Make us poorer, again III

Trump’s Scrapping of TPP Will Make America Poor Again, por Shikha Dalmia.

American consumers, exporters and manufacturing will get screwed

Leituras complementares: Make us poorer, againMake us poorer, again II.

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22 thoughts on “Make us poorer, again III

  1. Vai ser um deleite ver a esquerda de braço dado com o sTrump na luta contra o comércio livre.
    Mas como eles só estão bem contrariando os seus ódios de estimação, ainda vão ser os paladinos do “free trade”.

  2. tá bem rui, o mundo também ia acabar com o brexit, o trump nunca ia ganhar as primárias nem as presidenciais

    deixe lá os americanos fazerem o que acharem melhor para eles, têm esse direito

  3. Retirado da notícia do Observador sobre este tema: “O documento foi negociado pela administração Obama e era considerada a pedra angular do ex-presidente para as relações com a Ásia, apesar de nunca ter conseguido a aprovação do Congresso norte-americano e não ter, por isso, um efeito imediato nas relações económicas entre os EUA e os países daquela região.”, ou seja Trump rasgou, apenas e tão só, um pedaço de papel.
    O TPP nunca foi aprovado e nunca entrou em vigor, nem regeu as relações entre os EUA e esses países asiáticos.
    Estamos a discutir um nado-morto.

    Antes de haver Globalização não havia Globalização. Não sei se alguém já se tinha apercebido disto. É básico e simples mas parece que há quem pense que a Globalização sempre existiu.

    E quando não havia Globalização, os EUA e a Europa Ocidental dominaram a economia mundial. A Globalização beneficiou todos mas particularmente os países em vias de desenvolvimento.

    Não estou a defender o fim da Globalização mas também não faço da Globalização uma vaca sagrada. É que não gosto de tabus. Devemos ser abertos e discutir as opções.

  4. mariofig

    O problema é que muito provavelmente não é o melhor para eles. Existe uma grande diferença profunda entre o Brexit, que consigo entender para lá da retórica populista da independência, e o proteccionismo puro e duro das medidas de Trump, o qual tenho sérias dúvidas.

    Questiono como é que estas medidas trarão emprego real e sustentável nos Estados Unidos, quando na realidade elas irão a médio prazo penalizar as pequenas e médias empresas que não mais poderão competir nos mercados internacionais quando os restantes países subirem as suas taxas em resposta à acção Norte Americana. E também me pergunto como é que os Americanos verão o inevitável aumento de preços dos produtos no seu mercado interno e como isso pode afectar as seu bolso. Principalmente porque o volume de emprego criado de modo algum conseguirá chegar a toda uma população de 200 milhões de habitantes.

    Finalmente será também de assistir como é que os Estados Unidos conseguirão manter atractivo o seu país ao investimento estrangeiro, actualmente o mais elevado do mundo com aproximadamente 5 biliões de dólares anuais e um dos maiores responsáveis pela criação de emprego.

    Para que as medidas de Trump façam sentido e não conduzam o país à recessão e ao aumento da pobreza, seria necessário que o mundo lhe seguisse. Mas a verdade é que os Estados Unidos não dominam a produção mundial e o processo da globalização está hoje repartido um pouco por todo o mundo com grandes conglomerados europeus e asiáticos a liderar uma boa parte da capacidade produtiva e empregadora no mundo. Para resolver problemas estruturais de emprego, os Estados Unidos necessitam de atrair investimento externo em grandes quantidades. Mas se uma fábrica nos Estados Unidos de uma qualquer empresa Europeia ou Japonesa estiver sujeita a taxas alfandegárias retaliatórias quando tentar exportar dos Estados Unidos para fora é mais certo que prefira manter as suas fábricas fora dos USA.

    Dois séculos de história têm nos provado que o proteccionismo não tem resolvido problema algum. Não é pouco. Nem sequer consta que Trump tenha descoberto uma nova fórmula de fazer economia. O seu tipo de proteccionismo do estado é o mesmo que assistimos no passado. Mas aqui estaremos para ver o que resultará daqui. Também quem hoje defende este tipo de medidas ao mesmo tempo que se faz passar por direita liberal e defensor da liberdade.

  5. Luís Lavoura

    Que eu saiba, o TPP ainda não estava em vigor. Portanto, ainda não tinha enriquecido em nada os EUA. Portanto, o facto de os EUA abandonarem o TPP não os poderá tornar mais pobres. Logo, o título deste post não faz sentido.

  6. Luís Lavoura

    Z
    deixe lá os americanos fazerem o que acharem melhor para eles, têm esse direito

    Também acho. O nosso país é Portugal. Os EUA são um país estrangeiro. Eles que se governem como muito bem entendam.

