que revelam um tipo de imoralidade e corrupção só próprio de um república das bananas e que também justifica de que maneira a subida dos juros. Porque a confiança dos financiadores não se mede apenas nos números, também nos actos dos devedores.

    A Europa está a levar-nos às costas, a aturar esta república podre e corrupta, porque realmente não tem outro remédio. Mas o gosto que Portugal deixa na boca da Europa, meus amigos, é mesmo muito amargo. Não se iludam. Aqueles de vocês que trabalham lá fora, têm contactos lá fora, ou leem religiosamente a imprensa europeia, sabem bem do que estou a falar. Passada a crise, estabilizada a Europa, ou então o Euro derrubado pela más políticas da EU, Portugal não mais precisará de ser carregado como um filho que ninguém desejou. E nessa altura vamos pagá-las bem caro. Porque nessa altura vamos mesmo estar por nossa conta, sem mais apoios que não sejam pela regras de quem nos vai emprestar. Se emprestar.

    O Euro foi a nossa desgraça. Não por questões económicas ou financeiras. Mas por questões sociais. Quis o destino que a UE se envolvesse numa embrulhada com a moeda única da qual não consegue sair e que já levou ao inconcebível absurdo, que nenhum economista alguma vez pensou assistir em vida, de bancos centrais a emitirem juros negativos. A grave crise financeira obriga a UE a sustentar os mal comportados, os incompetentes e os corruptos, porque de outra forma a moeda única estoura (estouraria mesmo?). E é aí que está a nossa desgraça. Tem permitido a Portugal levar a sua cultura de irresponsabilidade, leviandade, corrupção e clientelismo (relembro também as recentes nomeações no BP) a níveis só vistos em países de África ou Sudoeste Asiático, e sem as devidas consequências que nos levariam a pensar duas vezes. E sem consequências, nós realmente mostramos quem somos.

    Ou será que mostramos? O triste desta história toda é que pagamos como sociedade aquilo que estes patifes que nos governam andam a fazer. As acções deste governo e do governo de Sócrates refletem lá fora não a forma como os Europeus olham o governo Português, mas a forma como olham os Portugueses no seu todo. Mas a verdade é que Portugal e os Portugueses não são assim. Nós não somos este tipo de escória incorrigível, que insiste em avançar pelo lamaçal da imoralidade mesmo depois da tareia que levámos em 2011. Não, os Portugueses não são assim. O problema é outro. O problema é que continuamos a ser governados por gente menor que nós.

    Foi para isto que fundamos a República.

  4. Euro2cent

    > ser governados por gente menor que nós.

    > Foi para isto que fundamos a República.

    Sugiro respeitosamente que é esse exactamente o ponto. ‘Cui bono’, como de costume.

    > sabem que se segue o senhor forte da GALP e preferem este

    Mais, sff.

  5. André Miguel

    Se esta merda fosse no anterior governo estava o país a arder. Como é possível um povo tolerar isto?! Que país de amebas…

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