Os comandos instauraram a democracia e evitaram uma guerra civil. Certa esquerda nunca lhes perdoou isso.

“Reconhecer a tragédia exige extinguir o batalhão de Comandos”, defende Catarina Martins

17 pensamentos sobre “Os comandos instauraram a democracia e evitaram uma guerra civil. Certa esquerda nunca lhes perdoou isso.

  1. José Milhazes, no Observador, responde muito bem à esganiçada.

    “A extrema-esquerda nunca teve grande simpatia pelos Comandos portugueses pelo papel que eles desempenharam na travagem de Portugal para uma guerra civil e na luta pela democracia em 1975. E esta é uma das razões principais que a leva a pedir a sua extinção.

    Ao propor o fim dos Comandos, Catarina Martins propõe que se trate da caspa com a guilhotina e não a solução de problemas reais que existem dentro das Forças Armadas. Diz a líder do BE que “reconhecer a tragédia exige extinguir o batalhão de Comandos”, mas, se esta frase for levada à letra, não haverá profissão, nem ocupação que escape. Morrem muitos mais bombeiros do que militares em Portugal e ninguém veio exigir que se acabe com os “soldados da paz”.”, escreve Milhazes.

    http://observador.pt/opiniao/tratar-da-caspa-com-guilhotina/

  2. JO : “É vê-los morrerem que nem tordos.”

    Se não forem preparados com exigência é que se arriscam a morrer “que nem tordos” se a sua intervenção em condições dificeis for necessária.
    A preparação de forças de elite implica sempre riscos mais elevados.
    Por isso é que se destina apenas a voluntários, conhecedores à partida dos riscos incorridos, dispostos de livre vontade a correr esses riscos.
    Morreram dois militares. É um drama. O que é razoável é que as circunstâncias dessas mortes sejam devidamente escrutinadas e que, eventualmente, em função das conclusões, se corrijam aspectos do recrutamento e da preparação de modo a minimizar ainda mais os riscos.
    Só gente inconsciente, ingénua, irresponsável, ou com motivações ideológicas como aquelas que foram aqui em cima invocadas, pode, na sequência do que aconteceu agora, sugerir a extinção pura e simples de uma força especial que prestou no passado serviços inestimáveis ao pais e à democracia e que pode a todo o momento vir a ser necessária num contexto mundial em que não faltam ameaças e ataques extremistas dirigidos contra populações indefesas e contra o interêsse nacional.

  3. A.R

    Pela lógica esganiçada teríamos que extinguir os velhos que não resistem a ondas de calor ou, por vezes, até à classe médica que deixa morrer por negligência em Hospitais.

    Seria, isso sim, de extinguir o comunismo depois da morte a mãos de esquerda de manifestantes em Setúbal nos “tempos quentes, da morte de muitas pessoas às mãos das FP-25 e de mais de 1.5 milhões nas guerras comunistas do ultramar.

  4. André Miguel

    Extinga-se primeiro o comunismo que já causou milhões de mortes em todo o mundo. Depois falamos como deve ser.

  5. Fernando S
    A preparação deve ser exigente para os soldados não morrerem em combate. Não sou especialista mas o método de os matar logo na instrução para não morrerem em combate é ligeiramente imbecil.
    Se não vivessem tanto das caganças e fossem melhores profissionais talvez não acontecessem coisas destas.
    Não venham coma a treta de que foi um acidente. Seria credível se fossem outras circunstâncias mas morrera DUAS PESSOAS e foram hospitalizadas DOZE. Não acredito que fossem todos doentes.
    Já estou a ver o manual das forças inimigas que os comandos vão combater:
    “Se for atacado pelos comandos portugueses, sente-se à sombra e espere que eles morram”.

  6. JgMenos

    Será bom lembrar que os comandos do 25 de Novembro foram tropa recrutada entre ex-comandos com experiência mo Ultramar e chamados ao activo.
    Há que não tirar o mérito à canalha esquerdalha do PREC que até o Regimento de Comandos tinha conseguido abandalhar.
    Ora a Catarina, porta-voz dessa canalha, incapaz de reproduzir o abandalhamento, parte directa à extinção.

  7. Duvido que como querem fazer parecer, o BE tenha esta atitude apenas por ter alguma animosidade histórica com o Regimento de Comandos (28 de novembro).

    Também não vi o BE a protestar quando extinguiram o RALIS (11 de março) ou a Escola Pratica de Cavalaria (25 de abril). O Bloco está a ser coerente com o seu discurso anti-militarista habitual. Estamos apenas a ver o BE a ser o BE, ponto final.

    Aproveito para lembrar-vos que há coisa de duas décadas, exatamente por terem morrido recrutas dos Comandos durante os exercícios, o governo dessa época decidiu extinguir o Regimento de Comandos.
    Querem classificar o então chefe de governo Aníbal Cavaco e Silva como um esquerdalho ressabiado com 28 de novembro?

