Porque a solidariedade virou egoísmo

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21 thoughts on “Porque a solidariedade virou egoísmo

  1. JP-A

    Aquilo que se vive em Portugal não é mais do que uma facada entre gerações, da qual não se deve falar, ou não pode, porque muita da gente que por cá anda, para não dizer 90%, não faz a mínima ideia do que estamos a construir. Ou outros 10% sabem mas contam morrer antes, e os descendentes dos outros que se lixem.

  2. Uns chamam direitos adquiridos, eu chamo interesses instalados. Até podem ter direito á lua, em talhões, principalmente os funcionários públicos, mas não pretendo ser eu a sustentar esses direitos, e não imagino aonde poderão arranjar quem seja obrigado a isso. A próxima troika vai dar-lhes a resposta.

  3. Os paises periféricos foram obrigados a endividar-se. Sendo democracias nenhum partido ganhava eleições se prometesse não fazer o hospital da cova da beira alegando não ter dinheiro, já que os jornais gritavam todos os dias que a CEE pagava 30% desse hospital.
    Da mesma forma nenhum autarca se atrevia a dizer na campanha que não fazia o tal pavilhão gimnodesportivo, uma vez que a CEE pagava 40%, etc.
    Aqueles que hoje vêem fazer prognósticos depois do jogo, estiveram caladinhos que nem uns ratos quando o dinheiro da CEE entrava por uma porta e saía pela outra em forma de créditos impagáveis, que toda a gente sabe que são impagáveis.
    Treinadores de bancada oportunistas à espera que a massa associativa acredite neles e os deixe chegarem-se ao pote…

  4. «O declínio galopante do emprego remunerado é uma epidemia à qual
    poucos estão imunes. De executivos a gerentes de nível médio, de colarinhos-brancos
    até colarinhos azuis, de banqueiros a funcionários do comércio,
    todos estão em risco. Mesmo a indústria de cuidados de higiene pessoal, que
    até recentemente era considerada uma zona de trabalho segura, já começou a
    reduzir significativamente a força de trabalho.
    No outono de 2008, nos Estados Unidos, um fundo de aposentadoria
    perdeu, de repente, metade do valor – ou mais. O mercado imobiliário despencou.
    O que as pessoas acreditavam que eram ativos sólidos, confiáveis,
    acabou por ser tão sólido quanto vapor de água. A segurança no emprego não
    existe mais; é coisa do passado.
    É claro que você já sabe tudo isso. Mas aqui está o que você talvez não
    saiba: nada disso é realmente novo. Claro, foi preciso uma grande crise econô-
    mica para as pessoas começarem a acordar para o fato de que seus meios de
    sobrevivência estavam em risco. Mas suas fontes de renda não se tornaram
    arriscadas da noite para o dia – sempre estiveram ameaçadas.«

  5. MANOLOHEREDIA : “Os paises periféricos foram obrigados a endividar-se.”

    Ninguém nem nenhum pais, seja ele “periférico”, é “obrigado” a endividar-se.
    Endivida-se quem quer.
    Endivida-se quem pensa utilizar o dinheiro dos outros no imediato com a ideia de que no futuro vai ter o suficiente para o reembolsar com juros.
    Há quem se endivida de forma inteligente, sensata, responsável, honesta.
    E há quem se endivida de forma estúpida, imprudente, irresponsável, eventualmente desonestamente enganando o credor sobre a sua capacidade, o tipo de utilização do dinheiro e já com a intenção de nunca vir a pagar o devido.

    .
    MANOLOHEREDIA : “Aqueles que hoje vêem fazer prognósticos depois do jogo, estiveram caladinhos que nem uns ratos quando o dinheiro da CEE entrava por uma porta e saía pela outra em forma de créditos impagáveis”

    O dinheiro da CEE (“fundos estruturais”) não era crédito, era a fundo perdido. Por pior que tenha sido utilizado, não saiu por porta nenhuma, não foi preciso pagar nem constituiu divida.
    O que entrou como crédito, que não era dinheiro da CEE mas sim empréstimos feitos nos mercados junto de credores de diferentes origens, serviu em parte para financiar investimentos produtivos e consumos uteis e comportáveis mas também serviu noutra parte para gastos estatais excessivos, consumos acima das nossas capacidades de produção, investimentos improdutivos ou com retorno insuficiente, e outras fantasias.
    Os excessos e os erros do despesismo e do endividamento foram sendo atempadamente denunciados e criticados por muitos, a começar por muitos daqueles que, como eu, acham que agora temos a obrigação moral e é do nosso interêsse bem compreendido pagar o que, bem ou mal, pedimos emprestado e é por isso devido.
    Ao contrario daqueles que, como o manoloheredia, sempre acharam que era de gastar à fartazana com o dinheiro dos outros porque as dividas “gerem-se e não se pagam” !!

