o dilema do prisioneiro

“The payment order credits granted by the Bundesbank and the Dutch central bank are recorded as Target claims against the euro system. At the end of September, these claims amounted to €819.4 billion, with the Bundesbank accounting for €715.7 billion, which was 46% of Germany’s net external assets at midyear. Since the beginning of the year, both countries’ combined claims have increased by €180.4 billion, or €20 billion per month, on average. Conversely, the Target debt of the Southern European countries – Greece, Italy, Portugal, and Spain (GIPS) – amounted to €816.5 billion. For the GIPS countries, these transactions are a splendid deal. They can exchange interest-bearing government debt with fixed maturities held by private investors for the (currently) non-interest-bearing and never-payable Target book debt of their central banks – institutions that the Maastricht Treaty defines as limited liability companies, because member states do not have to recapitalize them when they are over-indebted. (…) If a crash occurs and those countries leave the euro, their national central banks are likely to go bankrupt because much of their debt is denominated in euro, whereas their claims against the respective states and the banks will be converted to the new depreciating currency. The Target claims of the remaining euro system will then vanish into thin air, and the Bundesbank and the Dutch central bank will only be able to hope that other surviving central banks participate in their losses.”, Hans Werner Sinn (“Europe’s Secret Bailout” no Project Syndicate). Destaques meu.

O texto de Sinn é mais um num crescente tomo de textos no sentido da tese do castelo de cartas. Todos escritos por alemães. Mas há que questionar: quem teria mais a perder com o colapso do euro? Os credores ou os devedores?

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14 thoughts on “o dilema do prisioneiro

  1. Se o costa diz que está tudo bem e o infiel o traz ao colo, não vá ele tropeçar, é porque não há nada a temer.
    Sou todo contra os boatos da reacção postos a correr pelos velhos do restelo. Economistas formados no estrangeiro, be aware…
    Ando pela rua às horas certas, vou aos supers, aninho-me nos concertos junto-me às garinas, vejo “o nosso povo” contente. Ufa!

  2. Buiça

    Bernanke explicaria que estamos a comparar o “efeito” teórico em países bem geridos, autosuficientes e com economias diversificadas de zerar uma célula no Excel; com os efeitos bem reais na vida de milhões de pessoas em países que não se sabem governar, dependem do exterior para tudo e passariam de um dia para o outro para um cenário venezuelano sem petróleo…

  3. Euro2cent

    > Greece, Italy, Portugal, and Spain (GIPS)

    Ah, já não é PIGS?

    Vejam lá, não se coíbam com o insultozinho soez repetido anos a fio na “imprensa de referência”.

    (Se calhar este era demasiado óbvio, e agora trocaram por um mais subtil.)

  4. Filipe

    Isto é apenas acrise financeira de 2008,replicada aqui, CLN a bombar, os que compraram isso da PT foram, morreram, o risco é as CLN falirem pela contraparte.UI,Fujam disso.

  5. Jantei ha pouco num restaurant da cadeia do James Olivier. Vinhos italianos, molhos italianos, licores italianos. A primeira vez que procurei vinhos de mesa portugueses em Londres foi em 2002. Nao havia. Mas tinham do Chile! Agora ja se vai vendo alguma coisa.

    Por que motivo nao ha producao industrial de amarguinha algarvia a exportar? De medronho? De queijo da serra? De cerveja artesanal minhota?

    A Esquerda ha uns anos dizia que as exportacoes ja estavam no limite… canalhas… ve se mesmo que sao parolos, paroquiais e provincianos…

    Em vez de formarmos bons industriais e tecnicos andamos a formar excesso de enfermeiros ou professors para a emigracao ou sociologos para os quadros da Esquerda…

    Nao vejo outra solucao para nos mantermos no euro senao aumentar o turismo explorando rotas esquecidas (termas do Interior, rota dos Templarios na regiao Centro, aldeias de xisto, aldeias historicas, parques naturais) com muito marketing como fazia Adolfo Mesquita Nunes, e aumentar a producao interna e as exportacoes.

    Contudo as politicas de Esquerda vao totalmente em sentido contrario… portanto prevejo que em 2017 ou 2018 possamos ser mesmo corridos do euro! Para felicidade da Esquerda. O PCP acha que assim podera aplicar o modelo proteccionista e isolacionista que pretende… e o PS acha que o dinheiro vira dos PALOP, do Brasil ou da restante America Latina. A questao e… queremos ser europeus e viver com as regras dos paises da Europa Ocidental ou queremos ser uma Venezuela ou Argentina encravada na Europa?

  6. Na viagem da Cambridge para Norwich vi imensas exploracoes de com porcos! Em Portugal os cavaquistas diziam… agricultura nunca mais! Na serra morena ha porcos com fartura… e aviarios! E em Portugal? Pouco ou nada, um marasmo impressionante! Porque? No interior os empregos que existem quais sao? Camaras, misericordias, empresas municipais. Isto e viavel em lado algum? Cambridgeshire mais de 400 mil almas, Norfolk mais de 800 mil almas. Nao ha nenhuma auto Estrada a unir as duas cidades. A unir Viseu e Coimbra ha um IP. Mas querem fazer uma… auto Estrada! E fizeram outra a unir o Porto e Braganca. Os transmontanos que me perdoem mas um bom IP era suficiente. Entao e aquela auto Estrada a unir Sines e Beja, duas areas com menos de 50 mil almas cada? E de loucos! O que restava de Portugal morreu no dia 25 de Abril de 1974.

  7. Um pais que nem consegue produzir a carne que consome tendo condicoes naturais para isso tem politicos a ganir na Web Summit. Ahah.

  8. mariofig

    Se a Alemanha quer resolver o problema da dívida dos países do sul, que se sente com a França e ponham um fim na atual política de desincentivo à produção nesses países. Que a EU termine com a sua política de usar os países do sul como mercado de escoamento para as fábricas do norte e promova a Europa a uma velocidade em vez de duas.

  9. AB

    Interessante o argumento de deGrawe. A parte desagradável é que o dinheiro, na sua forma nocional, presta-se a demasiadas manipulações. E também que o risco de um colapso atinge como uma bomba os países altamente deficitários, como Portugal. Sendo pouco provável que a esquerda que defende uma saída do Euro desconheça em absoluto as consequências dessa opção, mais suicida parece o caminho tomado por qualquer governo ou partido que não tome a redução da dívida como primeiríssima prioridade. Sendo assim, toda a alocação não-produtiva de dívida é um passo para uma catástrofe monetária. E este governo não tem feito outra coisa. Tudo isto parece uma questão de bom-senso, eu não vou endividar-me junto dum banco para aumentar a mesada do meu filho. Sendo que Portugal se endivida para pagar regalias sociais não produtivas, o final da história não pode ser bom.

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