Nojo

Violadores de crianças, casai-vos com as vítimas. Assunto arrumado.

Turkey’s governing party has sparked an outcry after putting forward a bill that would pardon up to 3,000 child rapists if the perpetrator married his victim.

Critics have warned that such a law would encourage sexual abuse, while the government has defended the bill as an attempt to deal with legal complications arising from child marriage.

The controversial proposal would apply to statutory rape cases without use of “force, threat, or any other restriction on consent” involving girls aged 15 or younger.

Men convicted in such cases between 2005, when a similar law was abolished, and Nov 16 this year would be eligible to have their sentences “deferred” if they married their victims.

In case of a divorce that is the “fault of the perpetrator”, the sentence would once again come into effect.

The bill — which was brought forward by President Recep Tayyip Erdogan’s conservative AKP — was approved on Thursday night, but did not reach the number of votes required for it to be passed into law. Parliament will vote on the proposal again on Tuesday.  (…)

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11 thoughts on “Nojo

  1. “uma causa que não incomoda as feministas, apoios a vítimas, ONU, a esquerda”

    Continuando a ler a noticia:

    «Opposition MPs condemned the bill, warning that such a law would lead to girls being forced into marriage against their will and encourage abusers. On Twitter, users protested the bill with the hashtag #TecavuzMesrulastirilamaz — “rape cannot be legitimised”.

    “If a 50- or 60-year-old is told to marry an 11-year-old girl after raping her, and then marries her years later, she will suffer the consequences,” said Omer Suha Aldan, an MP for the main opposition party CHP. » [O CHP é o equivalente turco do PS]

    Mais à frente (a respeito da feministas):

    «Earlier this year, women’s rights groups reacted with fury when Turkey abolished a criminal code article classifying all sexual acts with children aged 15 or younger as “sexual abuse” in response to a local court’s petition to lower the age of consent. »

    Já agora, se for ao site do HDP (o partido da esquerda radical turca), o primeiro artigo que aparece é logo este: http://www.hdp.org.tr/kadin/parlamento-kadin-grubu/parlamento-kadin-grubumuzun-aciklamasi/9264

    Que traduzido via google:

    “Yesterday, when the Negotiations on the Draft Law No. 438 were made in the Turkish Grand National Assembly, At the end of the draft, six MPs from the AKP gave an amendment to the provisional article. The proposal brought amnesty in case of marriage to a child who exploited child abuse. The proposal was voted on in the presence of the opposition’s stunned looks. In fact, this change was much more planned than the one the 6 AKP deputies had prepared. There was a report from the Justice Minister and the ruling party. The Minister of Justice defended the proposal at the General Assembly, without revealing what they had prepared. It was envisaged that the article would be put to the forefront of rapprochement with a last minute proposal that was not put into the draft because it was withdrawn from the reactions.

    Today, the Turkish Penal Code, which has been changed in the wake of the long struggles of the women’s movement and the feminist movement, is aimed to be brought back again. Besides, by doing this over kids!

    With the change of the law, those who exploited children to this day will get rid of entering prison if they get married. In Karaman, they do not hesitate to defend and legitimize child abuse that they want to cover up with broadcast bans in Adiyaman today clearly in Parliament and on television. We will never allow it!”

  2. lucklucky

    Os Jornalistas e comentadores Ocidentais Miguel Madeira

    Aqueles que rasgam as vestes por conversa de caserna de Trump, mas calam-se perante isto.

    E também estão calados no caso da mulher que foi violada em série no Dubai e agora é punida por isso mesmo acusada de ter tido sexo fora do casamento:

    http://www.telegraph.co.uk/news/2016/11/16/british-tourist-gang-raped-in-dubai-faces-jail-for-having-sex-ou/

    O Complexo Politico Jornalista Ocidental que têm como alter ego a Cuba de Fidel Castro como o Presidente da Republica eleito pelo PSD e CDS bem demonstrou.

  3. A ONU cala-se porque é dominada por uma maioria de países islâmicos que dominam e compram os votos dos restantes. A lei islamica é implementada aos poucos perante a passividade dos demais países que não querem ser acusados de islamofobicos ou racistas.

  4. A.R

    “Continuando a ler a noticia:” Então mas onde estão as mamas ao léu, as invasões das mesquitas, as cuspidelas nos imans, tirem o corão das nossas vaginas, e outras coisas tão normais por cá? É que o corão e os imans é que ordenam esta barbárie?

  5. E o The Guardian tem um artigo em um tom indignado sobre o assunto – conta como “a esquerda” (já que se está a pedir reações ocidentais)?

    https://www.theguardian.com/world/2016/nov/18/turkish-bill-to-clear-men-of-child-sex-assault-if-the-marry-their-victims

    O A.R. e o lucklucky estão um bocado desatualizados – neste momento a Turquia é um regime-pária para a esquerda internacional, por várias razões, desde a guerra contra milícias esquerdistas-feministas no Curdistão até ao ser o país que se fala para enviar os refugiados que querem ir para a Europa (logo a esquerda pró-fonteiras abertas tem interesse em demonizar a Turquia, dizendo “querem mandar os refugiados para aquele regime?”) – e ainda por cima faz parte da “imperialista” NATO; claro que nos próximos dias parte dessa esquerda vai se fartar de malhar no assunto.

  6. “Mais ou menos assim”?

    Não tenho certeza disto que estou a dizer, mas penso que era assim para raparigas entre os 12 e os 18 anos; já esta lei turca parece ser abaixo dos 15 anos e não vi nenhuma referencia a um limite mínimo. Mas entre os 12 e os 15 (e não me admirava que grande parte dos casos sejam nessa faixa), era semelhante – era crime, mas deixava de o ser se o culpado casasse com a vítima.

    [Estou-me a referir ao código penal que foi abolido em 1982]

  7. Agora também é verdade que leis literalmente semelhantes podem ganhar um conteúdo diferente no contexto de culturas diferentes – em Portugal suponho que esta lei se aplicasse sobretudo a raparigas que se envolviam com homens adultos contra a vontade da família (se calhar até fugindo de casa); já na Turquia quase que aposto que a maioria dos casos serão de raparigas que foi a própria família que as empurrou para relações com homens adultos.

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