Celebra-se por estes dias o 1º aniversário do plano Macroeconómico detalhado que o PS apresentou a eleições. O plano foi louvado pela imprensa e muitos comentadores como algo inovador, como a demonstração da preparação técnica do PS para governar. Os leitores mais frequentes do blog lembrar-se-ão que, por inúmeras vezes, pedimos aqui que fosse disponibilizado o modelo que deu origem ao plano, sempre sem sorte. Na altura, coloquei aqui em causa se os pressupostos e resultados eram realistas. Passado quase 1 ano da sua apresentação, podemos hoje verificar como está a correr a implementação desse plano.
Nos gráficos abaixo podem ver na primeira coluna aquilo que os economistas do PS previam que iria acontecer em 2016 se o PS fosse governo. Na segunda coluna, aquilo que os economistas do PS previam que iria acontecer em 2016 se o PSD/CDS se mantivessem no poder. Na terceira coluna, podem ver o que está realmente a acontecer até ao final do 2º semestre.
Os gráficos falam por si: Os números homólogos indicam que temos um terço do crescimento, um terço do emprego criado e um crescimento da dívida pública em vez da pevista queda. Não só a economia está bastante pior do que o plano original do PS, como está bem pior do que o PS previa que iria estar se PSD/CDS fossem governo. Reparem que isto não são números do PSD ou do CDS. São os próprios números do PS que dizem que a economia estaria melhor se eles não tivessem sido governo. Veremos se os próximos 6 meses reverterão a situação. Cá estaremos para acompanhar.
Para além de Mário Centeno, estiveram envolvidos na elaboração desse plano as seguintes pessoas:
Vítor Escária
Fernando Rocha Andrade
Francisca Guedes de Oliveira
João Nuno Mendes
João Leão
Manuel Caldeira Cabral
Paulo Trigo Pereira
João Galamba
José Vieira da Silva
Elisa Ferreira
Sérgio Ávila