Um acampamento de um partido de governo

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A jornalista Maria João Lopes do Público escreveu uma peça sobre a universidade de Verão do Bloco de Esquerda que decorre há já 13 anos. O Bloco de Esquerda é hoje um partido de governo e que insiste em ter todas as escolas sob supervisão do estado. É importante por isso ver o que o Bloco de Esquerda ensina aos seus jovens. Comecemos então a analisar a peça do Público:

“No acampamento construímos um pouco a realidade que queremos no mundo – uma realidade alternativa, livre de opressões.”

O mundo aguarda impacientemente a realidade alternativa livre de opressões que está a ser construída em Oliveira do Hospital.

Há, no entanto, algumas regras: não se permite sexismo, homofobia, ou racismo, por exemplo.

Não se permite? Mas não era suposto o acampamento ser livre de opressões? Se um dos participantes quiser fazer uma piada com loiras, vê esse desejo oprimido?

Depois há questões de funcionamento que implicam partilha de tarefas como limpeza ou segurança.

Também há voluntariado ou, como diz Catarina Martins, “uma treta” que só serve para roubar empregos a sério.

É um acampamento que se assume anticapitalista. E são cinco dias em que os participantes vivem o mundo que gostariam que existisse lá fora. De tal forma que, “quando se regressa do Liberdade, há quase um choque, de regressar à realidade”

Quando se regressa do acampamento anticapitalista há um choque: podem voltar a usar o iPhone, a beber coca-cola e não precisam de esperar 5 horas para comprar um rolo de papel higiénico. Deve ser aquele choque que sentem os cubanos quando dão à costa na Flórida.

“Ricardo Gouveia recorda que, numa das edições, experimentaram tornar as casas-de-banho e os balneários mistos. “

Jovens mulheres forçadas a partilhar um espaço de intimidade com homens? Que grande ideia! Não consigo vislumbrar nenhum potencial problema com isto…

“Tivemos uma situação em que uma rapariga se sentiu desconfortável com rapazes que usaram esta experiência para olhar para elas.”

Ahhh, que surpresa! Desta ninguém estava à espera. Então colocam homens e mulheres jovens nus no mesmo espaço e os homens olham para as mulheres? A malvada natureza humana sempre no caminho das utopias de esquerda. Imagino que tenham desistido dessa ideia de vez, certo?

“Voltámos às casas-de-banho separadas, mas continuamos a ter no nosso horizonte chegar um dia e poder dizer que vamos tornar isto misto, porque queremos mesmo desafiar os limites do género e os papéis de género e os pudores”

Traduzindo: um dia esperamos ter só homens impotentes e gays no acampamento. Mas para já são só 50%.

Naquele espaço verde, com praia fluvial, música, festas e debates, tudo é política. Até a intimidade e as experiências que se partilham em espaços de conversa, como o feminista ou o LGBTQIA+.

Tudo malta muito aberta, mas continuam a discriminar 16 letras do alfabeto.

Fala-se de sexualidade, de poliamor. “Costumo dizer que tudo é político”, diz Ana Rosa.

Portanto, a sexualidade e o poliamor são política. Então e as festas?

As próprias festas são pensadas para que sejam também políticas.

Ah, já entendi (wink wink 😉 ). Há um clube de swingers no Barreiro que também faz umas festas “políticas” porreiras.
Mas olhemos então ao programa de debates do acampamento:

Alguns exemplos dos debates e dos temas que estão no programa deste ano: ‘(…) Desobediência civil (Irina Castro e Ricardo Martins);

Como aquela dos pais que inscrevem os filhos nas escolas com contrato de associação apesar dos cortes? Ou como a dos camionistas que vão abastecer a Espanha depois do aumento do imposto sobre combustíveis?

A Guerra dos Tronos e os Tratados Europeus (Pedro Filipe Soares);

Subtemas: “A troika de dragões e o austeritarismo dos Stark”, “Separação entre estado e religião – por Cersei Lannister” e “Whitewalkers: invasores ou refugiados?”

Houve mesmo descobrimentos? A história alternativa da expansão portuguesa (Bruno Góis e Carlos Almeida);

Mas o Bloco quer-nos tirar a única parte da história que temos alguma razão para nos orgulhar? Já imagino o tema do próximo ano: “Ganhamos mesmo o Euro2016? A história alternativa do golo do Éder”. O melhor é voltarmos às festas. Então, que festas haverá?

Haverá um “espaço feminista”, uma “festa feminista”, uma “festa LGBTQIA+”.

A festa do abecedário parece chata, mas esta festa feminista tem algum potencial. Em que é que consiste?

