A descredibilização final do plano económico do governo

centeno_galamba_costaO governo tinha um plano para o país: a economia cresceria 2,6% em 2016 graças a um aumento do consumo interno. Ainda há poucos meses Catarina Martins afirmava que o país não poderia crescer de forma sustentável assente nas exportações.

Saem os números do 3º trimestre de 2016 e fica-se a saber que a economia cresceu 1,6% (tanto como no ano passado) e à custa das exportações. O que fazem os apoiantes do governo? Lamentam o crescimento ainda estar bem longe dos 2.6% prometidos para 2016 por Centeno? Comentam que este crescimento não é sustentável por ser assente em exportações? Não: celebram efusivamente o feito. Provavelmente nem eles alguma vez acreditaram naquilo que estavam a prometer e muito menos nos meios para lá chegar. Se havia alguma dúvida sobre isso, a celebração nos últimos dias comprova-o.

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10 thoughts on “A descredibilização final do plano económico do governo

  1. André Miguel

    Celebrar o sucesso da estratégica da oposição é extraordinário. Não haverá um jornaleiro com vergonha na puta da cara que pergunte isto às personagens da foto?!

  2. Manuel Assis Teixeira

    So de olhar as personagens da fotografia fica-se enjoado! O sorriso serafico do Costa, o sorriso cretino do Centeno, e o sorriso cinico do outro apparatchik de serviço à comunicaçao social são insuportaveis. Não porque não seja bom a economia crescer, mas apenas porque nada se deve a este governo! Todos o sabem mas como há um branqueamento geral e uma complacencia geral da comunicaçao social, estes tipos chegam-se à fila da frente para a fotografia do sucesso! Vejam como o Centeno andou escondido estas ultimas semanas com a questão da Caixa e agora é todo sorrisos. Valha-nos a UTAO que vai chamando a atençao dizendo que ” O rei vai nu”… Pobre país!

  3. c3lia

    com o PS (aka, gajos q nos feliram 3x) na cama com BE e PCP… e todos três no governo…é caso para dizer “the inmates are running the asylum…”

    estamos feitos ao bife…

    f#ck!

  4. c3lia

    ps: no comentario anterior era suposto ser ‘faliram’ e nao ‘feliram’… but i guess that’s ok too…

  5. Luís Lavoura

    O Carlos G.P., que tanto esforço gasta a descredibilizar o governo, poderia em vez disso fazer-se de crítico liberal e dizer-nos o que pensa do objetivo do PSD (em má hora coligado com o PCP) de aumentar todas as pensões em 10 euros.

  6. mariofig

    @c3lia,

    Não te preocupes e nunca te desculpes. Num país onde se muda a língua por decreto, também tens o direito a criar a tua.

  7. Diz o INE:

    “O crescimento mais intenso do PIB refletiu principalmente o aumento do contributo da procura externa líquida, verificando-se uma aceleração mais expressiva das Exportações de Bens e Serviços em comparação com a das Importações de Bens e Serviços. A aceleração das exportações foi comum às componentes de bens e de serviços. O contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB também aumentou no 3º trimestre, em resultado da aceleração do consumo privado devido ao comportamento da componente de bens não duradouros e serviços, enquanto a componente de bens duradouros desacelerou. ”

    Primeiro, o INE fala num ratio: Exportações/Importações, bastou o denominador decrescer (importações caíram) para o ratio aumentar “Aceleração expressiva das exportações relativamente às importações”, Importações de quê? De automóveis (os portugueses escolhiam: ou férias ou novo automóvel. Escolheram as férias) E com esta subtileza deu-se a ideia de que as exportações aumentaram.

    Segundo, o consumo privado de bens não duradouros aumentou, o que na prática significa que os portugueses e estrangeiros gastaram o carcanhol em férias, hotelaria, restauração e diversão. O que não se verificou no 3 trimestre? Compra de carro e casa!

    Mas o que determinou de facto o crescimento do PIB foi o turismo; cada vez mais Portugal é um destino barato e com Ryanair e Easyjet todos os pés descalços vêm cá parar.

    No último trimestre, a procura externa vai diminuir acentuadamente e o ratio Exportações/Importações vai voltar ao que sempre foi, aumento de importações relativo às exportações (carros e compras de natal).
    Nessa altura o mau comportamento da economia, segundo o João “Pitbull” Galamba, deve ser por causa do Schäuble ou da Teodora Cardoso.

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