  8. JO : “o método de os matar logo na instrução para não morrerem em combate é ligeiramente imbecil. Se não vivessem tanto das caganças e fossem melhores profissionais talvez não acontecessem coisas destas.
    Não venham coma a treta de que foi um acidente. ”

    Imbecil é dizer o que diz …
    Ninguém, muito menos as forças especiais tipo comandos, tem como “método” “matar logo na instrução para não morrerem em combate”.
    Realizam-se centenas de cursos de comandos com milhares de instruendos sem um único morto.
    Claro que o que aconteceu foi um acidente, uma excepção, fruto da convergência de um conjunto de circunstâncias excepcionais e anormais.
    O que importa é perceber como e porque é que este acidente ocorreu e, face às conclusões, ajustar eventualmente os métodos de recrutamento e preparação, que são já dos mais exigentes e rigorosos, para tentar minimizar ainda mais os riscos.
    Imbecil é querer acabar com uma força deste tipo em vez de procurar melhorar o que existe para minimizar ainda mais os riscos.

    Mas, vendo melhor, talvez até não seja assim tão “imbecil” como isso : quem defende agora a extinção dos comandos procura aproveitar um pretexto para levar avante uma agenda puramente ideológica e politica e que é a do enfraquecimento do Estado de Direito sabordando as forças policiais e militares que garantem a sua existência e funcionalidade.

  9. Todo o tipo de preparação e actividade fisica tem inerente riscos que, em certos casos limite, podem ser inclusivamente mortais.
    A história do desporto está repleta de exemplos.
    Na preparação e treinamento dos agentes policiais e das forças militares, mesmo excluindo as especiais, ocorrem por vezes acidentes graves e mortais.
    O risco zero não existe … mesmo nos comandos !!

  10. Jo,

    Os comandos não existem para invadir e ocupar, mas para realizar missões pontuais de lançamento estratégico (vulgo operações especiais). Têm de ser pessoas a quem o medo se quebrou. De vez em quando acontecerão acidentes — alguns dos quais envolvendo percepções demasiado lentas do hiato chamado segundo quando se tem uma granada ofensiva nas mãos, outros envolvendo doenças prévias à partida indetectáveis. Estas situações evitam-se como se podem. Por vezes não se evitam.

    Diga-me quantos mortos houve desde 1992 até 1992, e depois de 2000 a 2016. E quantas foram as 45% de instruendos que não chegaram a terminar o curso. Divida um pelo outro — deve colocar no denominador o número de alunos que não chegaram a terminar o curso.

    Compare com a percentagem de pessoas que são funcionárias públicas e que morrem à fome na Venezuela depois de se extinguirem os cães e os gatos na vizinhança. Vamos extinguir a Venezuela? Ou deixar que a Venezuela trate do Maduro por si e volte à afluência?

  11. Fernando S
    A sua matemática anda fraquinha. Não são centenas de cursos. E já houve mortes em vários deles.
    Como lhe disse atrás só neste curso morreram dois e foram hospitalizados doze. Há claramente asneira, não há acidente.
    É profundamente imbecil dizer que é matando instruendos que se promovem comandos. Matar instruendos não é método para coisa nenhuma e não há glória em matar gente que está às nossas ordens levando-a à exaustão.
    Se os acidentes são recorrentes, se nem sequer se previnem as consequências, então há desleixo.
    Este tipo de gente é perigosa. Em ação terá tendência em fazer correr riscos desnecessários.

  12. Francisco Manuel Colaço
    Eus sei que o Maduro é maluco e que é fixe falar na Venezuela, mas que raio tem o cu a ver com as calças?

  13. JO : “A sua matemática anda fraquinha. Não são centenas de cursos. E já houve mortes em vários deles.”

    Não é matemática … é estatistica !!…
    Os comandos portugueses existem há dezenas de anos. Em particular, durante a guerra colonial, foram feitos cursos anuais em diferentes regiões militares. Não sei quantos cursos foram realizados ao longo os anos mas foram muitos.
    Claro que houve mortes, num ou noutro curso. Por razões diversas. Incluindo acidentes. Não apenas nos comandos portugueses. Há em todas as forças especiais, incluindo as melhores do mundo. Mas é falso dizer que os acidentes fatais são recorrentes. As mortes sempre foram e são raras e esporádicas.

    Ninguém disse ou diz, muito menos eu, que “é matando instruendos que se promovem comandos”.
    O que se disse e diz, e eu também aqui em cima, é que a preparação e a actividade fisica em geral tem sempre algum risco associado, por minimo que seja, e que por vezes há acidentes imprevistos e indesejáveis que provocam mortes.
    Por maioria de razão no plano militar e na preparação de forças especiais.
    E também disse que as condições de recrutamento e preparação devem ser sempre escrutinadas e tudo deve ser feito para as melhorar minimizando os riscos sem perder de vista o objectivo que é ter forças prontas e eficientes.
    A alternativa é não fazer nada.
    E, mesmo assim, o risco zero não existe : há quem morra sentado !!
    A alternativa é efectivamente não ter forças especiais.
    Com o que tudo isso implica.

