Os que não existem

Há uns anos Ruben do Carvalho (actual organizador da festa do Avante) era o vereador do PCP, em Lisboa. Costumava-o ouvir na SIC Notícias e quis saber mais sobre ele. Um dia encontrei um militante comunista, advogado, autarca daquele partido e perguntei-lhe pelo Ruben de Carvalho. Foram só elogios: que era um grande camarada totalmente integrado no espírito do colectivo, que nunca desiludia e que seguia bem as instruções do partido. Fiquei aterrado com a resposta. Ruben de Carvalho, o homem que tinha por costume ouvir no programa de Mário Crespo, não existia. Era alguém que falava em nome de outro de identificação impossível.

Mas o mais confuso na conversa que tive com aquele militante do PCP foi quando me apercebi que ele achava ter feito um bom trabalho. Que eu teria ficado bem impressionado. Foi um daqueles momentos em que estamos perante mundos diferentes, com a diferença que aquele que me era apresentado me horrorizava.

3 pensamentos sobre “Os que não existem

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