Passos Coelho empurra eleitorado de direita para o CDS

Uma importante ajuda à consolidação da nova liderança do CDS. Resta saber se Assunção Cristas a saberá aproveitar: Passos Coelho: “O PSD não é de direita”

Confrontado com os números das últimas sondagens, Passos Coelho desvalorizou e passou a batata quente para o Governo: o que une o PS, BE e PCP é impedir que “aquilo que eles chamam a direita” chegue ao Governo. Qual direita? “Não considero que o PSD seja de direita”, afirmou.

Anúncios

20 thoughts on “Passos Coelho empurra eleitorado de direita para o CDS

  1. Ou, quem sabe, esteja a empurrar para a Geringonça.

    Passos Coelho, não teve, não tem, nem nunca terá capacidade para ser líder de nada.

    Eu por exemplo, não lhe dava emprego. Safa.

  2. O PSD (os dirigentes ) não é de direita nem de esquerda muito menos centro e sim um conjunto estranho de catastrofismos / ressabiados / amuados / quanto pior-melhor .
    episódios como “vem ai o diabo” , amuos no 1º de dezembro , “desobrigasse” , etc são o melhor para o actual 1º ministro sempre a subir e o outro sempre a tomar Rennie .
    O meu desejo para o natal é uma longa vida do Passos Coelho a frente do PSD

  3. A prova que o PPC é um homem de carácter (apesar de não ser de direita), é o ódio visceral que os parasitas como o monte de merda do RROCHA e restantes seguidores do monte de banha lhe têm…

  4. O que Passos Coelho deveria ter dito é que não existe nenhum partido de direita em Portugal.
    Esta é que é a verdade nua e crua.
    Mas ele vai aparecer, porque há eleitorado para isso.
    Ai vai, vai.

  5. Pedro Santos

    Acho que é mais: “Passos Coelho empurra-se cada vez mais para fora do PSD”. O eleitorado do PSD está lá, o Passos Coelho é que já não o representa há algum tempo…

  6. “Guilherme d’Oliveira Martins atribui problemas da CGD à crise de 2008″……..informa o jornal Expresso.

    Se houvesse um partido de direita em Portugal, este sujeito não falava assim. Não ficava pedra sobre pedra.

  7. Narciso Miranda

    O PSD nao é de esquerda nem se assume claramente de direita. É uma alforreca política a ser comida pelos outros peixinhos do tanque.

  8. Rick

    E o Passos Coelho tem razão.
    A social democracia não é direita. Dá é jeito ao gang xuxa apodá-lo desse modo e até de extrema direita, como escreve por aí esse bando de aldrabões e parasitas. Tudo porque lhe dá a conotação negativa, de comer pobrezinhos ao pequeno almoço e operário à ceia.
    Tudo retórica dos apoiantes de Castro e companhia.
    Em Portugal nenhum partido presente no prostíbulo do regime é de direita. Dizer mais que isto é mentir, como fazem aí acima os trolls do socialismo corrupto.

  9. Já agora, o CDS também não é de “direita” : é do “centro” e da “democracia social” !!

    Eu assumo-me claramente como sendo de “direita” (mas não apenas e não de qualquer “direita”).
    A dicotomia “direita” / “esquerda” sempre foi relativa e função de cada momento histórico e de cada contexto nacional.
    Parece-me evidente que, no momento e no contexto actuais em Portugal, e independentemente do que pensem e digam os seus dirigentes, o PSD e o CDS são vistos pela generalidade das pessoas, “de direita” como “de esquerda” ou “nem por isso”, como sendo os partidos relevantes “à direita” do espectro politico (mais “à direita” não há nada que se veja ou que conte).
    Ou seja, estes partidos são vistos como sendo em conjunto a única alternativa politica viável “à direita” aos partidos que se consideram “de esquerda” (PS, PCP, BE).
    É verdade que, por força de uma certa hegemonia cultural “de esquerda”, o termo “direita” é apresentado e visto com uma conotação negativa aos olhos de muitas pessoas, incluindo muitas das que se posicionam “à direita” do espectro politico.
    Face a esta realidade, duas possibilidades :
    – ou se assume frontalmente o termo e se procura contrariar e corrigir a conotação negativa que lhe é dada – mas não é fácil e é certamente um trabalho ingrato e com custos imediatos que pode vir a ter resultados apenas a mais longo prazo ;
    – ou se evita, pelo menos no imediato, a utilização do termo com o objectivo de retirar à esquerda um referente da sua propaganda ideológica – mas é uma forma de cedência ao “politicamente correcto” da esquerda privando “a direita” de uma simbologia agregadora e mobilizadora.
    Eu prefiro e pratico a primeira possibilidade.
    Mas posso compreender que haja quem, em particular os principais representantes das forças politicas “à direita”, por razões de eficiência politica de mais curto prazo, opte pela segunda possibilidade.
    Seja como for, não me parece é que seja hoje uma questão essencial e prioritária no debate politico e ideologico “à direita”.
    Não me choca e admito que até possa ter alguma eficácia que as duas atitudes que refiro acima possam ser concomitantemente seguidas por uns e por outros.

