Leitura dominical

No jardim-de-infância, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

(…) Geert Wilders, político holandês, “populista” e de “extrema-direita”, foi condenado por discriminação, racismo e “discurso de ódio” após ter perguntado à audiência de um comício se queria mais marroquinos no país. Já há cinco anos o sr. Wilders fora a tribunal por comparar o islão ao nazismo – pormenor curioso para quem é acusado de abominar muçulmanos e de ser nazi. De qualquer modo, o sr. Wilders é de facto impertinente. As pessoas de bem sabem que o racismo, a xenofobia, a discriminação e o ódio em geral só são tolerados quando dirigidos contra: a) banqueiros, especuladores e, salvo ditadores “revolucionários”, milionários em geral; b) alemães, americanos brancos, israelitas e “sionistas” em geral; c) políticos populistas, de extrema-direita ou à direita do socialismo em geral; e d) cavalgaduras que dizem coisas de que não gostamos em geral.

E é isto. Agora resta esperar para ver o exacto tipo de gente que persegue o sr. Wilders mostrar-se incrédulo com a popularidade crescente do sr. Wilders e similares. Vou comprar pipocas

Anúncios

6 thoughts on “Leitura dominical

  1. Um verdadeiro ensaio de como tresler as regras da democracia e aplicá-las na defesa de um discurso antidemocrático.
    “a) banqueiros, especuladores e, salvo ditadores “revolucionários”, milionários em geral”
    Esta de comparar banqueiros e milionários a grupos étnicos é muito divertida. No fundo tem logica: na maioria dos casos nasce-se milionário, logo dizer que a riqueza tem de ser distribuída é afetar direitos.
    “b) alemães, americanos brancos, israelitas e “sionistas” em geral;”
    Então andam por aí movimentos a querer expulsar da UE alemães, brancos e israelitas? Não lhe faltará algum senso de proporção?
    Ou é o facto de outros cometerem crimes uma desculpa para os cometeremos nós?
    “c) políticos populistas, de extrema-direita ou à direita do socialismo em geral”
    Esta é o cúmulo da hipocrisia: Os políticos que defendem que devem ter tratamento de favor em relação a outros membros da sociedade, queixam-se de que não são tratados como iguais.
    Têm de se decidir: ou aceitam a democracia e não são xenófobos, ou são xenófobos e não se podem queixar de falta de democracia quando são perseguidos.
    d) cavalgaduras que dizem coisas de que não gostamos em geral.
    A mesma coisa. Defendemos a liberdade total de discurso, incluindo a liberdade de discursar contra a liberdade dos outros. Mas se a liberdade dos outros pode ser limitada, não nos podemos queixar se limitam a nossa.

  2. Manuel Assis Teixeira

    É exactamente como o Alberto Goncalves diz! Sem tirar nem pôr! Só que o que diz não é politicamente correcto e isso excita muito a esquerdofilia ! Aguentem-se…

  3. A.R

    Uma excelente promoção de Geert Wilders. Arrisca-se a ser o próximo primeiro ministro da Holanda e entalar a esquerda populista, islamófila e racista como se faz à cabeça da serpente: entalar a cabeça entre uma pedra e o tacão do sapato.

    O holandês esta farto do clima de terror -violação, insulto, roubo, tráfico de droga, proxenetismo, perseguição, destruição de bens- assassínio- que os marroquinos sujeitam o autóctone.

