investimento: a descer, perdão, a ‘subir’

“É falso que não haja mais investimento do que havia no ano passado’ afirmou o senhor primeiro-ministro recentemente no Parlamento (…) Vejamos então o que dizem os dados trimestrais do INE sobre o investimento em Portugal. Há duas formas de apresentar os dados: a) com base nos preços correntes, isto é, com base nos gastos monetários que são efectivamente gastos pelos investidores; b) com base em volumes, isto é, comparando quantidades, sem que estas sejam afectadas pelo efeito preço. (…) Quando analisamos o comportamento do investimento dos dois primeiros trimestres de 2016 a preços correntes, verificamos que ele caiu, perdão, ‘subiu’ claramente, passando de 6.822 milhões de euros no 4º trimestre de 2015, para 6.755 milhões de euros no 1º trimestre de 2016 e depois para 6.698 milhões no 2º trimestre. Como vemos, o investimento vai caindo, perdão, ‘subindo’ de trimestre para trimestre, primeiro -0,8% e depois -1%. Quando comparamos os trimestres deste ano com os do ano anterior, o comportamento é de igual sucesso. Isto é, caiu, perdão, ‘subiu’ nos dois primeiros trimestres de 2016, primeiro ‘subindo’ -2,9% e depois -3,1%, passando de 6.898 milhões de euros para 6.755 milhões de euros e de 6911 milhões de euros para 6.698 milhões de euros. Sempre a subir! Se formos ver os dados em volume, a ‘subida’ do investimento é também notavelmente sistemática! Comparando os dois primeiros trimestres de 2016 vemos que os dados estão sempre a descer, perdão, a ‘subir’. Passam de 6.833 milhões de euros no 4º trimestre de 2015 para 6.744 milhões de euros e depois para 6.725 milhões de euros. Sempre a descer, perdão, a ‘subir’! E comparando com o trimestre correspondente ao ano anterior descem, perdão, ‘sobem’ -2,5% e -2,9%.” Por João Duque: “Investimento ou ‘Investiminto’?” de 1/10 no Expresso.

6 pensamentos sobre “investimento: a descer, perdão, a ‘subir’

  1. JP-A

    Como dizia o cartaz do PS para as legislativas, “não brinquem com os números, respeitem as pessoas” 🙂

  2. Abaixo a geringonça!….
    Viva e venha a (defunta) PàF!…mesmo já nem se sabendo quem iria chefiar a dita cuja, tão desejada pela pafaria dos saudosos e ainda ressabiados e aziados pafistas.
    É que:

    Passos Coelho, pelo Relvas ajudado
    Em poucos anos subiu a um alto lugar,
    Perdeu agora a sua pena de voar,
    Ganhando a dura pena do derrotado.
    Já não tem no partido, nem no aliado,
    Asas suficientes com que se sustenha:
    Pobre do Pedro, não há mal que lhe não venha.

    Travestiu-se de PàF, p’ró Povo ludibriar,
    Mas, nas urnas, desta vez saiu derrotado,
    E, sentindo que assim ficou desasado,
    Sabe agora que para poder regressar
    Ao poder, e mais pertinho do pote ficar,
    Já nem de Belém poderia vir mais lenha:
    Pobre do Passos, não há mal que lhe não venha.

    E agora, que mereceu ser convidado –
    Pra apresentar um “monte de pura bosta”,
    Por má fortuna, triste e reles aposta –,
    Ou p’lo Diabo, que tinha anunciado,
    Viu-se, cobardemente, a ser obrigado
    A roer, da palavra a leve entranha:
    Pobre Coelho, não há mal que lhe não venha!

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