Boom festival e o Anarco-coisismo

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Páre tudo o que está a fazer e vá já ler a informação sobre o preço dos bilhetes do Festival de música Boom em Idanha-a-Nova (apenas disponível em inglês). Se não puder mesmo parar, ficam aqui algumas partes:

We live in a moment in our collective history where rights and duties are forgotten for the sake of human progress aiming materialism, the fragmentation of social classes between those who have and those who don’t (Financial Absolutism)

Eh lá, querem vêr que os bilhetes são à borla? Viva o anarco-comunismo!

It is in this context that Boom Festival 2016 takes place. Pricing for us is a social exercise: on the one hand economic (yes, economics is a social science, with its etymological root in “oikos”, the house – the same root as ecology) and on other hand, social consciousness.

Bolas, que chatice. A economia intromete-se no sonho de um grande festival gratuito.

In economic terms the Boom must be a sustainable festival. It is an independent event without sponsors and based in Portugal, which means we have to deal with very high taxes.

Eh lá, mas afinal o Mises Institute também faz parte da organização?

13% of each ticket goes directly to the Portuguese State. Bars and restaurants revenue is taxed at 23%; a Boom Bus ticket has 6% tax. At the end of the year if there are profits, the State gets 23.5% – the Boom is not based in an offshore as many events throughout the world are. Another mandatory tax is 1% of the total income goes directly to the State. On a monthly basis, per long term worker, the Boom has to pay 24,75% of the wage to the State and 5% for free lancers.

(nota mental: guardar estes números para um futuro post)

Our social consciousness is expressed in many ways: part of the income goes to charity (Boom Karuna Project). The profits are applied in Boomland (and especially in 2016 for its purchase).

Lucros? E então a luta contra o materialismo?

We also want to be an event that honors the human right to culture

E por direito universal à cultura queremos dizer o direito universal a ter aulas de yoga com um drogado enquanto se ouve o DJ do Lux.

Thus, the 2016 Pricing is the result of a careful thinking process about the possibilities for Boomers and the need for being a sustainable and independent festival.

Tradução: “olhamos para os preços dos outros festivais e fizemos igual.”

We don’t increase the highest price of the tickets (which remains at 180 €). We applied an average between the previous 3 ticket phases in 2014 (120€, 140€, 160€)

Lá está. Eu avisei.

Furthermore, tickets for Boom are limited. In spite of the growing popularity and positive perception about Boom, we are focused on keeping a familiar and cozy vibe, with quality and comfort. Boom is not about quantity.

Então e o direito universal à cultura? Como é que eu posso aceder à cultura se os bilhetes são limitados?

By purchasing a Boom ticket, you will help serve the following purposes:

• Renting the Boomland (unfortunately Boom Festival doesn’t own it). It will help us raise funds to buy the Boomland (deadline is September 2016).

Mas querem comprar um terreno para impedir outras pessoas de o utilizar?! Ah, o fedor do materialismo anda no ar.

We also have a Friendly Price for people in countries with a specific economic realities. The list of countries and regions is the following:

> Greece;
> Africa;
> Middle East, Asia and the Pacific, excluding Australia, Israel, Japan, New Zealand, Oman, Qatar and United Arab Emirates;
> Mexico, Caribbean, Central and South America;

Também temos bilhetes para pessoas de países pobres. Primeiro na nossa lista de preocupações: a Grécia (um dos 40 países mais ricos do mundo). Mas logo de seguida preocupamo-nos com África, por isso daremos um desconto de 20 euros a todos os angolanos que pagarem mil euros pela viagem mais 100 euros por noite no hotel mais próximo. Temos consciência social e não deixaremos um africano de fora apenas por não poder pagar mais 20 euros no preço do bilhete. Mas os organizadores dão mais detalhes sobre o porquê de incluirem a Grécia.

About the End of the Social Price: The Social Pricing was a temporary measure established in 2012 and 2014 for European countries that were undergoing the financial speculation of capitalist institutions, rating agencies or the banks such as the IMF.

