Ó Daniel Oliveira, Afinal Em Democracia Manda Quem?

A coerência de Daniel Oliveira, tecnicamente designada de conveniência, fica aqui revelada em duas crónicas. Esta de Outubro de 2015:

democracia_manda_maioria

esta, de Fevereiro de 2017:

democracia_nao_e_ditadura_maioria

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24 thoughts on “Ó Daniel Oliveira, Afinal Em Democracia Manda Quem?

  1. Daniel Oliveira é um pobre tudólogo e doutrinador da extrema esquerda, contudo bastante infantil. Pelo meio arranja lá quem lhe pague uma viagem aos Estados Unidos para cobrir eleições e de lá envia umas inanidades em forma de escrito para publicação no pasquim agora liderado pelo filho mais inpreparado do Sr. Balsemão. Convém não dar muito palco ao sujeito pois é isso mesmo que ele quer. Daniel Oliveira aproveita-se da humildade e baixa sensibilidade intelectual de muitos cidadão Portugueses para os quais alguém que escreve algo incompreensível é sinal de muita sabedoria. ignoremos portanto o personagem Daniel Oliveira que se afogará por ele próprio na sua doença mental.

  2. Manuel Assis Teixeira

    Falemos do Sr Padre Daniel Oliveira! Um cura cheio de odio que fala e escreve sempre zangado. Que prega a sua religião sempre com um ar ameaçador. Que quer castigar os impios que a não professam ameaçando-os com o fogo do inferno! Que nos quer encher da sua imensa cultura e inteligencia!Felizmente que a velha inquisição acabou senão iamos todos para a fogueira por não querermos enfiar a sotaina que ele nos quer enfiar! Mas o Sr Padre Oliveira é um cura de gostos finos! Quando não prega, o que raramente deixa de fazer, já que temos que levar com ele todos os dias nos media falados e escritos, gasta a generosa congrua que amesenda da SIC e do Expresso nos sitios finos frequentados pela esquerda caviar. Porque o Sr Padre Oliveira, qual bispo Edir Macedo, qual abade de Priscos gosta de nos pregar sim, mas não dispensando nas suas poucas horas vagas o luxo que a sua imensa categoria e importancia requerem por direito divino! O Sr Padre Oliveira é a nossa penitencia diária! Temos que o aguentar!

  3. mariofig

    co·e·rên·ci·a
    substantivo feminino

    1. [Física] Aderência reciproca que os elementos de um corpo têm entre si.

    Não se conhecem outros significados.

    (in Dicionário do Pós-Verdade, 3ª Edição, Publicações Da Esquerda)

  4. Nunca pensei em defender o DO, mas tendo em conta o excerto apresentado, parece-me que a questão levantada é se os eleito pela maioria têm o direito de atentar contra princípios ou valores ditos universais? Ou qualquer eleição implicitamente também está a rejeitar/aceitar a convenção de Genebra, dos direitos humanos, etc. conforme forem convenientes (que no passado recente e presente mais parecem um empecilho ou só se aplicam para criticar, ocasionalmente, os ditadores (bem, alguns também foram eleitos…) que não se gostamos).

  5. Luís Lavoura

    Daniel Oliveira tem razão: há uma contradição interna na expressão “democracia liberal”. Porque o liberalismo sustenta que há direitos fundamentais que estão para lá do poder democrático.

  6. Não é contraditório, como basta ler cada um dos artigos (mesmo só a parte que está copiada) para ver:

    No primeiro artigo, ele está a referir-se à questão “quem deve governar” (a maioria ou a minoria); no segundo à questão “como se deve governar” (fazendo tudo o que quer ou com limites ao seu poder de decisão); são duas coisas diferentes.

  7. Narciso Miranda

    Disse o próprio em 2006 “Chávez foi reeleito depois de ser eleito. Vou repetir: eleito, reeleito É que há quem teime em escrever como se não fosse assim. Que o compare a Fidel Castro. Como se ser eleito e reeleito não fizesse toda a diferença. Dá ideia que há quem ache que umas eleições só são justas e democráticas quando gostamos do resultado.

    Não gosto de Chavez. É populista, tonto, voluntarista, megalómano e o que mais quiserem. Mas nem vos digo o que acho dos seus opositores. É verdade: não gosto de Chavez. Mas parece que os venezuelanos gostam.” Quando o tema é projectos de ditador de esquerda está tudo bem. Quando são de direita apela-se á resistência. Ok.

  8. André Miguel

    “o liberalismo sustenta que há direitos fundamentais que estão para lá do poder democrático”

    Quais??????

  9. mariofig

    Guna,

    Se puder me encontrar quais os direitos fundamentais que Trump atropelou, poderemos debater. Até lá não.

    Atenção, ao fazê-lo não lhe é permitido inventar novos Direitos Fundamentais, nem tão pouco distorcer a medida tal como foi redigida, transformando o seu objectivo e o seu âmbito. É-lhe permitido discordar da medida, não lhe é permitido mentir sobre a medida.

    O problema é que Daniel Oliveira usa a conhecida falácia Petição de Principio (petitio principii) em que usa como base para a sua tese uma premissa que não faz qualquer esforço para provar e que assume como verdadeira.