  10. mariofig

    Ser de direita em Portugal é não ter representação partidária, portanto convenhamos que o PPC até tem a sua razão. Por outro lado, mais uma vez o aplaudo por não esconder ou iludir a realidade. Também não deixo de notar o PPC a desfraldar mais uma vez a bandeira centrista, quiçá piscando o olho ao PS para mais um bloco central. Não vá o diabo tecê-las e o PS não obter maioria absoluta.

    Entende-se que PPC não queira ir muito pelo lado da direita neste momento. A geringonça esquerdista assustou. Assustou-me a mim também. Não o escondo. Sem uma verdadeira direita forte e representativa em Portugal, a geringonça mostrou que a viabilização de governos minoritários à esquerda do centro passou a ser possível. E isso coloca um problema muito sério ao PSD, habituado que está à alternância governativa.

    E é precisamente por esta razão que urge mais que nunca o nascimento da direita em Portugal. FAÇA-SE uma direita com representação partidária neste país. Se isso vai esvaziar ou não o PSD, é problema do PPC e de quem o seguir. Ninguém lhes pediu para ignorar o que o seu eleitorado lhes tem pedido à anos. Na boca de Fernando Pessoa, Faça-se Portugal!

  11. MARIOFIG : ” urge mais que nunca o nascimento da direita em Portugal. FAÇA-SE uma direita com representação partidária neste país.”

    Independentemente dos nomes e do assumir-se mais ou menos como sendo “de direita”, o PSD e o CDS representam hoje em Portugal o equivalente do posicionamento programático dos principais partidos ditos “de direita” dita “moderada” na Europa : o PP em Espanha, os “Republicanos” na França, a CDU-CSU na Alemanha, os “Conservadores” no RU, etc, etc (no fim de contas, com a excepção dos Conservadores britânicos, a generalidade destes partidos estão associados no Parlamento Europeu nos “Populares Europeus” (PPE)).
    A “direita” que em Portugal não tem representação partidária relevante é a mais “soberanista” e “social-estatista”, anti-globalização, anti-UE, anti-imigração, anti-islâmica, etc. Ou seja, mais iliberal e mais extrema e radical . Tipo FN em França, UKIP no RU, Alternativa para a Alemanha (AfD) na Alemanha, etc, etc.
    Efectivamente, os eleitores potenciais desta área politica em Portugal votam nos dois partidos tradicionais da dita “direita”, o PSD e o CDS.
    E ainda bem que é assim porque se não fosse já há muito que estariamos condenados a ter apenas governos do PS, com ou sem “geringonça”.
    Ou seja, não me parece que seja necessário ou sequer útil criar mais partidos “à direita”.
    Nem sequer me parece que tal iniciativa possa hoje ter algum sucesso.
    O PSD e o CDS não satisfazem certamente todas as expectativas de todas as pessoas que se podem classificar como pertencentes às diferentes correntes de uma “direita” que não se confunde com a “esquerda”.
    Mas sejamos realistas e pragmáticos : nos tempos actuais, o PSD e o CDS são em conjunto, melhor ou pior, vistos pela generalidade das pessoas como sendo a única alternativa de governação politicamente viável mais “à direita” e mais “liberal” aos governos “de esquerda” liderados pelo PS, com ou sem “geringonça” !

