Não há stress

O BCP anunciou ontem os resultados do stress test feito pelo BCE à sua estrutura de capital. Um teste de stress deveria, pelo menos, considerar o pior cenário económico recente (preferencialmente piorá-lo um pouco). Atentemos então ao cenário considerado nos testes de stress:

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Ainda não passaram 10 anos desde a altura em que as taxas de juro da dívida portuguesa a 10 anos ultrapassaram os 10%. No entanto, o cenário de teste de “stress” não considera um cenário superior a 4%. Ainda não passaram 10 anos desde que a taxa de desemprego tocou nos 20%, mas o cenário de teste não considera mais de 15,2%. Também não faltam casos próximos de nós de quedas anuais do PIB superiores a 5%, mas o cenário não considera mais de 2,6%. Este teste tem tanto stress como uma funcionária do departamento de pescas de Castelo Branco. Ficamos assim a saber que uma crise como a de 2009-13 acabaria com o BCP. E não seria certamente o único.

6 pensamentos sobre “Não há stress

  1. António Cabral

    Apreciei o seu comentário/ análise. E creio que tem toda a razão. Agora, desculpará, mas deixe Castelo Branco de lado, coitada da cidade que é tão simpática, eh…eh.. Cumps. António Cabral

  2. É também o problema da dívida pública que este governo tem feito subir drasticamente deixando tudo nas mãos da sorte e dos outros. Se isto é governar um País?

  3. Que pena também este banco não ir com os porcos!
    Isto sem falar na desonestidade que representa comparar as taxas de juro expectáveis hoje com as de há 10 anos, quando o BCE ainda não comprava dívida soberana!

    A quantidade de vende-pátrias que navegam por aqui! Se fosse no tempo da Revolução Francesa, o destino deles era perderem a cabeça na guilhotina. Era o que acontecia aos que atuavam a soldo de potências estrangeiras.

  4. Francisco Colaço, o que me choca não é a necessidade de vender parte da pátria para conseguir melhores níveis de vida para os cidadãos.
    O que me choca é o descaramento, o à vontade, a falta de vergonha dos que o fazem sabendo que, da venda que apregoam, não sairão proveitos para os cidadãos.mas sim para os abutres estrangeiros que vieram aos saldos a Portugal.(China, Angola, etc.). No dicionário de português essa atitude tem uma designação: Traição!

  5. Manolo Herédia,

    Se não gosta de uma companhia controlada por estrangeiros, tem bom remédio: consuma de outra.

    Se não há outra companhia senão a controlada por estrangeiros, tem melhor remédio: crie uma controlada por portugueses, e agregue o cacau de todas as pessoas que, como o Manolo, não gostam de companhias controladas por estrangeiros.

    Se não gosta de companhias controladas por estrangeiros, não há senão essas e não quer, não sabe ou não pode criar uma empresa controlada por portugueses, tem remédio amargo: cale-se e veja os exemplos de portugueses que falam tanto contra o controlo de empresas portuguesas por estrangeiros e criaram a tal empresa controlada por portugueses que faça concorrência à companhia monopolista controlada por estrangeiros. Dou-lhe, como exemplo, empresas em actividade criadas pelo Sócrates, pelo Manuel Pinho, pela Cacarina do Rabo Grande ou pelo Ti Jerónimo, o último dos Chuchcas.

    Quanto a mim, continuarei a preferir boas companhias portuguesas controladas por estrangeiros a más companhias portuguesas controladas por ex-juves parretidárias (grafia intencional!). Dão-me melhores serviços, mais baratos e permitem-me um melhor nível de vida.

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