    (e desde já lhe digo, que lhe será muito difícil demonstrar que o tal direito atropelado foi o direito à não descriminação pela religião. Se é por aí que vai querer ir, vai-se dar mal. Posso começar por lhe dizer que os países afectados são apenas uma pequena parte do mundo islâmico)

  10. mariofig

    E quem PORRA É O DANIEL OLIVEIRA para falar de direitos fundamentais!? Ou para defender o direito do das minorias lutarem contra a ditadura do Governo. Com todo o seu percurso político no PCP e depois no BE, acaso o Daniel Oliveira defendeu a insurreição do povo Cubano contra o regime de Castro? Acaso o Daniel Oliveira defendeu que o povo Cubano devia se insurgir contra a proibição de viajar para fora do país? Ou, bem pelo contrário, apoiou o voto de pesar pela morte do ditador?

    Mesmo se o Guna se recusa a encontrar incoerência no discurso de Daniel Oliveira, vai de certo encontrar nos seus princípios.

  11. Luís Lavoura

    André Miguel

    “o liberalismo sustenta que há direitos fundamentais que estão para lá do poder democrático”

    Quais??????

    O direito à vida, o direito à integridade física, o direito à propriedade privada, o direito à privacidade, etc etc etc.

    São direitos que se encontram, por exemplo, na primeira parte da Constituição portuguesa. A democracia escolhe o governo mas, qualquer que seja o governo, ele não pode violar esses direitos.

    (Acho espantoso que eu tenha que vir explicar isto a um blogue supostamente de liberais.)

  12. Luís Lavoura: Em Democracia, o direito à propriedade privada é fortemente posto em causa sempre que existe uma deriva para o socialismo tendencialmente totalitário (i.e., sempre que existe uma influência forte de PCP e BE por exemplo).

  13. André Miguel

    “O direito à vida, o direito à integridade física, o direito à propriedade privada, o direito à privacidade, etc etc etc.”

    E eu que pensava que estes eram direitos inerentes ao poder democrático, ao invés de estarem “para lá” deste. Ou não foi a democracia que permitiu a afirmação destes direitos?

    É que “para lá” do poder democrático está o poder totalitário e aqui simplesmente não há direitos alguns, só há deveres, por isso é que não há contradição alguma na expressão “democracia liberal”, há quanto muito uma redundância.

  14. lucklucky

    O Daniel Oliveira é Marxista quer destruir o Ocidente.

    E quer a Democracia controlada para impedir que existam leis que limitem a imigração nos países do Ocidente.

    Se for noutro lado qualquer já podem existir.

  15. Marifig, para já Trump violou a convenção de 1951 para o estatudo de refugiados e ao sancionar o uso de tortura está a violar a convenção contra a tortura das Nações Unidas.

  16. Renato

    Os que mais ferrenhamente se opõem à restrição de imigração são os mesmos que assobiavam para o lado quando os países coletivistas impediam a emigração. Ou defendiam abertamente os governos totalitários que matavam nas fronteiras aqueles que tentavam sair.

    Então vamos por partes:
    1. Refugiados não são imigrantes. Recolher no mar um naufrago, e dar-lhe alimentos e remédios, não é o mesmo que incorpora-la na tripulação. Um refugiado é alguém que se retira de uma situação de risco. Caso fuja de uma guerra, se entrar num país onde não há guerra, porque teria o direito de entrar num terceiro país? Se o país onde primeiro entrou não tiver condições de sustenta-lo até o fim do conflito, não poderão outros países custear esse sustento lá, no pais onde está? Porque teriam a obrigação de recebe-lo em seu território?
    2 Emigração é um direito, e a supressão desse direito transforma o país que o impede numa prisão, e seus governantes em criminosos (a esquerda nunca aceitou isso).
    3. Mas imigração não é um direito, é um acordo entre as partes, por interesses mútuos. Eu posso ter o desejo de viver na Suíça, e o governo suíço tem todo o direito de dizer que isso não lhe interessa. Se não é uma questão de direitos,mas de interesse, seus critérios não podem ser julgados por outras partes. Os direitos dos homens eram reconhecidos, e existiam Estados Democráticos de Direito, sem que os países se julgassem obrigados a seguir critérios externos para aceitação de imigrantes (não confundir com a questão de verdadeiros refugiados, que devem ser uma pequena minoria dos chamados refugiados na Europa). Depois inventou-se, tentaram criar novas interpretações, e querem obrigar todos os países a aceitarem especificamente islâmicos, (porque membros de minorias gravemente perseguidas por islâmicos foram em grande parte rejeitados na administração Obama, sem que isso gerasse qualquer protesto das esquerdas). Particularmente, enorme contigente de islâmicos supremacistas entraram na Europa, e nos centros de refugiados, agridem e se impõem contra membros de outras religiões e islâmicos não supremacistas.
    Porque algum país teria de receber como cidadão um muçulmano supremacista? Alguém que declara (ou fez declarações no passado) que apoia a subserviência de não islâmicos aos islâmicos. Porque o responsável pela entrevista de um imigrante, considerando o enorme números de supremacistas entre os islâmicos, não poderá desconfiar do supremacismo do entrevistado?.

  17. Pingback: Democracia, liberdades e Estado de Direito – O Insurgente

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