Diz o PCP a propósito da isenção de IMI do seu património de 15 milhões de euros:
“O papel reconhecido constitucionalmente aos partidos e sua atividade política deve continuar a ter expressão no regime tributário. O PCP considera que a sua atividade e objetivos inteiramente postos ao serviço dos trabalhadores e do povo justificam esse reconhecimento.”
Vou dar de barato que todo o património do PCP isento de IMI (os tais 15 milhões de euros, quase tanto como os outros grandes partidos juntos) estão “ao serviço dos trabalhadores e do povo”. Vou dar de barato que todo aquele património são sedes do partido pelo país fora onde se realiza trabalho político. Mesmo aceitando isto, o que está mais ao “serviço do povo”: as sedes do PCP ou as casas em que esse povo vive? Estarão as sedes do PCP mais ao “serviço do povo” do que as casas onde esse mesmo povo vive? Estando ambas ao serviço do povo, porque é que as sedes partidárias estão isentas de IMI e as habitações primárias de cada um não? Estará o PCP a querer dizer que as suas sedes servem mais o povo do que a própria casa das pessoas?