Ah… pois…

The situation has been changing and the Social Price is no longer applied for countries such as Portugal, Ireland, Cyprus or Spain. The only country that is subject to these programs is Greece, therefore Greece will be included in the Friendly Price Ticket system.

Portugal já não está sujeito à especulação das instituições capitalistas? Os organizadores do Boom Festival concordam com Passos: houve mesmo uma saída limpa (e dar descontos a habitantes do país onde o festival é organizado é capaz de ser mau para as contas).

59 pensamentos sobre “Boom festival e o Anarco-coisismo

  1. FilipeBS

    Hilariante!!! Aqui se prova que a realidade toca a todos. Faz lembrar quando o PCP anunciou que ia despedir funcionários do partido por causa da falta de graveto.

  2. Revoltado

    Não há nada a desprezar no exemplo do Boom. É um festival de sucesso, destinado a uma franja muito particular dos consumidores é certo, mas que não deixam de consumir um produto. Neste caso é uma semana de férias, à beira duma lagoa, num ambiente de liberdade e respeito. Sim, com música e drogas à volta mas, para quem já frequentou, sabe que estas situaçãoes, regra geral, não causam grandes problema (imaginem o que seria juntar alguns milhares de adeptos de bebidas alcólicas durante uma semana). E sim, como é óbvio, manter um festival deste tipo requer alguma gestão e alguém que, felizmente, sabe fazer contas. Comprar o terreno é uma ambição já antiga da organização, a meu ver relacionada com a vontade de criar infra-estruturas físicas permanentes. Havendo essa capacidade, só temos que aplaudir a iniciativa e esperar que o festival continue a crescer.

  3. Crist. N

    @Revoltado

    Hã?! Mas você leu o texto sequer? Não reparou que na quantidade de contradições e hipocrisias presentes no conceito?

  4. Revoltado

    Tarzan, quem está por detrás dum festival desta magnitude há muito que deixou de ser um anarco-coiso. Caso contrário este festival não existiria, pelo menos não nesta dimensão. Mesmo para alimentar os anárquicos é preciso uma estrutura bem montada. E sim, pagar impostos também.

  5. Revoltad, ok! Então assumam-se, não é fingir que se é coiso e depois praticar o contrário e espalhar a mensagem boazinha para papalvos. São esses tipos que deviam dar o exemplo às gerações que acolhem nos seus festivais: “estão a ver gente, para as coisas funcionarem bem para todos tem de haver X e Y, andar por aí apregoar modelos falhados não funciona”.
    Conheço muita gente que usava o badge do “sou de esquerda” até abrir o seu próprio negócio, depois abriu os olhos e deixou de ser hipócrita.

  6. Joao

    Isto é inofensivo e dá para rir. Já o abrilismo e esquerdalha isso sim é que assusta porque tem expressão nas urnas. Ainda que os argumentos (ou a falácia dos mesmos) andem muito próximos deste texto.

  7. Acho que muitos ainda não perceberam que na realidade são mesmo anarco-capitalistas e (tendencialmente) libertários.
    Especialmente quando querem estar, com todo o direito!, fora dos modos de vida mainstream.
    Pena que julguem que as ideologias de esquerda são a solução, quando na realidade são do mais reaccionário e totalitário que existe (e como tal, muito pouco tolerantes com modos de vida “alternativos”).

    E como vemos, os impostos, que tantos defendem (especialmente para os outros, os “rrrrricos”), são bastante menos apelativos e altamente inibidores da actividade “humana” livre quando os temos de pagar…Por isso a esquerdalha adora carregar neles para depois isentar as suas clientelas políticas. Parvos não são!

  8. Concordo com o Ruben:
    – a maior parte dos frequentadores e organizadores são Anarcocapitalistas, que ou não sabem que o são, ou ainda não sairam do armário.

    Falo por conhecer alguns deles.