  7. mariofig

    Pois é. Cada um por si, certo? Assim tipo como no início do século. XX.

    A verdade é que fica bem à retórica do proteccionismo, dizer que os outros são os outros e nós devemos é nos preocuparmos connosco próprios. Mas o problema é que o mundo não funciona assim. Muito menos num mercado global onde o sector financeiro não segue as mesmas regras do sector produtivo da economia. E onde um mercado económico proteccionista e um mercado financeiro aberto é receita para o desastre.

    As decisões de um país como os USA afectam-nos e muito. Afectam inclusivamente a nossa capacidade produtiva. Enquanto o Luís Lavoura e o Z acham tudo muito bonito, não estão a dar um chavo pelas empresas em Portugal ou na Europa que exportam para o USA. Que se lixem, não é? Não deviam exportar para lá, não é? Que se lixem os seus empregados também.

    Mas a verdade é que pessoas como o Luís Lavoura não querem mesmo saber dessas empresas. Querem ver mesmo é isto a explodir nem que seja à custa de mártires. Para eles, uma crise mundial serve como arma de arremesso contra o grande Satã que é capitalismo. Mesmo quando esse capitalismo segue as mesmíssimas regras anti-globalização e anti-mercado que a esquerda radical tanto defende. Isso é apenas um detalhe que eles saberão fazer o spin necessário na habitual estratégia do pós-verdade que tanto nos habituaram.

    Estás enganado Luís Lavoura. É que Trump só tem uma oportunidade. Uma coisa é andar a passar medidas anti-aborto, ou expulsar ilegais. Outra coisa é o seu plano económico dar para o torto e afundar os Estados Unidos numa recessão. Será corrido de lá mais rápido do que tu podes dizer “Trump era um bom comunista”.

  8. mariofig

    Em relação ao TPP, é como SHIRI BIRI diz no seu primeiro post. E concordo que o Rui Carmo foi longe na crítica, uma vez que Trump não fez nada que os vários países envolvidos já não tinham feito por si; o TPP não ia a lado nenhum. Trump rasgou um papel já rasgado.

    Acredito inclusive que esta moda que se instalou nos últimos 10(?) anos de que se devem efectuar pactos económicos entre um volume grande de países é prematuro. E o TPP é um absurdo pela sua dimensão geográfica e do seu mercado alvo. Impossível chegar a qualquer espécie de consenso. Diz-se que este era um dos grandes objectivos de Obama. Percebe-se portanto o ridículo da sua governação. Existe ainda muita disparidade económica no mundo, para que se possam fazer acordos comerciais a este nível. Acaba-se por se estarem a assinar documentos em que uns saem vencedores e outros vencidos. E não é esse o objectivo de um acordo económico.

    O que me parece mais certo é manter o sistema ainda em vigor de se assinarem acordos bilaterais ou com uma superfície negocial mais reduzida. Acordos como a NAFTA ou o TTIP são merecedores de todas as críticas que Trump tem feito. Mas são melhores soluções, desde que garantidas boas condições para todos os lados. Infelizmente aqui para os lados da Europa continuamos a achar que estamos em posição de negociar acordos económicos com os Estados Unidos sem fazer concessões. Pelo que Trump nem precisa de rasgar o TTIP. ão existe nada para rasgar. Nem aquele irresponsável do Obama achava que era um bom acordo.

    Enfim… Se Trump rasgar estes acordos, impedir a deslocalização de empresas americanas e voltar a colocar taxas alfandegárias aos níveis da década da 80, mas no entanto for prolífico na assinatura de acordos comerciais bilaterais, então aí começo a ficar mais descansado.

  9. Acordos comerciais internacionais?!

    Mas, as minhas questões:

    A china é beneficiada, por exemplo, existem clausulas em que a china obriga a empresa que quiser vender lá, tem que produzir lá?

    Porque é que os países que tratam mal os cidadãos devem ser beneficiados por um acordo comercial?

    Se um país tem politicas orçamentais destrutivas de riqueza e tem salários de baixa produtividade, (como Portugal) tem que ser beneficiados por acordos comerciais que vão debelitar a economia dos países ricos?

    Sou libertário e apoio a liberdade comercial, no entanto também olho para um país como uma entidade que é proprietária do seu espaço.
    -> Os acordos comerciais não serão a mesma coisa que o governo dizer ao agricultor que só pode cultivar girasois?

    Acho que no limite a Liberdade comercial seria boa, se os países não tivessem politicas destrutivas de riqueza e manterem os seu cidadãos artificialmente a ganharem pouco.

  10. André Miguel

    “Sou libertário e apoio a liberdade comercial,”

    “Acho que no limite a Liberdade comercial seria boa, se…”

    Assim que coloca limites ou condições não há liberdade, não pode haver “ses”, pois não há meias liberdades. O comércio é livre ou não.

