Sobre o alarmismo anti-Trump

Casa Branca 2016: Afinal, o “sistema” não estava “viciado”. Por João Carlos Espada.

Não há por isso, em meu entender, motivo para todo este alarme que vai por aí.

Em primeiro lugar, não vejo motivo para auto-críticas do chamado “establishment” que era contra Trump: o facto de alguém ganhar eleições não implica que todos os derrotados passem a concordar com ele. Apenas têm de aceitar a derrota e… continuar a criticá-lo, se acharem que ele merece ser criticado. Só nas ditaduras é que a vitória de um candidato implica a unanimidade nacional em torno do vencedor.

Pelo mesmo motivo, em segundo lugar, são descabidos os ataques ao presidente eleito que o descrevem como fascista e que anunciam a iminente conversão da América ao fascismo.

Esses ataques com efeito fazem recordar os ataques que as esquerdas americana e europeia lançaram contra Ronald Reagan, em 1980. Também nessa altura foi dito que o presidente eleito era ignorante, populista e até mesmo fascista. Reagan provou ser um grande presidente. E, com Margaret Thatcher, derrubou pacificamente o comunismo, promovendo uma ordem mundial fundada no comércio livre e inspirada pelo ideal democrático.

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6 thoughts on “Sobre o alarmismo anti-Trump

  1. Só por ganhar não quer dizer que não estava viciado….

    Estava viciado mas mesmo assim os ignorantes não foram na cantiga.

    -> Para além do facebook e twiter bloquearem contas de direita que apoiavam Trump.
    ->para além do Google alterar o algoritmo de pesquisa de noticias más sobre democratas, só dava as boas.
    -> para além dos media tradicionais fazerem todos os dias uma capa com noticias/ mentiras sobre Trump.
    ->para além de enviesarem as noticias sobre o Muro. (não aceito criticas sobre este assunto pois na Europa há muitos muros e não vejo ninguém a pedir para os deitar abaixo).
    -> ESTAVA MESMO VICIADO, mas … Os ignorantes não quiseram saber…..

  2. Euro2cent

    > mesmo assim os ignorantes não foram na cantiga.

    Deplorável.

    O f*c*book já está pronto a filtrar “fake news”, e a grande purga do Twattr já está em curso.

    “Tudo como dantes, quartel general em Abrantes.”

  3. “Só nas ditaduras é que a vitória de um candidato implica a unanimidade nacional em torno do vencedor.”…..eh,eh,eh como se nas ditaduras cubana, norte-coreana etc houvesse eleições.

  4. J.Ventura

    O medo que há a ter de Trump ou não relaciona-se pura e simplesmente com as preferências de cada um . Para quem é religioso , anti aborto , anti imigração , contra políticas de “re distribuição” , e segregacionista “light” , vão ser quatro anos bons na América. É muito interessante ver o apoio , nunca declarado , da direita religiosa nacional a um homem assim .

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