    Na verdade, nesta campanha de denegrimento dos comandos, o JO e os seus amigos versam lágrimas de crocodilo pelos instruendos mortos.
    O que interessa não é melhorar as condições da instrução e evitar mortes mas tão só instrumentalizar demagógicamente um acontecimento dramático pontual com o objectivo de acabar com os comandos e diminuir assim a capacidade operacional das nossas forças de segurança.
    A real motivação é apenas politica e ideológica.

  14. Grande poeta é o Povo:

    A vida é filha da puta,
    a puta é filha da vida!
    Nunca vi tanto filho da puta,
    na puta da minha vida!
    (Barbosa du Bocage)

    Mas afinal, perguntaria o Zépovinho se tivesse acesso a estes sítios:

    Qual é o inimigo de Portugal, para que tenhamos tantos militares e tantas tropas de elite?
    Naturalmente que muitas respostas iria ter o Zé e, não duvido que, dos pafistas ainda ressabiados e aziados “à qui d’el rei, este é comuna e deve ser deportado para a Venezuela; outros haveria que, com uma no cravo e outra na ferradura, lá iam alimentando a ideia peregrina, descabelada e quantas vezes mal-intencionada do “socialismo em liberdade” e da “social democracia” (afinal o capitalismo encapotado pelos “social de boca”), de que pertencemos à NATO e à UE, logo teremos que….; os outros, que se reclamam do pacifismo (não confundir com pafismo) nato e se batem pela extinção dos blocos militares (porque guardiões do capitalismo agora em estado de agonia desde 2007/2008), responderiam ao Zé que, efectivamente, se os espanhóis marchassem sobre Lisboa, era só o tempo de aqui chegarem, porque resistência não iriam encontrar grande coisa, eu acho.

    Mas agora vejam até onde pode levar a filha da putice que o meu saudoso Barbosa abordou naquela quadra que transcrevi de início:

    { Em um discurso poderoso que está repercutindo em todo o mundo, o Papa Francisco declarou:

    “Por meio da humildade, da introspecção e contemplação orante ganharam uma nova compreensão de certos dogmas. A igreja já não acredita em um inferno literal, onde as pessoas sofrem. Esta doutrina é incompatível com o amor infinito de deus. Deus não é um juiz, mas um amigo e um amante da humanidade. Deus nos procura não para condenar, mas para abraçar. Como a história de Adão e Eva, nós vemos o inferno como um artifício literário. O inferno é só uma metáfora da alma exilada (ou isolada), que, como todas as almas em última análise, estão unidos no amor com DEUS.
    Todas as religiões são verdadeiras, porque elas são verdadeiras nos corações de todos aqueles que acreditam neles. Que outro tipo existe realmente? No passado, A igreja considerava muitas coisas como pecado que hoje já não são julgadas dessa maneira. Como um pai amoroso, nunca condena seus filhos. Nossa igreja é grande o suficiente para heterossexuais e homossexuais, por pró-vida e pró-escolha! Para os conservadores e liberais, até mesmo os comunistas são bem-vindos e se juntaram a nós. Todos nós amando e adorando o mesmo deus. “Nos últimos seis meses, os cardeais, bispos e teólogos católicos têm debatido na Cidade do Vaticano sobre o futuro da Igreja e da redefinição das doutrinas católicas e seus dogmas.”
    O catolicismo é uma religião agora “moderno e razoável, que passou por mudanças evolutivas. Hora de deixar toda intolerância. Devemos reconhecer que a verdade religiosa evolui e muda. A verdade não é absoluta ou imutável. Mesmo ateus reconhecem o divino. Através de atos de amor e caridade ateu reconhece deus, bem como, redime a sua alma, tornando-se um participante ativo na redenção da humanidade. “
    DEUS está mudando e evoluindo como nós somos, porque deus habita em nós e em nossos corações. Quando espalhar o amor e bondade no mundo, nós reconheceremos nossa divindade. A bíblia é um livro sagrado bonito, mas como todas as grandes obras antigas, algumas passagens estão desatualizadas. Algumas passagens chamam mesmo para intolerância ou julgamento. É o tempo de ver estes versos como interpolações posteriores, contra a mensagem do amor e da verdade, caso contrário, irradiando através da escritura chegou. Com base em nossa nova compreensão, vamos começar a ordenar mulheres como cardeais, bispos e sacerdotes. No futuro, é minha esperança de que, um dia, um papa feminino não permita que qualquer porta que está aberta para um homem seja fechada para uma mulher.” }

    E esta, heinnnnnn!?!?!?!

    Àh ganda XICO, é assim mesmo:
    Abaixo a intoxicação, a alienação, ou, em síntese, a “pafistação” (própria e oriunda dos pafistas, ainda ressabiados ou não),
    Viva a VERDADE!!!!!!!!!!!!!!!!…

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