  11. ruicarmo

    Uma pequena nota de rodapé:O Rui Carmo pede desculpa aos prezados leitores e comentadores por ter ido longe na crítica e vou de imediato mudar o título ao post, conforme o aprovado e decidido.

  12. Luís Lavoura

    André Miguel

    Assim que coloca limites ou condições não há liberdade, não pode haver “ses”, pois não há meias liberdades. O comércio é livre ou não.

    Se você é assim tão radical, então não há nunca comércio livre.

    A título de exemplo, é proibido em muitos países vender certos produtos que são classifcados como “drogas”. (Por exemplo, o Reino Unido proibiu há pouco tempo a venda de qat, uma erva estimulante muito popular na Somália e que, ao que consta, não é viciante.) Logo, em todos esses países o comércio não é licre, de acordo com os seus critérios.

  13. O Rui Carmo não tem nada que mudar o título, nem o conteúdo, nem a sua opinião, a menos que o queira fazer de motu proprio.

    De igual modo nem eu, nem nenhum dos outros comentadores e leitores, têm que concordar com o Rui Carmo.

    O post é do Rui Carmo e ele tem a gentileza de permitir a livre colocação de comentários. O que não sucede em muitos blogues de esquerda, nomeadamente os comunistas.

    Por mim, não aceito seu pedido de desculpas por ser escusado.

  14. ruicarmo

    Caro Shiri Biri,
    até as tentativas de ironia não têm tido uma vida fácil, nestes tempos novos.

  15. André Miguel

    Luís Lavoura, acertou na mouche. Veja lá que até necessitamos permissão do Estado para vender seja o que for (alvaras, licenças, declarações aduaneiras, etc). Isso não é liberdade.

  16. Comercio livre por enquanto não existe ; nunca existiu com obama e não existirá com Trump ( como ele já esclareceu) . Com obama e outros presidentes existiu comercio acordado mediante certas clausulas , o que é bastante diferente de comercio livre . O comercio livre seria uma mais valia para todos porque sem qualquer intervenção de politicos as pessoas seriam mais livres e beneficiariam todos os envolvidos.
    Os politicos fazem acordos a que chamam de “comercio livre ” que não passam de um conjunto de regras destinadas a beneficiar os “cronies” A ou B , ou mesmo os proprios burocratas no poder , contribuindo para dinamitar as leis universais da “procura e da oferta ” em beneficio daqueles instalados no poder e seus amigos próximos.

  17. A.R

    Ora vejamos: pior que Obama não é fácil. Ao fim de 8 anos:
    Menor salário médio
    Mais 10 milhões de pessoas a food stamps
    Mais 6 milhões de pobres
    Menos 6% de pessoas activas

  18. Buiça

    Como habitualmente o diabo está nos detalhes.
    O TPP é uma coisa altamente complexa para reduzir a duas ou 3 tiradas. Se abolia 18 mil tarifas sobre as exportações americanas e ao mesmo tempo permitia deslocalizar toda a produção para outros países e o Donald quer proteger o emprego americano porque não há de estar contra?
    Não é que os lucros dos hedge funds, do JP Morgan, Google, Apple ou Berkshire estejam propriamente a inundar os bolsos do eleitor/trabalhador…
    Por outro lado, olha-se para o elenco e faz lembrar a enorme coligação açoreana do Bush filho para invadir o Iraque – dá ideia que mais não é do que propaganda em que os EUA assinam um acordo comercial com as suas colónias (só 2 dos países não têm bases Americanas ou vassalagem militar) para fazer espuma e prever no tratado que eles não possam conceder condiçoes semelhantes à China.
    Reparem que o principal objectivo do TPP parece ser os EUA terem uma palavra a dizer no comércio que os chineses queiram vir a ter com estes países, porque supostamente teriam que negociar com o bloco em vez de com cada soberano. E isto numa fase em que a China já é o principal parceiro comercial do planeta, inclusive de grande parte dos países signatários.

    E este é o ponto: a hegemonia comercial americana já foi perdida. Resta a hegemonia da moeda de referência e a da força bruta militar. A monetária decorre da comercial, quando for perdida só sobram bombas.

    Quanto a Portugal, se um tratado destes serve para regular o comércio externo entre estados, o que tem tarifas e o que não tem, como resolver conflitos, como ter segurança juridica de que se vai receber o pagamento, etc. eu preocupar-me-ia antes em saber que raio de Tratado temos nós ou a UE com Angola.

  19. lucklucky

    Para que é que é preciso tratados de “comércio livre” ? Se são precisos não é comércio livre.

  20. Pingback: Make us poorer, again IV – O Insurgente

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