Na saúde, os preconceitos ideológicos podem ficar muito caros

Na saúde o dinheiro nunca chega. Por Miguel Gouveia.

Não é fácil resolver todos estes problemas, mas talvez começar por não os agravar seja uma boa estratégia, por exemplo não gastando mais do que atualmente para ter os mesmos serviços. No caso da saúde, as posições assumidas por algumas forças políticas perante as parcerias público-privadas (PPP) correspondem a um preconceito ideológico que pode custar bastante caro. Os estudos recentes de algumas PPP indicam que o Estado teria custos mais elevados se prestasse diretamente os mesmos serviços. A evolução do Hospital Amadora-Sintra após o término da gestão privada indicia um aumento substancial dos custos. Quem tem o poder de decisão pode resolver gratificar inclinações ideológicas, é essa a prerrogativa do poder. Se ao menos depois houvesse dinheiro para os cuidados continuados, para a saúde mental, para reequipar hospitais ou para ter médicos de família para todos…

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One thought on “Na saúde, os preconceitos ideológicos podem ficar muito caros

  1. Uma vergonha que sendo utente só possa medir a tensão, fazer um penso, no posto onde tenho medico (que não posso escolher nem mudar). Uma vergonha que me admira tanta passividade dos sujeitos passivos (sabendo que pagamos todos 78€ por cada consulta nos centros de saude.

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