Coisas que o jornalismo português podia investigar

portugal-russia O Ministro dos Negócios Estrangeiros Augusto Santos Silva deu recentemente uma entrevista à agência noticiosa russa TASS, em que afirmou que o Estado português considera a Rússia “um parceiro chave da União Europeia”, e teceu grandes loas às boas relações que os dois países vão mantendo, esperando até que um novo acordo em torno de “cooperação técnica e económica” seja concluído em breve, de forma a “promover e fortalecer as nossas trocas”. As declarações não têm nada de extraordinário, mas apenas a habitual colecção de palavras bonitas que se dizem neste tipo de ocasiões. Mas ao lê-las, não pude deixar de pensar numa coisa: sabendo-se das dificuldades financeiras que o PS atravessava, da apetência que o regime russo tem para intervir na política interna de estados europeus (e não só), inclusive através do financiamento mais ou menos directo de partidos (como, por exemplo, a Frente Nacional), e da posição simpática que o actual Governo tem em relação ao fim da aplicação de sanções à Rússia como penalização pela invasão da Crimeia, talvez não fosse má ideia que o jornalismo português se dedicasse a procurar saber se a Rússia também interfere na política portuguesa, e se o PS (ou outro partido qualquer) beneficia dessa interferência.

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6 thoughts on “Coisas que o jornalismo português podia investigar

  1. Este santos silva até é bem capaz de vender a alma da mãe ao diabo. Incrivel o que estes gajos são capazes de fazer, para arranjarem dinheiro fácil para cobrir os disparates que o governo faz! Foi para isto que fizeram as tais reversões?

  2. Rick

    Poder investigar, podia…se existisse!
    Já do Rui Mateus fogem como da peste. Esperam que morra porque consta que do Além não vai poder fazer mais revelações. As comunicações são difíceis.
    Os arquivos da DGS também não interessam nem ao jornalixo nem aos reescritores da História.
    Estão mais interessados no “líder incontestado” de Cuba. Parece que era incontestado porque os ex-contestadores tinham dois metros de terra e uma tabuleta por cima.
    http://expresso.sapo.pt/internacional/2016-11-26-Fidel-Castro-1926-2016.-Relato-de-uma-vida-historica

  3. Do ponto de vista geoestrategico para garantir a sobrevivencia enquanto nacao independente a Portugal, a Dinamarca ou ao Reino Unido nunca interessou a existencia de nacoes imperiais fortes no Continente. Por isso os ingleses sempre nos apoiaram contra os castelhanos e vice versa. Portugal na sua essencia era uma Monarquia crista que lidou com desconfianca em relacao a Roma. Ora a Esquerda atenta desde a Vitoria dos Liberais contra a essencial da fundacao. E contra o cristianismo, muitos apoiam a uniao iberica, e anglofobica, pisca o olho ao modelo frances, e contra o comercio livre e desconfia da propriedade privada. E isto que ninguem explica aos portugueses.

  4. O jornalismo portugues e comunista, ja no tempo do Salazar era e depois do 25 de Abril o esterco saiu do armario. A Direita sempre faltou uma boa dose de maquiavelismo para lidar com a canalha comunista. Uma solucao teria passado pela limpeza da RTP. A Direita no poder nunca teve coragem para nada…

  5. Sim. O jornalismo português faria bem investigar e publicar quanto é que já custou à economia nacional e europeia, aos produtores de leite, aos produtores de carne, aos agricultores e outros, os complexos de russofobia de uns senhores em Bruxelas, que ninguém elegeu, a quem os orfãos da guerra fria refastelados no sofá batem palmas. Que venha depressa o Trump para acabar com essas manias.

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