  6. A.R

    O dinheiro do endividamento foi para usado pela esquerda para comprar votos e instalar sindicatos e grupos de pressão que os ajudaram a ser re-eleitos.

  7. Ó Fernando, claro que se endivida quem quer. Quem não quer sai da política pois não ganha nenhuma eleição dizendo que não aproveita os fundos perdidos para não se endividar.

    ò Fernando, claro que os fundos estruturais são fundos perdidos mas, por financiarem só parte dos projetos “obrigam” os políticos a pedirem dinheiro emprestado para fazerem os projetos completos. Logo os fundos estruturais geram dívida. Aqui, em Itália, em Estanha, na Grécia, etc.

    É preciso explicar tudo a esta gente ! parecem ceguinhos !

  8. Ó Manolo, se só se endivida quem quer então não venha dizer o contrario : “Os paises periféricos foram obrigados a endividar-se.” “OBRIGADOS” !!
    Ó Manolo, o busilis não é o endividamento em si mas sim o endividamento sem critério e excessivo. Se os fundos estruturais não são aproveitados com critério e com peso e medida então, efectivamente, é melhor não os utilizar e não criar divida inútil e não pagável. E “que se lixem as eleições”. De resto, até é possivel ganhar eleições com politicas austeritária e impopulares : foi o que aconteceu nas últimas eleições legislativas.
    Ó Manolo, mas até nem foi o mau aproveitamento dos fundos estruturais que mais fez aumentar a divida publica e privada no nosso pais mas sim o aumento geral do peso e do intervencionismo do Estado na economia.
    Uma evidencia que o Manolo e os seus amigos não percebem pelo que continuam a querer repetir a mesma receita que já levou o pais à bancarrota e à estagnação económica (desde que a geringonça governa a divida publica voltou a aumentar e o crescimento da economia voltou a desacelarar !…)
    Falando de “ceguinhos” !!…

  9. Ó Fernando, O que eu disse foi que “é obrigado a endividar o país quem quer ganhar eleições”. Isto vale para todo o espetro político dos países que aderiram ao euro e que não têm superavites que subsidiem a diferença entre os fundos perdidos e o valor total das obras que se mandam fazer.

    É uma “estrangeirinha” que foi montada para que os países pouco industrializados subsidiassem a industria dos países industrializados. Fazendo obras, os primeiros têm que comprar máquinas e matérias primas e intermédias aos segundos. O acréscimo de lucros que os segundos têm com este acréscimo de vendas pagam impostas que saldam os “fundos perdidos” concedidos pelos segundos..
    Por outras palavras: a Alemanha ao “dar” fundos perdidos a Portugal está a subsidiar a sua própria indústria.
    Tudo estaria bem (Portugal tem muito melhores infraestruturas) se esse esquema não provocasse o endividamento excessivo de Portugal.

  10. Ó Manolo, ninguém é obrigado a ganhar eleições endividando o pais !!!
    É verdade que há quem tenha essa estratégia eleitoral e quem a pratique com algum sucesso.
    Mas é um erro e é um mal para o pais e para os portugueses.
    E não há nenhuma desculpa válida e aceitável para tal.
    Nem sequer a desculpa da mau pagador que é acusar quem nos ajuda a fundo perdido (“perdido” para eles) e com empréstimos.
    Se não soubémos aproveitar bem as oportunidades que tivémos e utilizámos o dinheiro que nos foi dado e emprestado para gastar mal a culpa é nossa, apenas nossa.
    Repare-se que os mesmos que acusam os estrangeiros (a CEE, a UE, a Alemanha, o FMI, o BCE, etc) de nos terem dado e emprestado dinheiro são exactamente os mesmos que sistemáticamente se queixam dos mesmos estrangeiros por não nos darem mais e por não nos emprestarem ainda mais dinheiro, sem condições.
    Preso por ter cão e preso por não ter.
    A responsabilidade e a culpa é apenas nossa e se não percebermos isto então nunca vamos ser capazes de corrigir o que fizémos mal e de fazer o que é preciso para que nos continuem a dar e a emprestar o dinheiro que precisamos e somos capazes de reembolsar, e apenas este, e para que o utilizemos como deve ser.
    A Alemanha e os paises industrializados vendem os seus produtos porque estes teem valor e qualidade.
    Portugal e outros paises menos industrializados compram-nos porque entendem que são úteis e necessários.
    Estes paises não são “obrigados” a comprar aqueles produtos e a aceitar créditos para o efeito.
    Cada pais “adulto” gere a sua vida como bem entende.
    Se o faz de modo insensato e irresponsável a culpa é sua e não dos outros !!