  9. rafael

    Em primeiro lugar o festival já está esgotado faz tempo (não há bilhetes). Depois a organização desde a 1ª hora sempre fez questão de ser um festival o mais ecologico possivel. O publico alvo é diferenciado e não é problematico por regra. A propria autarquia recebeu esta ideia de braços abertos. Este evento bianual significa trazer para a região centro, milhares de €€€ diretos e indiretos. Só à conta do BOOM já são várias as aldeias que estão paulatinamente a ser repovoadas com familias que vieram de toda a europa residir à sua maneira na regiao. Reconstruiram casas, fazem a sua agricultura, alguns voltaram a abrir cafés, pequenos comercios, etc. A tribo do BOOM é diferente, SIM, problematica nada disso. Os visitantes que não conhecem, estranham e olham de lado, mas convive-se prefeitamente com eles. Convido a visitarem as aldeias de monsanto, penha garcia, orca e arredores para verem como se conseguiu fazer a ponte entre os residentes locais mais idosos e os ditos Anarcocapitalistas.

  10. Fernando Pessoa era Liberal

    Muito simples, são as duas coisas em simultâneo: realidade/rigor/pagar contas/ganhar algum/credibilidade são de direita. ficção/diversão/ilusão/cool/yeah/sou um gajo cheio de cultura e o ambiente e essas coisas são de esquerda

  11. Caros, estes cromos só tem receitas relevantes de 2 em 2anos (ciclo do festival), mas querem saber qt é que facturaram em 2014? Não vão acreditar.

  12. Tiago

    Como é possível ler tanta porcaria em tão poucas palavras. Só se, quem as escreveu desconhece por completo do que se trata, é o que me parece.
    Fala-se aqui em PCP, meus caros e ilustres, a taxa de ocupação por portugueses é de 10%.
    Também me quis parecer o facto de alguem comentar a existência de drogas, bom, a media de idades deste festival é de 37 anos, enquanto que a do Rock in Rio é de 20 anos, ver um miúdo a consumir drogas deixa me preocupado, agora um adulto já não me deixa tão preocupado.
    Meus caros, por alguma razão é que existem mais festivais, os frequentadores do boom agradecem a vossa preocupação e o facto de não porem lá os pés.

  13. Tânia

    Que artigo tão fora! Mas quem é que pode trabalhar e organizar um festival ou seja o o que for sem receber? E qual é o evento que não tem capacidade limitada? A sério?! HAHAHAAHHAAHAH! Sinceramente! E fala em drogados enquanto cheira mais uma linha?! Olha à volta, toda a gente se droga, alguns compram-nas é nos bares e farmácias!

  14. Daniel

    desculpem lá mas estarem a criticar o boom pelo que cobram pelo o bilhete não faz sentido. só demonstra que nunca lá puseram os pés. 180€ a dividir por 10 dias sai a 18 euros dia digam-me agora qual o festival com a mesma qualidade e com o mesmo espirito e mais barato em portugal?

  15. Vasco

    Não percebo a crítica. Eles estão a vender um produto e usam tácticas comerciais. Quem compra este produto sabe ao que vai e esta lenga lenga é só para dourar a pílula. E olhem que esta malta gosta de pílulas ;.)
    O Boom não foi criado por pessoas pobres. E não foi vendido a pobres. Nem de espírito nem de dinheiro…

  16. Carlos Guimarães Pinto

    Vamos lá ter calma que ninguém está a criticar o festival. Como diz o Revoltado acima, eles atingem com sucesso um certo segmento de mercado e seria bom que até expandissem, comprassem o terreno e fizessem o festival todos os anos. Nós aqui somos pelo empreendorismo e gostamos de empresas que desenvolvem um produto adaptado aos seus clientes.

