Totalitarismo abortista: desenvolvimentos recentes em França e Portugal

Proibido não adorar o aborto. Por Maria João Marques.

O legislador francês, ao mesmo tempo que considera as mulheres capazes de tomar uma decisão difícil sobre a vida de um ser humano irrepetível, supõe as mulheres tão sensíveis e trémulas nas suas convicções que não podem saber que existe quem discorde da bondade da opção de abortar.

Se está a pensar que França é um país muito doente, informo-o que tem boa companhia. Nesse longínquo país chamado Portugal, há uma mistela, quero dizer, um documento das Direções Gerais da Saúde e da Educação que propõe que as crianças do quinto ano sejam apresentadas ao conceito de aborto nas aulas de Educação Sexual. Digam lá se há algo melhor para falar com crianças de nove, dez e onze anos do que de aborto? Não é evidente que uma decisão que é tantas vezes agonizante para mulheres adultas será limpidamente clara para uma menina de dez anos? Eu, por mim, que sou mãe de uma criança que está no quinto ano, posso sugerir acabarem-se já as aulas de História e começarem já a explicar-se os métodos de raspagem do útero ou a diferença entre aborto cirúrgico e aborto medicamentoso.

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7 thoughts on “Totalitarismo abortista: desenvolvimentos recentes em França e Portugal

  1. Há quem, no fundo, preferisse nunca ter nascido. Acontece com os rabiosos, os invejosos, os odiosos e os muitos espalhafatosos
    É natural que pugnem pelo aborto.

  2. Se ninguém falar sobre o tema a tempo com as crianças é mais fácil arregimentá-las depois de adultos com soundbites engraçados. É válido para qualquer dos lados que queira ter uma discussão séria.

    Há muitas maneiras de falar sobre as coisas, não me diga que quando diz aos seus filhos que têm de se manter limpos lhe faz uma preleção sobre o processo de compostagem de esgotos.

  3. Há assuntos muito mais interessantes para ensinar,, por exemplo, porque é que 7 mil milhões com espirito consumista terão forçosamente de dar cabo da natureza. Porque é que os economistas acham que ainda não chega de população, e sempre acharão isso mesmo.

  4. mariofig

    O JO apresenta um argumento importante e não percebo porque é que estão a votar negativamente no post dele.

    @JO,

    O problema que se coloca é a falta de equilíbrio no que se diz às crianças, quando e a que propósito.

    Em França, tendo como exemplo a proibição do video das crianças com Down e da proibição de websites pró-vida, passou-se da descriminalização do aborto para a quasi-criminalização de quem se manifestar contrário ao aborto. É assustador por tão contrário que é aos mais básicos princípios da liberdade de expressão. Portanto, se um governo legisla desta forma, o que poderemos nós os pais esperar da forma como as nossas crianças serão educadas pelo sistema de ensino que esse mesmo governo tutela, sobre um tema tão sensível e inteiramente da esfera privada de uma família?

    Já em Portugal, o tema do Aborto pretende-se ser introduzido a crianças do quinto ano. Idades em que nem sequer despertaram sexualmente para a vida. É um tema que lhes é portanto completamente alheio e que continuará a sê-lo por mais alguns anitos. Não existe aqui qualquer espécie de formação, mas tão somente uma clara tentativa de doutrinar gerações desde tenra idade.

    Entenda JO, que só até a favor da legalização do aborto, na total e completa descriminalização do aborto até os 6 meses de gestação. Mas muito mais do que um defensor do direito de uma mulher escolher abortar, sou defensor da liberdade de expressão. E muito mais do que um defensor do aborto, sou um defensor que é completamente proibido ao estado doutrinar as suas populações em matérias da esfera privada de cada um.

  5. Manuel Vaz,

    Se acha mesmo que a população de sete mil milhões no Mundo é demasiada, cabe a si dar o exemplo e o primeiro passo, mostrando o caminho aos demais.

    Depois de hoje, espero ver a população humana diminuída a sem mil, novecentos e noventa e nove mil, novecentos e noventa e nove. Por outro lado, não espero que possa à posteriori indicar-nos que teve atitude consonante com as suas queixas.

  6. Mariofig,

    «Não existe aqui qualquer espécie de formação, mas tão somente uma clara tentativa de doutrinar gerações desde tenra idade.»

    Fala sobre a temática do aborto ou da escola pública?

    Confesso-me confuso. 😉

  7. mariofig

    Falo sobre o mal de as escolas públicas usarem a posição do governo sobre a temática do aborto como doutrina, Francisco.

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