Numa festa feminista como esta não há espaço para sexismo nem machismo. Optou-se por ter DJ mulheres ou mulheres transgénero. Músicas com letras machistas, “nem pensar”, avisa Ana Rosa. Uma das DJ só vai passar músicas de bandas de raparigas.

Portanto, Quim Barreiros está definitivamente excluído, certo? E também há jogos e cowboiada?

“Quanto aos jogos, há um em que duas pessoas do mesmo género (binário ou não) trocam uma laranja com o pescoço. “Normalmente cai. É um desastre sempre, mas é divertido,”

Fazer cair a laranja é um desastre, mas é divertido. Isto deve dar para alguma metáfora política que agora não consigo vislumbrar.

Também fazem um “comboio de massagens” – as pessoas têm de fazer massagens nas costas de outra pessoa ou na cintura.

“É só uma massagem”, o truque mais antigo da história.

49 pensamentos sobre “Um acampamento de um partido de governo

  1. oscar maximo

    Só lá ia com a minha filha se houvesse um serviço de baby-siter não-capitalista com elememtos trans-género.

  2. A.R

    Muito bem. Isto mais parece um espaço da guerra das estrelas com aqueles monstrinhos a conviver juntos

  3. Lau

    Centro de terapia para funcionais sexuais. Se queres controlar a tua apetência sexual, vais a um acampamento do BE.

  4. Tiiago

    Acabei de me aperceber que sou um inculto do caraças. Nem sabia que existia o termo LGBTQIA. Mas como pessoa que gosta de se informar pesquisei no google e fiquei a saber que é um diminutivo de LGBTTTQQIAA. Para mim tudo ficou mais simples…
    Esperemos que o “cartão da cidadania” não avance, porque com tanto género, os polícias ao olhar para o cartão iam precisar de um dicionário para saber para que raio estavam a olhar.

  5. Quando eu penso que já nada me surpreende, eis que aparece o acampamento dos bloco de esterco!!! E que acampamento!!!!
    Tudo ao molho e fé em Deus!!! Deus não, que eles não são dessas coisas…

  6. José

    Não sei o que é maior, o ridículo da tua incapacidade argumentativa. Ou o ridículo de usares essa figura completamente desconectada com o que se passa nos acampamentos. Tenta ler um livro em vez de escreveres coisas na internet. Manchas a imagem de responsabilidade que um partido de direita acarreta.

  7. Estou estarrecida com os disparates!
    As pessoas são o produto da sua educação e meio onde cresceram e onde adultas se inserem. Sou activista pelos animais e a natureza e fico perplexa como se perde tempo a escrever artigos destes e como o rebanho segue o pastor!
    Não me rotulem, não tenho cor politica como deixo aqui sinais…
    Salvem animais do abate, façam campanhas educativas nos Açores um local repleto de humanos ainda com mente do paleolítico, escrevam coisinhas mais importantes e poupem as vossas vidas deixando a mediocridade.

  8. Espero que Oliveira do Hospital seja o nome de uma ala psiquiátrica de Rilhafoles…

    Existir gente com este tipo de linguagem e “mind-set” é a prova provada de que Gramsci venceu:
    – “realidade alternativa”: a “la la land” em que se movimentam apenas demonstra à saciedade que estas “crianças” nunca atingirão a maioridade e que a realidade alternativa em que vivem apenas é possível na nossa Sociedade Ocidental decadente. Sem a abundância material em que vivemos e que permite que estes parasitas vivam sem terem necessidade objectiva de suar para ter um ordenado ao fim do mês, nunca estes devaneios veriam a luz do dia;
    – “casas-de-banho e os balneários mistos”: convidem alguns refugiados trogloditas do Médio Oriente para vos dar umas “palestras” acerca da temática “Refugees Welcome”, deixem-nos usar as “amenities” e verão como perdem a vontade de mudar o que séculos de bom senso nos ditaram – o carinho que eles têm pelas ovelhas e pelos asnos vai ter um novo alvo…;
    – “LGBTQIA+”: confesso que a minha cultura parava no “T”. Com o “+” fica já entreaberta a porta para o bestialismo, pedofilia, etc.;
    – “género (binário ou não)”: esta linguagem é todo um Tratado. BSS, Vale de Almeida, Pureza, etc. e a sua Novilíngua, na busca da restrição e controlo do pensamento das pessoas.

  9. Ode às opressões por Carlos Guimarães Pinto.

    Realmente passar pelas opressões não é suficiente para as entender e como funcionam como um todo, mas nunca ter passado ou vislumbrado o que é uma opressão dá nisto: Este vómito de texto!

  10. Quando não há argumentos racionais a contrapor (e eu não sou do BE!) produzem-se estes textos que são autêntico lixo que envergonha qualquer pessoa decente.