  17. Alex

    que artigo estapafúrdio! Diarreia mental next level… e o pior de tudo é que eu ainda li três frases até me aperceber disso. Vergonha alheia de desta triste existência e vontade de ser…. mas boom, é por isso que o boom é o festival que é e ainda bem que há tanta gente que não o entende. continuem a postar selfies de boné oferecido pelo operador de telemóveis na tola que vão bem… E não esquecer de mandar toda merda onde tocam para o chão e mijar em tudo e todos. O universo Boom não agradece…. mas se vos faz felizes continuem a fazê-lo em ambiente pequeno e controlado como as vossas cabeças que tem
    normalmente um único e simples propósito…. Fazer guita com a vossa ignorância. Parabéns e bem haja. Keep of the sacred land please. 🙏

  18. Carlos Guimarães Pinto

    Tanto ódio e desejo de excluir o próximo. O Alex claramente não se encaixa no espírito Boom.

  19. Carlos Guimarães Pinto

    Vamos lá ver, maltinha: por que raio é que acham que eu me dei ao trabalho de ir visitar a página da informação de bilhetes do Boom? Pensem nisso.

  20. oscar maximo

    “Nós aqui somos pelo empreendorismo e gostamos de empresas que desenvolvem um produto adaptado aos seus clientes”.
    Falta esclarecer: só não somos apoiantes dos carteis da droga, porque somos por principio contra a cartelização.

  21. Os comunistas, tão amigos dos trabalhadores, metem-nos à fome. Os anti-capitalistas pedem mais de um terço de um ordenado mínimo para os poucos que querem ter acesso à cultura universal. Os socialistas, defensores da escola pública, metem os seus filhos na privada e tratam as gripes nos consultórios privados.

    Algo de novo?

  22. Sergio

    Acho que há aqui gente com muita azia. Não me parece que o artigo colocasse em causa o festival e os seus méritos.

    Façam a festa que quiserem, cobrem o que quiserem, discutam tudo e sejam livres para consumir o que quiserem. Sejam totalmente livres, quem não adora a liberdade?

    Mas a realidade é que o BOOM é um projecto empresarial, criado com o objectivo de promover festas de transe e que vêm alterando o seu discurso (oferta comercial),de um estilo musical, discussões sobre drogas psicadélicas e ovnilogia para outros tipos de musica, permacultura e mais artes e no futuro para aquilo que o consumidor do genero quiser.

    O que a mim particularmente me irrita (enoja) são os “sound bites” de justiça social, direito à cultura, luta contra o absolutismo financeiro, o uso de uma especie de retórica politica em voga com o entuito apenas de justificar preços de bilhetes.

    Com o pretexto de quererem contribuir para a criação de uma “alternativa” ao sistema, colocam no mesmo saco da solidariedade países com “realidades económica especificas” (leia-se os outros – os “pobrezinhos”): todos os africanos, quase todos os americanos, os asiáticos, a Grécia (lol), a Republica Checa, e a Eslovénia, ambos actualmente com um rendimento per capita superior ao nosso.

    Não é este discurso um excelente exemplo de uma visão hegemónica do mundo ocidental sobre os outros, do chamado “eurocentrismo”, amplamente criticado por ser uma construção ideológica associada à emergência do “moderno” modelo da sociedade capitalista que fatalmente todos devem seguir e que, supostamente, tem aprofundado a “fragmentação das classes sociais”? A tal distinção entre os ricos e pobres que começam logo por criticar??!

    Ignoram as idiossincrasias próprias de cada um destes países, mas pior, ignoram a realidade económica e social de cada um dos indivíduos (Carlos Slim, mexicano, tem desconto, eu não tenho).

    Para além de não ser um discurso coerente parece-me uma hipócrisia, mesmo sendo aquilo que na realidade é, um simples preçário com propósitos comerciais e não um manifesto político.

  23. Sérgio Bastos

    Acho que há aqui gente com muita azia. Não me parece que o artigo colocasse em causa o festival e os seus méritos.

    Façam a festa que quiserem, cobrem o que quiserem, discutam tudo e sejam livres para consumir o que quiserem. Sejam totalmente livres, quem gosta de liberdade?

