A derrota do populismo

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A vitória de François Fillon não é apenas uma surpresa ou uma vingança do ‘colaborador’, como o chamava Sarkozy. Fillon é a personificação do político rigoroso e sério que os novos tempos pareciam ter posto de parte. É um anti-Sarkozy, um anti-Trump, como tantos referiram ontem, em França.

É também mais um xeque ao presidente que ainda contava com a probabilidade de se defrontar com Sarkozy e, dessa forma, se manter mais 5 anos no Eliseu.

Uma surpresa, não só por Fillon não ter sido apontado como favorito pelas sondagens, mas porque o seu programa, sendo de mudança, não choca nem é populista. A França está em crise e os franceses, ao contrário do que se julga à primeira vista, não estão resignados. Há anos que se discutem as razões para o sucedido e as soluções que os tirem da situação onde se encontram. Sarkozy e Hollande foram duas decepções porque não estiveram à altura dos desafios. A expectativa é que à terceira seja de vez.

Quem diria que seria de França que se veria o primeiro sinal de bom senso, direcção e rumo num Ocidente que parece virado do avesso.

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6 thoughts on “A derrota do populismo

  1. JP-A

    Aposto que a eleição do presidente vai ser mais uma derrota das sondagens e dos sondageiros desejosos de Portugal 🙂

  2. Eu não lançava já os meus foguetes.
    Por um lado, sim: sabendo que estas primeiras primárias no centro direita tiveram uma considerável participação pública quer à esquerda quer à direita dos Republicanos, este resultado pode ser um barómetro do que pensa o eleitorado nacional. Mais ainda com um programa de austeridade como o de Fillon, é um resultado muito interessante.
    Por outro lado, não: diz-se que o grande objectivo das primárias era o de encontrar “alguém que consiga derrotar Marine Le Pen”. Eu entendo o resultado como uma clara nega a Sarkozy, nada mais. Muitas pessoas que votaram em Juppé e Fillon votariam FN mais tarde caso fosse Sarkozy o escolhido da direita, sem qualquer remorso.
    A meu ver, este não é o grande teste contra o populismo, que não só está bem vivo em França, como é muito mais inteligente que o que se vê “ailleurs”: a FN já veio esta manhã colar Fillon ao fracasso do mandato de Sarkozy, visto que foi o seu único primeiro-ministro…
    A não perder os próximos episódios.

  3. JP-A

    Por falar em populismos, nem o chega a ser porque é mesmo uma mera badalhoquice eleitoral como a subida dos valores para o abate de automóveis usados das eleições de 2009, ou os aumentos de 3% para depois cortar, mas merece destaque:

    “Precários do Estado com solução até outubro de 2017”

  4. Muita da vivencia,regras, filosofia do tecido sindical e social, vivido no dia a dia em França até nos transporta para o nosso PREC ou calculo o ambiente a volta do Nogueira, Avoila e lunaticos identicos da CGTP.
    Populismos ?será um dos menores problemas dos franceses; se acabar a UE cá estaremso para ver o verdadeiro desastre da privilegiada frança nas verbas da PAC.e todas

  5. lucklucky

    Haha! Deixe-me advinhar não é populista mas é social e democrata . Sinónomo de ser populista.

    O senhor Fillon é a favor do Estado Social?

    Então é Populista.

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