  12. mariofig

    Fernando S, esse é precisamente o problema que a falta de uma direita europeia nos trás. Existe a noção errada que direita só mesmo populista e radical, porque essa é a única “direita” que temos assistido na Europa. Mas na verdade assistimos durante anos no outro lado do Atlântico a direitas mais ou menos liberais e mais ou menos conservadoras, sem pendor populista ou protecionista.

    A falta de realismo está exatamente no não observar que os movimentos populistas europeus não são direita institucional. Não representam os valores da direita moderada, liberal, do estado reduzido, defensora dos bons princípios capitalistas e protetora do mercado global. Essa direita é a direita que grande parte das populações Europeias anseia e que é contrária à direita radical, mas também à social democracia. E tem sido a falta dessa direita moderada não socialista, que abre o vazio necessário para que a direita radical ganhe espaço político. Não existe na Europa outra alternativa à esquerda ou ao centrão esquerdista, que a direita radical.

    Entretanto a direita radical não representa nem direita nem esquerda, mas apenas a si própria. Existe num caos ideológico, ora defendendo o superpoder do estado tão querido à esquerda, ora o liberalismo desejado pela direita. É um amontoado de inconsistências, próprio de quem procura apenas capitalizar a insatisfação popular.

    Não existe uma direita moderada, liberal, capitalista, na Europa. E não me venha com o PSD ou o CDS. O povo olha para eles como direita exatamente porque não encontra outros pontos de referência no espetro político nacional para os situar. Por isso estão realmente à direita do PS. Mas são centristas até à medula. Pelo que entre o CDS e aqueles criminosos do PNR existe uma espaço em branco por preencher. Um espaço ideológico que não só eu, mas muitos outros portugueses desejariam ver preenchido. Pragmaticamente.

  13. MARIOFIG,
    Existiram e existem em práticamente todos os paises movimentos politicos minimamente organizados que representam e defendem essas ideias de uma “direita liberal” que o Mário refere.
    Acontece que, pelo menos até vêr, estes movimentos nunca conseguiram alcançar o apoio na opinião e no eleitorado suficiente para se tornarem autonomamente numa alternativa politicamente viável e influente.
    A razão é muito simples : ao contrário do Mário eu não penso que “grande parte das populações Europeias” e “muitos portugueses” “anseia” exactamente por essas ideias e programas.
    A realidade é bem mais complexa e bem menos prometedora do que alguns de nós gostariam que fosse.
    As opiniões, “à direita” como “à esquerda”, estão muito fraccionadas e repartidas, muitas vezes de forma misturada e confusa, pelo que cada uma delas de ‘per se’ não é suficiente para constituir uma maioria politica de governo.
    Por isso os partidos que se afirmaram com apoio e dimensão suficientes para poderem ter uma influência determinante na governação são partidos “frentistas”, onde convergem diferentes correntes, não são partidos ideológicamente e até programáticamente homogéneos, são alianças mais ou menos orgânicas para a intervenção politica e para a formação de maiorias de governo. Acontece “à esquerda”, com os PSs, incluindo o português (é ainda mais visivel noutros paises, por exemplo no PS francês). Acontece, talvez de modo ainda mais “frentista”, à direita (ficando em França, os “Republicanos” têm dentro tudo e mais alguma coisa). O PSD é também um bom exemplo deste tipo de partidos transversais a varias correntes que estão “à direita” do PS : sociais-democratas, democratas-cristãos, conservadores, liberais de diferentes matizes, etc, etc. De resto, o eleitorado potencial deste partido é ainda mais alargado e diversificado para a direita mais conservadora e nacionalista, muito devido precisamente ao facto desta não ter sobrevivido de forma organizada a seguir ao desaparecimento do “Estado Novo”. Até o próprio CDS, que tem uma componente democrata-cristã e conservadora mais dominante, é também um partido de correntes, até com uma surpreendente presença de “liberais”.
    Nestas condições, o melhor que a “direita” mais “liberal” pode fazer é procurar reforçar o peso e a influência das suas ideias e dos seus valores no seio destes partidos ao mesmo tempo que dá a sua contribuição para que uma coligação PSD/CDS seja suficientemente unida e forte para poder ganhar eleições e governar em alternativa à esquerda, ainda mais numa fase em que o PS “descobriu a pólvora” da viabilização dos seus governos de minoria através da “geringonça”.
    Dito de outro modo, as pessoas “de direita moderada e mais ou menos liberal”, seja qual fôr a tendência e sensibilidade em que mais se reconhecem, mais ou menos “social” ou mais ou menos “liberal”, mais ou menos “centrista” ou mais ou menos “conservadora”, devem compenetrar-se que só através da aliança e da acção conjunta de todas estas correntes é possivel barrar o caminho à esquerda socialista e estatalista e contribuir para que se façam algumas das reformas estruturais que são necessárias para evitar que Portugal volte a cair no impasse que levou à crise de 2011 e volte a convergir com a generalidade dos outros paises desenvolvidos. Por pouco que seja já é muito.
    Ser hoje “de direita” em Portugal é antes de mais concentrar as criticas e a oposição nas perigosas ilusões defendidas “à esquerda” e não é ser um purista na sua área alimentando um sectarismo ideológico e politico que apenas acabaria por dividir e enfraquecer a única alternativa politicamente viável de governo “à direita” do PS. Para derrotar e substituir a geringonça da esquerda todos não somos demasiados !

