Depois das redes sociais, o fim do mundo como o conhecemos

O meu texto desta semana no Observador.

‘É que (e espero não provocar problemas coronários em jornalistas mais sensíveis) notícias falsas – ou enviesadas, ou incompletas, ou ao serviço de interesses políticos e económicos – sempre houve. Quantas vezes as notícias e as reportagens são tentativas escancaradas de evangelizar os leitores politicamente ou segundo as posições do jornalista? Quantas vezes os factos apresentados numa notícia são apenas parciais, silenciando-se os factos que dariam uma perspetiva mais completa mas mais ambígua ou contraditória, meticulosamente escolhidos ou ignorados para dar a ideia enviesada que o jornalista (ou o jornal) pretende?

Verdade: em cada notícia não se pode escrever a história toda desde o início dos tempos. E a realidade é fugaz e nem sempre possível de descobrir ou descrever, mesmo quando se tem as melhores intenções. E erros e distrações acontecem a todos. No entanto, se os factos escolhidos vão sempre no sentido de favorecer uma determinada visão da organização social, lamento, mas ou é assumida uma orientação editorial, e do jornalista, clara ou estamos perante uma fraude aos leitores. As fraudes quebram a confiança e a falta de confiança geralmente repele consumidores. Vai-se a ver, e é esta a grande causa da crise do jornalismo: vende-se distorção da realidade mascarada de isenção.’

o texto completo está aqui.

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4 thoughts on “Depois das redes sociais, o fim do mundo como o conhecemos

  1. Mais um exemplo de fake news:
    “De acordo com António Costa, os mercados irão progressivamente “percecionando a realidade da economia portuguesa, designadamente no que respeita à execução orçamental, à redução da dívida líquida e ao facto de termos um dos maiores saldos primários da União Europeia”.
    Para memória futura.

  2. Pingback: POLITEIA

  3. Euro2cent

    “Agora resta-me desejar que o eleitorado feminino seja instrumental a oferecer uma aparatosa derrota a Donald Trump. Seria bonito e tremendamente pedagógico.”

  4. Maria João Marques

    Tem algum problema com o que eu desejo e com o que eu considero bonito e pedagógico? Ou tem algum trauma trumpista? (Os trumpistas nem se dão ao trabalho de produzir fake news, de resto, propagam mentiras evidentes descaradamente). E o que tem isto a ver com o que eu escrevi? É novamente o seu trauma?

    Ah, e lembro que Hillary teve quase mais 3 milhões de votos do que Trump.

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