  11. Maria Irene Frieza

    Eu não tenho partido político, mas tenho a minha opinião sobre o que li aqui, e deixem que vos diga! Tudo ao molho sim….fé em Deus não! Porque isto me parece mais uma causa para ser vista e analisada por um psiquiatra, aqui nada tem uma lógica que não seja a das pessoas em estado senil, e isso trata- se mas ficam sempre dependentes de fármacos.. Diverti- me muito a ler tudo isto, e lastimável que estes pensadores estejam a governar o meu País, realmente, porque não ir buscar uns hippies dos saudodos anos 60/70? Eles praticavam o amor livre e adoravam fazer festas destas.. Eu tenho pena de os meus netos serem criados neste mundo que se está a construir acreditem! Vos deixo as minhas saudações apolíticas
    M.I.F.

  12. oscar maximo

    Estes exercícios, têm um lado prático, permitem poupar papel-higiénico, substituído por cabelo. Exportar a solução para Maduro.

  13. FilipeBS

    Caro OSCAR MAXIMO, não poderia estar mais de acordo. E ao poupar papel higiénico também protegemos o ambiente! É só benefícios!

  14. Rui Correiarreua

    Vou falar disso a um primo meu lá de Moimenta da beira que é meio lerdo das ideias, para ele lá ir, assim sempre dá uma folga às ovelhas que são as suas escravas sexuais

  15. O Bloco de Esterco no seu melhor. O que realmente me deprime é ter havido votantes para estes palhaços estarem no governo. Mas no fundo, temos o que merecemos. Se foi isto que os eleitores escolheram, seja!

  16. Uma descrição infamante como a que é feita acima, só podia mesmo partir do BE; mas bem, é tudo uma questão de ponderarmos quanto à maneira como tudo isso se está a passar. Será que não há um consentimento tácito para que toda essa perversão esteja a ser colocada à frente dos nossos olhos?!… Há concerteza!!!… Lamentavelmente, temos um governo permissivo que, a todo o custo, quer continuar a ser governo… Portanto, eis aí o resultado…

  17. para mim não há liberdade nem agora nem antes da democracia pois tidos os doentes mentais tem uma opinião sobre a liberdade de falar e de agir e de analisar as liberdades dos outros pois a natureza tem os seus defeitos que homem nenhum poderá la modificar pois assim é a vida so que há uns que pensem poder la mude ficar …. o respeito é uma virtude dada a certos seres que compreendem há realidade da vida pois nem so de sonhos vive o homem mesmo que sonhar seja viver ?

  18. Oscar Máximo, Loura da Amadora,1

    A metáfora subjacente à figura humana da fotografia tema aver com o conteúdo dos cérebros dos participantes.

    Estão no Modo Sustentável e Autónomo de Reenchimento dos Depósitos Intracraneanos, para poderem depois entrar no Modo Fonético de Utilização da Capacidade Fedentinosa Instalada.

  19. Atenção, se a cu-ordenhadora do Bloco de Esquerda lá estivesse com as correligionárias, o círculo «cabeça oca-furo de bosta» transformar-se-ia numa árvore binária.

    Não falta material na dita senhora para dias cabeças.

  20. Que grande tanga de peça dita jornalística: claro que queremos todas as escolas sob supervisão do estado, e ainda bem que o estão desde que existe estado em Portugal! Agora, claro que o bloco de esquerda, bem como qualquer pessoa informada de esquerda ou de direita não quer escolas particulares a mamarem do estado! O que faltava era todos nós estarmos a pagar os colégios dos meninos ricos! Só temos é que pagar a melhoria contínua da qualidade da escola pública, que é a escola da esmagadora maioria dos portugueses!

  21. Pingback: Um acampamento bloquista – O Insurgente

  22. Pingback: A importância da liberdade de escolha – O Insurgente

  23. Deu a impressão de que governo de saqueadores seria uma festa de libertarismo. Já nos fatos da realidade esses nacionalsocialsimos formam campos de extermínio, gaiolas de arame farpado, franco-atiradores baleando fugitivos, tortura, fuzilamentos e suicídio. Aliás, apenas num governo libertário essas fantasias–despidas da coação–se tornariam inofensivas. Mais vale votar em partido libertário nesse caso.

  24. O fotógrafo não foi feliz! No momento seguinte as cabeças dos atores desaparecem, como por magia, nas entranhas dos parceiros da frente. Depois ouve-se “¡No pasarán!” dito pela Dolores Ibárruri Gómez e o círculo responde «¡Para vivir de rodillas, es mejor morir de pié!». É simplesmente emocionante.

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