  14. lucklucky

    Como está provado sempre que o PSD e CDS chegam ao Governo fazem isto:

    Aumentam o poder do Estado com mais leis e com ainda mais recursos económicos tirados às pessoas
    Tal e qual como a “esquerda”

    Logo não interessam. Existem apenas como espantalhos úteis do PS & co.

    —-

    PPC na senda de outros PSD com medo de não estarem “in” para as redacções dos jornais continuam a destruir o espaço cultural que originou o partido.

    Hoje temos o antigo líder do PSD hoje PR a dizer bem de um Ditador que matou milhares, quiz começar uma guerra atómica, usou armas químicas em Angola e provocou 2 milhões de refugiados.

    Isto é o PSD hoje.

  15. LUCKLUCKY : “Não há.”

    Bem me parecia que não tinha !…

    LUCKLUCKY : “Por vezes não há outra solução excepto continuar a falar e escrever.”

    Para dizer que não há alternativa ?!…
    Pode até dar-lhe um grande gozo pessoal “falar e escrever” mas não é nenhuma “solução” (politica) !…

    Portanto, entre uma coligação de “centro-direita” e um partido socialista aliado a comunistas e esquerdistas o Lucklucky não é capaz de assumir uma preferência, nem sequer critica e em termos de “mal menor” ?!…
    O “ou tudo ou nada” nunca foi “solução” (politica ; no plano estritamente pessoal até pode ser) para coisa alguma !!
    Exprimir uma preferência critica não significa aceitar ou concordar sem reservas com um lado e abandonar as suas próprias ideias mas tão só procurar contribuir, por pouco que seja, para que se evite, por pouco que seja, um mal maior.
    É uma banalidade, mas que não deixa de ser verdadeira, dizer-se que em todas as dimensões da vida não há soluções perfeitas (a realização dos “ideais”) e que na prática o óptimo é inimigo do bom.

    O que é espantoso é que o Lucklucky até é capaz de ter preferências e tomar partido em questões internacionais de modo a apoiar um lado contra outro em muitos dos conflitos mundiais que opõem forças e nações mais livres e moderadas a outros mais extremistas e totalitárias.
    E, no entanto, sabemos que o lado “bom” não representa normalmente o modelo ideal de sociedade que corresponde às ideias extremamente exigentes que o Lucklucky defende.
    Neste plano, o Lucklucky afasta-se das posições intransigentemente pacifistas e isolacionistas dos libertários mais radicais e aproxima-se bastante das posições pragmáticas dos neo-conservadores (e até de muitos “socialistas” de várias matizes).
    De resto, posso dizer, com satisfação, que, nestas questões, eu estive e estou normalmente (se não é sempre é quase sempre) de acordo e do mesmo lado que o Lucklucky.
    Podia aqui lembar vários exemplos concretos mas este comentário já vai longo e estou certo de que o Lucklucky está a ver quais são.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s