  11. Ó Fernando, só fuma charros muito baratos quem quer, por isso você não deve ver nenhum mal em que se andem a oferecer charros na porta das escolas…

    Por isso é inútil continuar esta conversa.

  12. Ó Manolo, decididamente você não vê os portugueses como adultos responsáveis mas sim como uma cambada de criançinhas sem tino …
    Não admira que tenha e defenda as ideias que tem e defende !!

  13. Ó Fernando, infelizmente a maioria dos portugueses gosta é de ler os escândalos de alcova e ver as boazonas do Correio da Manhã, e à noite vibra com o que se passa na Casa dos Segredos…

    Essas pessoas não estão minimamente interessadas nas contas públicas, nem querem saber das razões que alguém lhes invoque para não fazerem um pavilhão Gimnodesportivo na Merdaleja de Cima quando a Merdaleja de Baixo já tem um para exibir aos visitantes.

    É isso mesmo, as pessoas que falam como o senhor, não conhecem nada do país real. Julgam que são todos doutores !

  14. Ó Manolo, o problema do pais real é mesmo ter demasiados “doutores” como o senhor que não percebem ou não têm interêsse em perceber o que qualquer trolha ou mulher a dias, por mais analfabeto e “alienado” (?!…) que seja, percebe intuitivamente : quem gasta mais do que tem endivida-se e as dividas são para ser pagas porque senão acaba-se o crédito !!

    O problema é mesmo uma parte importante e influente das nossas “elites” não perceber nada de economia ou apenas “perceber” a economia dos seus proprios interêsses instalados.

    É deveras espantoso que o Manolo, embora parecendo reconhecer que o nosso problema vem de gastos excessivos, queira atribuir a responsabilidade e a culpa não a quem tomou as decisões e beneficiou com esses gastos mas sim a quem emprestou (e também deu) dinheiro que foi assim imprudentemente utilizado.

    É o cúmulo da irresponsabilidade e da indignidade moral !!
    É uma vergonha !!

  15. O trolha e a mulher a dias a dias até podem entender, mas não praticam. Por isso meio mundo em Portugal está sobre-endividado e vai a correr à Deco perguntar como deve sair dessa situação.

    Os estímulos para o consumo são muitos, e quase só quem pratica yoga diariamente consegue resistir às tentações de por uma simples assinatura num papel e assim, como por magia, obter aquele automóvel que tanto desejou.

    Se o Fernando ler Dostoievski verá que já no século XIX os judeus usurários usavam manhas semelhantes para levar à miséria incautos ambiciosos, ficando-lhes com todos os haveres. Hoje a sofisticação dos métodos da atividade bancária é 10 vezes maior.

    Brada aos céus que os bancos emprestem dinheiro sem garantias reais e que a lei penalize até levar à miséria os credores que não conseguem pagar. Em nenhuma atividade económica a lei protege tanto a gestão imprudente.

    São métodos tóxicos, que deviam ver reprimidos pelo Estado da mesma forma que o Estado reprime a comercialização de medicamentos ou alimentos prejudiciais à saúde…

    Claro está que, quem está do lado dos bancos, prefere culpar a parte fraca, e ficar do lado da parte forte, na esperança que com essa atitude lhes caiam uma migalhas complementares na carteira…

  16. MANOLOHEREDIA : “O trolha e a mulher a dias até podem entender, mas não praticam. Por isso meio mundo em Portugal está sobre-endividado e vai a correr à Deco perguntar como deve sair dessa situação.”

    Entendem !… O Manolo e os seus amigos não entendem ou fazem de conta !!
    A maioria das familias gasta apenas o que tem ou paga atempadamente as dividas que prudentemente contraiu. O crédito vencido (mas que não é ainda e totalmente mal parado, podendo ser ainda negociado e pago), apesar de ter aumentado durante a crise, o que é compreensivel, é inferior a 15%.
    O que o Manolo e os seus amigos defendem é que o Estado português, ao contrario do que é o senso moral comum e a prática da maioria das familias, não pague o que deve.

  17. MANOLOHEREDIA : “Brada aos céus que os bancos emprestem dinheiro sem garantias reais e que a lei penalize até levar à miséria os credores que não conseguem pagar.”

