dá vontade de morrer (3)

“Não existe nenhum acordo”, garantiu Ricardo Mourinho Félix, secretário de Estado do Tesouro, na sexta-feira, à TSF, referindo-se a um suposto entendimento escrito entre o Governo e o presidente da Caixa Geral de Depósitos, António Domingues. António Lobo Xavier afirmou que o Governo se tinha comprometido, “por escrito”, a isentar a gestão da CGD da obrigatoriedade de apresentar declarações de rendimento e património. Mas o governante desmente. (…) Este sábado, o Diário de Notícias e o Expresso especificam que as garantias escritas terão sido registadas numa troca de emails entre António Domingues e a equipa do Ministério das Finanças. Já a SIC revela que António Domingues terá enviado um documento ao ministro das Finanças, Mário Centeno, onde discriminava as suas exigências para ficar à frente da gestão da Caixa. Uma delas seria não entregar a declaração de rendimentos e património, considerando que tal ação seria uma devassa da vida privada da equipa. A SIC diz que o ministro das Finanças passou o documento ao seu secretário de estado, Mourinho Félix, que o assinou e devolveu a António Domingues. Este mesmo memorando terá, aliás, sido mostrado ao Presidente da República, no encontro que o gestor manteve com Marcelo, em Belém.”, no ECO – Economia Online.

The plot thickens…

Será que temos um mentiroso no Conselho do Estado? Ou terá o Conselheiro do Estado sido traído pela mentira do amigo? Amigo mentiroso? Ou um mentiroso (ou dois ou três) no Governo? Quem mente? Alguém? Ninguém?! O PR ouviu-os?

E qual é a definição da palavra “acordo”? Uma troca de “emails” qualifica como “acordo”? Uma folha Word? E, afinal, há memorando? O que é um memorando? O PR viu-o? É um “acordo”? Um parecer?! Ou “acordo” só pode ser ofício do Governo?

Que espectáculo infame.

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7 thoughts on “dá vontade de morrer (3)

  1. Basicamente António Domingues não quer ir embora sem receber uma indeminização choruda, à qual terá direito se isto tudo é verdade.

  2. “Caixa é caixa”, dos segredos e atropelos. A traquitana lá vai passando nas inspeções de vão de escada, mas está na hora de Belém saltar do carrocel do engodo.

  3. O espectáculo é um deboche. Moscovici a incitar, o tontinho a apaziguar-se a ele próprio numa diarreia de afetos.
    É um fartar vilanagem.
    “Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe”.
    Proverbio Português

  4. Marco

    Mas alguém tem dúvidas de como estas coisas funcionam? ´É só virgens ofendidas e a darem ARREbuçados a ver se distraem o foco da coisa. Basta saber como os partidos pulhíticos funcionam (seja no curral aqui dos burros, sejam além fronteiras) e é fácil de imaginar o resto. Onde anda a justiça?! Há muita gente a meter dinheiro ao bolso nisto …

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