o diabo da saúde

“As urgências dos hospitais podem entrar em ruptura no período de Natal e Ano Novo. A ordem dos médicos diz que várias unidades têm as escalas de médicos por preencher e nem as empresas de prestação de serviços conseguem garantir o número de profissionais necessário.”, hoje na RTP.

Caos nos hospitais portugueses, diz a Ordem! Ruptura à vista. Faltam médicos especialistas. Faltam até médicos tarefeiros. Há internos a fazer de especialistas. Internos?!? O quadro legal não está a ser respeitado. Onde está o Ministério da Saúde? E a ACSS? Ninguém responde?! Rasguem-se as vestes!

Ok. Muito bem. De acordo. Mas esperem lá… Não é esta mesma Ordem que diz que há médicos a mais em Portugal?! Não são estes mesmos senhores que propõem a redução do “numerus clausus”?! Que restringem o acesso às especialidades? Que viciam as estatísticas oficiais?! Que constituem uma das mais obscuras e influentes corporações em Portugal? Que diabo…!

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7 thoughts on “o diabo da saúde

  1. JP-A

    Se com o governo “de direita” um hospital mandasse para casa as grávidas a começar a entrar em trabalho de parto com ordem para descansarem e estarem calmas ao ponto de uma senhora ter de pôr à mostra as águas, como ontem foi noticiado, já estávamos em comissão de inquérito, pedidos de demissão do ministro da saúde em todos os canais de TV, e a rua já estava histérica. É tão bizarro que até me pergunto se terei ouvido bem a notícia ou se não estaria a sonhar.

  2. A.R

    “Não há médicos a mais, há é falta de horas médicas” disse o bastonário (querem horas extras pagas a peso de ouro, digo eu). Os médicos estão todos em burnout diz o bastonário.

  3. mariofig

    É o agiota a queixar-se do ladrão.

    Por um lado temos a Ordem dos Médicos já a pressionar o governo para mais uma horas extra pagas por kilo de massa médica ou o serviço nacional de saúde colapsa no Natal e morremos todos enfardados com fatias douradas. Por outro lado temos o governo que para reduzir este ano o défice nuns extraordinariamente elevadíssimos 0.2%, não investiu um centavo que seja nos serviços públicos deste país.

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