    Suponho que quando fala de “miséria” se queira referir aos “devedores” (tomam o empréstimo) e não aos “credores” (concedem o empréstimo) …
    Seja como for, está enganado. A maior parte do crédito bancário concedido é contra garantias. O que varia é o tipo e a qualidade da garantia. Em muitos casos as garantias são constituidas pelos próprios bens que são comprados com os empréstimos (caso das casas). Noutros as garantias são constituidas por outros elementos patrimoniais e/ou pela cativação dos rendimentos dos devedores. Para o efeito são celebrados contratos e a lei regula e sanciona o cumprimento pelas duas partes do que neles está estipulado. É normal, é justo, e é útil que assim seja. Se não fosse assim não haveria crédito nenhum. O desenvolvimento do crédito foi históricamente um dos principais factores do progresso economico nas sociedades mais dinâmicas. Os bancos têm precisamente um papel extremamente importante no financiamento da economia e das pessoas em geral. O que é curioso é que os mesmos que anteriormente e hoje mais se queixam das entidades financiadoras que não emprestam fácilmente ou que para o fazerem exigem condições e garantias consideradas excessivas venham agora acusar aquelas entidades por terem concedido mais crédito com menores exigêncas. Houve certamente erros de avaliação e excessos por parte dos bancos mas, para além de serem os riscos da actividade, os principais prejudicados foram naturalmente os proprios bancos. Ao contrario do que o Manolo sugere, os devedores nem são os mais penalizados e os que caem na “miséria” nem são assim tantos. Basicamente, no pior dos casos, perdem os bens dados em garantia (como acontece com as casas). De resto, a lei até proteje os menos dotados ao limitar significativamente o nivel de cativação dos rendimentos que auferem. Mas é normal e até desejável que os maus pagadores tenham alguma penalização. Se não fosse assim não existiria qualquer desincentivo à contratação de créditos por pessoas sem condições ou sem a intenção de os reembolsar. O resultado seria precisamente aquele que o Manolo parece lamentar : familias sobre-endividadas.

  18. Ó Fernando, só pode estar a brincar ! ou então é tão cego e surdo que não deu pelos anos de ouro do crédito fácil e sem garantias. Um casal is pedir dinheiro para comprar uma casa de habitação própria e o banco emprestava-lhe 120% do valor atual da casa, sugerindo que já agora trocassem de carro e comprassem a mobília. Claro que os bens eram hipotecados, mas à partida o banco sabia que os preços estavam inflacionados e que jamais recuperaria o crédito executando as hipotecas.

    Os salários acabaram por ser a única garantia do banco para reaver a diferença, garantia essa que se esvaiu em fumo quando o desemprego começou a aumentar. Os credores ficaram eternamente (até morrerem) com a obrigação de pagar essa diferença, que em muitos casos era (é) de a quase totalidade do crédito inicial contratado.

    Conheço vários casos entre eles o de uma ajudante de cabeleireira que sonhou ter casa própria e hoje está “agarrada” ao banco até ao fim da vida, privada de parte do atual salário (500€/mês) até ao fim da vida.

    No tempo do escudo não era permitido este tipo de aldrabices por parte dos bancos. Quando alguém queria comprar casa tinha que ter pelo menos 30% do valor. Esse dinheiro garantia ao banco que, ao executar a hipoteca, ficava o negócio totalmente saldado. E as avaliações eram sempre feitas por baixo.

  19. Portanto, o banco nunca devia ter dado crédito à ajudante de cabeleireira que sonhava ter casa própria ?!… É assim ??!…
    Os bancos deram efectivamente crédito a um certo numero de pessoas que depois, com a crise, tiveram grandes dificuldades em cumprir com as condições dos empréstimos implicando o acionar das garantias.
    Os liberais sempre denunciaram as politicas monetárias e governamentais expansionistas que, com o argumento de dar mais dinheiro à economia para a fazer crescer, transmitiram sinais errados aos agentes económicos, incluindo os bancos, as familias e as empresas, e levaram à formação de bolhas especulativas que acabaram por rebentar a partir de 2007/2008.
    Mas o Manolo exagera largamente as responsabilidades dos bancos e as consequências ao nivel das familias.
    Como a generalidade dos restantes agentes económicos, os bancos foram levados pela ilusão de que as economias continuariam a crescer indefenidamente e de que o dinheiro continuaria a ser abundante e barato.
    Os principais criadores desta ilusão foram os governos ao promoverem e seguirem politicas expansionistas e despesistas.
    Os bancos até acabaram por ser fortemente penalizados pela paragem brutal deste processo e muitos deles ainda hoje não sairam da situação de aperto em que ficaram (para não falar dos que faliram ou desapareceram).
    Os devedores também acreditaram que tudo estava garantido à partida e assumiram compromissos imprudentes.
    Depois, com a crise, uns e outros foram confrontados com a dura realidade e tiveram de corrigir e suportar as consequências dos erros cometidos.
    O ajustamento é precisamente esta tomada de consciência e a correcção das atitudes e dos comportamentos imprudentes, nalguns casos dificil e dramática.

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