    Mas a realidade é que o festival é e sempre foi um projecto empresarial, criado com o objectivo de promover festas de transe e que vêm alterando o seu discurso (oferta), de um tipo de musica, discussões sobre drogas psicadélicas e ovnilogia para outros tipos de musica, permacultura e mais artes e no futuro para aquilo que o consumidor do género quiser.

    O que a mim particularmente me irrita (enoja) são os “sound bites” de justiça social, direito à cultura, luta contra o absolutismo financeiro, o uso de uma espécie de retórica politica em voga com o intuito apenas de justificar preços de bilhetes.

    Com o pretexto de quererem contribuir para a criação de uma “alternativa” ao sistema, colocam no mesmo saco da solidariedade países com “realidades económica especificas” (leia-se os outros – os “pobrezinhos”): todos os africanos, quase todos os americanos, os asiáticos, a Grécia (lol), a Republica Checa, e a Eslovénia, ambos actualmente com um rendimento per capita superior ao nosso.

    Não é este discurso um excelente exemplo de uma visão hegemónica do mundo ocidental sobre os outros, do chamado “eurocentrismo”, amplamente criticado por ser a uma construção ideológica associada à emergência do “moderno” modelo da sociedade capitalista que fatalmente todos devem seguir e que, supostamente, tem aprofundado a “fragmentação das classes sociais”, a tal distinção entre os ricos e pobres que começam logo por criticar??!

    Ignoram as idiossincrasias próprias de cada um destes países, mas pior, ignoram a realidade económica e social de cada um dos indivíduos (Carlos Slim, mexicano, tem desconto, eu não tenho).

    Para além de não ser um discurso coerente parece-me hipócrita e merece a minha crítica. mesmo sendo aquilo que na realidade é, um simples preçário com propósitos comerciais e não um manifesto político.

  24. diogénes

    Depois de lida e relida a informação sobre os bilhetes do boom não encontro lá qualquer traço de “anarco-coisismo”, seja lá o que isso for, ou de anarquia pura e dura. Dito isto, não percebo onde quer chegar o texto do “insurgente” nem tão pouco qual é a sua posição sobre o (não) assunto. Noto esforços de ser engraçado e irónico, ambos falhados, porque o texto é simplesmente vazio de ideias, servindo apenas para acicatar preconceitos, generalizações e ódios mesquinhos de trazer por casa… até contra si próprio.

  25. Anarco? Comunistas? Esquerda? Mas alguém tem dúvidas que o Boom tem RIGOROSAMENTE NADA a ver com política mas com martelos, drogas e hippie-hippies? Agora a sério – acham que algum dos frequentadores do Boom vai para lá para pensar em política e afins? Ou para seguir um ideal de vida contestatário e rebelde? Poupem-me.

  26. Daniel

    Joao lisboa Falas do que não sabes eu ja fui e conheço muita gente que vai e não consome drogas. ja agora, em todos os eventos que juntam pessoas ha gente que consome drogas existem em todos os locais.Mais ja agora se achas que as drogas não fazem e fizeram bem a humanidade vai para casa pega no teu computador nos teus cd nos teus vinil nos teus livro e queima-os pois em 90% dessas criações os criadores estavam todos fundidos em drogas

  27. Raquel Felino

    Este artigo mostra uma enorme ignorância e pobreza de espírito tipicamente portuguesa: criticar sem conhecer. O Boom tem um preço simbólico para a aldeia que é, com infra estruturas fantásticas e amigas do ambiente. Sem falar tudo aquilo a que um boomer tem direito: música, massagens, Yoga, workshops, exposições, cinema, construções, palestras, até um jardim de infância. São 10 dias maravilhosos em que tanto se dá e se recebe. Faria bem a muita muita gente. Principalmente para depois fazerem a comparação com tantos outros festivais em Portugal e perceber onde realmente toxicodependência, alcoolizados agressivos e tantas outras coisas. Btw, temos tudo, mas música que passa no Lux não há.

