Yes You Did

Sendo hoje o último dia da administração Obama, recordemos a evolução da dívida pública americana desde o dia da sua posse (20 de Janeiro de 2009). Como se pode observar no gráfico abaixo (criado a partir de dados daqui) verificamos que entre Janeiro de 2009 e Janeiro de 2017 a dívida pública americana aumentou de 10,6 de triliões de dólares (triliões americanos – 10^12) para 20 trilões de dólares. Um aumento em termos de relativos de 88% e em valores absolutos de cerca de 9,4 triliões dólares.

us_debt

Em termos do rácio dívida / PIB, a dívida pública americana encontra-se também num valor recorde para tempos de paz, num valor próximo de 105%.

gdp_to_federal_debt_of_the_united_states

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10 thoughts on “Yes You Did

  1. Que irresponsabilidade tremenda, um governante criminoso que foi roubar recursos aos que ainda nem sequer nasceram. Que visão egoísta, o PIOR Presidente dos EUA de sempre.

  2. Pingback: POLITEIA

  3. Dervich

    “Sendo assim para triliões como se diria????”

    Um trilião “americano” (10^12) equivale a um bilião “europeu”.

    Um trilião “europeu” (10^18) equivale a um quintilhão “americano”

    (é o nº que surge depois de 999 mil milhões de biliões)

    Os europeus acham que só deve usar uma nova palavra na designação de um nº de cada vez que se torna necessário repetir uma palavra já existente nessa designação.
    Os americanos, australianos e parte dos asiáticos não querem saber disso e utilizam um novo prefixo sempre que se atinge uma nova potencia de 10^3.

    Ambas as opções têm vantagens e desvantagens: A primeira é mais correta e porventura mais lógica, a segunda é mais prática e mais intuitiva.

  4. Vejam a execução orçamental deles durante o período e não venham com tretas sff! http://www.tradingeconomics.com/united-states/government-budget/forecast A explosão do défice público deles deve-se às despesas com a defesa (http://www.tradingeconomics.com/united-states/military-expenditure/forecast) e com a resposta do Estado ao colapso do GDP, da bolsa, dos bancos e das seguradoras (em especial as com forte investimento e ligação ao/no mercado imobiliário) entre 2008 e 2012.

    Se alguém acha que teria sido diferente com o John McCain (2008) ou com o Mitt Romney (2012), sobretudo tendo em conta a natureza tradicionalmente bem mais desreguladora (na economia) e belicista (na defesa e relações internacionais) do Partido Republicano ou, no mínimo o facto dos Presidentes Republicanos terem, historicamente, sempre incentivado o aumento do investimento na defesa, ou é muito mau a ler, ou sofre de autismo ou, pior, está a ser deliberadamente estúpido.

    A imprensa, sobretudo a internacional, é simpática para com o Obama porque teve dois mandatos difíceis, com resultados finais muito positivos no plano laboral e económico e sempre numa posição (dentro do Senado e da C.Representantes) minoritária face aos Republicanos (o que torna qualquer administração uma missão ridiculamente difícil, o equivalente ao PSD ou ao CDS-PP tentarem sozinhos, neste momento, governar, mas com o Sampaio em vez do Marcelo como PR para garantir “o regular funcionamento das instituições democráticas”). Vejam a evolução do GDP deles (http://cdn.tradingeconomics.com/charts/united-states-gdp-growth-annual.png?s=gdp+cyoy&v=201701041405s&d1=20070101&d2=20171231), a execução orçamental deles (o 1º link de todos) e os números do desemprego – http://cdn.tradingeconomics.com/charts/united-states-unemployment-rate.png?s=usurtot&v=201701061339s&d1=20070101&d2=20171231 – e mais uma vez, só quem não quer, e até os republicanos concedem melhorias aqui, não vê que o esforço de recuperação está(va) a ser feito. No plano internacional, o EUA estão a fazer exactamente o mesmo, sem tirar nem pôr, nos últimos 30/40 anos, independentemente da cor política do Presidente. A questão é que o mundo ficou bem mais pequeno, a informação flui mais facilmente e hoje em dia (pelos vistos) já não vemos a Rússia ou a China como ameaças.

    O socialismo e o comunismo já não assustam ninguém portanto toca de cascar no Obama, que até foi bem moderado e de esquerda teve muito pouco, isto num país que acabou de eleger um Presidente (e por inerência) uma administração de extrema-direita. Num país onde a separação política não é feita assim (esquerda vs direita) e onde, ao contrário da Europa, são habitualmente as Administrações Republicanas (“de direita”) a inflacionarem o défice, a dívida pública e os gastos com o sector da defesa (cá no burgo temos a nossa esquerda e o São Soares y sus discípulos – https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/6f/Variacao_anual_da_Divida_Publica_bruta_em_percentagem_do_PIB_entre_1991_e_2015_e_maiorias_partidarias_na_governacao.png – para garantirem o FMI, episódio 4, here we go: 1978, 1983, 2011 e 2017?) somos todos idiotas ao agarramos-nos a essa separação em vez de analisarmos imparcialmente as coisas, sobretudo agora quando, sem os condicionantes do período 2008-2012, o Trump vai mostrar-nos em 4 a 8 anos como se enterra a coisa e bem. Venha daí o proteccionismo económico, o isolacionismo internacional e a desregulação nas áreas da saúde e da finança (o ObamaCare e o Dodd-Frank Act têm os seus dias contados).

    O que vale é que a malta não aprende e tanto lá fora como cá dentro, continua a repetir os mesmos erros…

  5. lucklucky

    “e belicista (na defesa e relações internacionais) do Partido Republicano”

    Vejamos

    II Guerra Mundial(antes de Pearl Harbor) : Democratas
    Coreia : Democratas (ataque Comunista)
    Vietname: Democratas
    Koweit/Iraque : Republicanos (ataque Iraquiano)
    ex.Jugoslavia: Democratas
    Iraque: Republicanos
    Líbia: Democratas
    Síria: Democratas

    “A explosão do défice público deles deve-se às despesas com a defesa”

    Com 5-6% max do PIB?
    http://www.cfr.org/defense-budget/trends-us-military-spending/p28855

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