  4. JO,

    “Antidemocrático” é restringir a liberdade de expressão.
    Ainda mais quando esta restrição é dicriminatória, visando pessoas de certa área politica e deixando em paz outras de outras áreas.
    Por exemplo, ninguém é perseguido e condenado se comparar o catolicismo ou o liberalismo ao nazismo.
    Do mesmo modo que ninguém é perseguido e condenado por fazer a apologia do comunismo ou por homenagear Fidel Castro.
    Saber se é ou não desejável limitar ainda mais a entrada de mais estrangeiros não comunitários no pais é algo que se pode discutir.
    Ou melhor, poder-se-ia discutir se uma das opiniões não fosse reprimida.
    O que é espantoso é que os paises da UE, incluindo a Holanda, têm legislação nacional que … limita fortemente a entrada e instalação de estrangeiros não comunitários !.. (todos os paises do mundo a têm, uns mais e outros menos)
    Geert Wilders limita-se a defender a aplicação rigorosa dessa legislação e mesmo o seu reforço no sentido de ser ainda mais limitadora.
    Pode-se concordar ou discordar desta opinião.
    Mas proibir a sua expressão !!!!….
    Isto é que é anti-democrático.
    Como seria anti-democrático proibir criticar a legislação actual sobre a imigração com o argumento de que é excessivamente limitadora (que é o que pensam e dizem muitos daqueles que acham bem que a opinião oposta seja proibida) !…

  5. Renato Ulisses

    Proíbe-se a discussão de certos temas.
    Chama-se de nazista, a qualquer um que não reze pela cartilha louca da esquerda.
    Um dia isso resultará no surgimento de verdadeiros nazistas.

    Nos EUA, cresceram, durante o governo Obama, os grupos supremacistas brancos. A esquerda está colhendo o que pretendia desde o começo. Esquerdistas são sempre lacaios de assassinos em massa. Precisam ter “do outro lado” algo que pelo menos não fique tão longe, para se sentirem justificados, e não terem de contar mentiras tão deslocadas da realidade.

    O senhor Wilders não é um nazista, certamente. Mais, continuando a agir como agem, as esquerdas ainda conseguirão um nazista de verdade para se lhes “opor” (ou servir de sparring).

  6. Renato Ulisses

    O ápice da mentira, num comentário cheio de fraudes:
    “Esta é o cúmulo da hipocrisia: Os políticos que defendem que devem ter tratamento de favor em relação a outros membros da sociedade, queixam-se de que não são tratados como iguais.
    Têm de se decidir: ou aceitam a democracia e não são xenófobos, ou são xenófobos e não se podem queixar de falta de democracia quando são perseguidos.”

    Que fraude. Ele não defende que cidadãos diferentes tenham tratamento diferente. Ele defende apenas que se aplique e amplie as restrições de imigração. Se isto é ilegal, então a aplicação de qualquer restrição de imigração é ilegal, e errados estão todos os governos do mundo.
    Ele compara o islão e o nazismo. Ora, os esquerdista comparam o cristianismo com o nazismo, o liberalismo com o nazismo, e chamam de nazistas e fascistas a qualquer pessoas de quem não gostem (o que pode ser legal, mas certamente é injusto e impróprio, porque é uma horrível mentira). Então é lícito, em princípio, comprar o nazismo ao islão. Mas é justo e verdadeiro? Matou-se e mata-se muito em nome do islã. Cerca de cem mil cristãos são mortos por ano por islamitas, com as mais diversas alegaçãoes. E matam também, em nome do islão, muitos outros grupos, e principalmente islâmicos. A entrada do islã na Índia foi uma época violentíssima, que superou em muito as matanças nazistas, e, talvez, até as matanças comunistas. Há motivos reais para comparar nazismo e islã.
    Agora imagine que houvessem no mundo, países em que o governo e a população seguissem a ideologia nazista. Imagine que imigrantes desses países, principalmente homens jovens, solicitassem aos milhões, visto de permanência e naturalização em outros países. Imagine que em reuniões religiosas, esses imigrantes declarassem publicamente ter como objetivos, dominar os países hospedeiros, impor a sua lei, tornar os naturais subalternos, obriga-los a lhes pagar dinheiro e sustenta-los, e violentar suas mulheres e crianças. Seria lícito a esses países hospedeiros imporem alguma restrição à imigração desses nazistas? Se isso não seria permitido aos nazistas, porque deveria ser permitido aos supremacistas islâmicos?

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s