XX Congresso do PCP: entre a ortodoxia e a “geringonça”

Além do meu habitual artigo semanal, tive muito gosto em contribuir para o especial do Observador sobre o XX Congresso do PCP, que inclui também análises de Miguel Pinheiro, José Milhazes, Helena Matos, Alexandre Homem Cristo e Vítor Matos. Aqui fica o meu contributo: PCP: entre a ortodoxia e a “geringonça”.

O PCP procura persuadir o eleitorado mais à esquerda de que o apoio ao governo do PS não é bem um apoio, um pouco como Bill Clinton afirmava há uns anos atrás que “fumou, mas não inalou”. É a esta luz que devem ser entendidas as constantes referências e críticas dirigidas ao PSD e CDS – mais de um ano depois de Passos Coelho ter deixado de ser primeiro-ministro. O papão de um “governo de direita” continua a ser a única forma de o PCP justificar o seu apoio ao governo do PS em contradição com quase tudo o que defendeu durante anos. Mas esta é uma estratégia retórica que pode estar a chegar ao final do prazo de validade.

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7 thoughts on “XX Congresso do PCP: entre a ortodoxia e a “geringonça”

  1. Preocupante é a moção só ter obtido 98. 6..% de votos. Tá mal!
    Tá mal!Tá mal!Tá mal!Tá mal!Tá mal!Tá mal!Tá mal!Tá mal!Tá mal!
    É urgente mandar a kgb do tegúrio investigar sobre quem foram os traidores responsáveis por esta votação aberrante.

  2. Como dizia Zaratustra:
    — Nada de novo no mundo comunista.
    Até os 98 % não falharam
    Estou convencido que aqueles 4 que eles dizem que votaram contra (do contra são eles todos) nunca existiram e foram lá metidos para não baterem o recorde dos comunas da Coreia do Norte ou de Cuba pois “a internacional” não lhes deu autorização para os 100%.
    Nada de original quanto mais de inovação.
    Até o recurso aos sindicatos foi velho
    Mas na minha opinião foram muito descuidados ao desmascararem esses 2 intrépidos defensores dos operários que até hoje eram sindicalistas independentes e hoje denunciaram-se como sindicalistas comunistas:
    Arménio
    e
    Nogueira
    Caiu-lhes a máscara.

  3. mariofig

    Quais foram as vantagens para o PCP? Viabiliza o governo PS e em troca só têm recebido migalhinhas que nem sequer, segundo as sondagens, estão a contribuir para um aumento do seu eleitorado.

    Por outro lado vê-se numa posição em que não só tem de viabilizar a construção europeia, contrariando assim a sua grande bandeira política, apesar de quantos discursos anti-europa o Jerónimo de Sousa queira fazer no Congresso, mas como também se vê obrigado a enfrentar o BE como parceiro no quadro de viabilização de um governo socialista. BE que não perde uma oportunidade para derrubar a imagem do PCP.

    O PCP só tem conseguido uma coisa desta geringonça: garantir a incapacidade de uma governação à direita. Mas eis que surge Paulo Macedo na CGD. E de repente se começa a desenhar o Bloco Central a comandar o que interessa no país e o PCP a dar cobertura sem perceber bem como é que chegou aqui.

    É delicioso!

  4. Luis

    Mais depressa a extrema direita aplica o seu modelo a UE do que acaba com a uniao… adeus imigração from the thirld world.

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