  28. despise

    Comentários típicos de conformados, alinhados, de vulgar carneirada. Por favor divirtam-se nos rock in rios, patrocinados de preferência pela empresa do papá.

  29. Estas dores de cotovelo são todas por não terem conseguido bilhete?! Já pensaram na logística que envolve um festival de uma semana neste sítio?! Vêm falar sobre consumismo num blogue?! Como fazem publicações?! Pedem aos vossos amigos para postar por vocês ou afinal também gastam dinheiro em gadgets e cenas?! Ah…o Boom é que é hipócrita e vocês são uns anarquistas muito à frente! Oh the irony!

  30. Daniel

    francisco se achas que é exploração o que que dizes sobre alguém que trabalha todos os dias mais de 8h e só ganha 500€ isso para mim é exploração. estamos a falar que em portugal muita gente vive com isso. já agora se acham que é caro ou é uma exploração não vas ou vai a trabalhar. eu vou trabalhar este ano lá e em vez de pagar 180 venho de lá com 450€ por 9 dias de trabalho coisa que em portugal é quase o salário mínimo

  31. O #humor não resolve o que a obrigação de escrever 1 texto, mesmo quando não há criatividade ou imaginação, faz…
    Assustador, como assustadora é a falta de informação e a coragem que todos têm atrás dum teclado.
    Mantenham-se na costa!
    Os +30.000 agradecem

  32. Falam e não lá meteram os pés. Santa ignorância. A rapidez com que julgam e metem rótulos nos outros… Fico extremamente contente por nos vós encontrar lá este ano, ou em qualquer outro que se siga, com essa mentalidade.
    Abraço formatadinhos, continuem a seguir o rebanho.

  33. não sendo fã nenhum da maneira como o pessoal do boom faz as coisas…. achando que é caro, para mim a musica é merda, e que a ecologia e cultura não podem ser apenas acessiveis á classe media burguesa e consumista a brincar aos livres……

    mete-me mesmo nojo, é ver como é que a manipulação mediatica, a frustração e hipocrisia, o nacional-labreguismo consegue ser tao reles, ao ponto de escrever uma merda destas…. que, deve ser porque ao menos tem consciencia da merda que é, ja ta na secção do “humor” o que dá sempre jeito para aquela classica desculpa tuga do “tava so a brincar” quando alguem mta estupido, é confrontado com a sua estupidez flagrante…..

    primeiro… onde é que o boom se diz “anarco” whatever?
    segundo… tantas considerações “economicas” com aquele “eu é que sei” tão tipico do orgulhoso labrego lusitano, que passa o dia no café, a ler o correio da manhã, a ver a bola, a mamar minis á pala do RSI, e a dizer mal dos “ciganos do rsi….”
    a serio?… a mim as “contas” que o boom apresenta (neste post, demonstram-me ser mais honestas, do que o OE do estado tuga….. mas isto devo ser apenas eu a dizer…. e claro… como não concordo com esta merda repleta de chavões cliches para atrasado mental consumir e calar…. so pode ser porque devo ser um “drógado” como o professor de yoga…… né? so pode…. tendo em conta os padroes de repetição que observo aqui, com o nacional labreguismo que vejo todos os dias na rua…….. ate me atrevo a dizer esta merda antes de levar com esse “insulto”:.. alias…. acho que quem disser isso, nem sequer vai ler ate esta frase! 😀

    mas nem me vou esticar mais…. que para quem fala das contradições do boom, tenta fazer como “verdades” uma serie de contradições nojentas e tendenciosas, repletas de mentirinhas “banais”, que ja toda a gente ta tão formatada para ouvir, que ja aceita sem sequer pensar….

    é tão bom viver-se numa sociedade de atrasados mentais…. é o que permite que filhos-da-bofia, possam continuar a viver “acima das nossas possibilidades” porque “se não fossem eles, o que é que estes atrasados mentais iam fazer na vida?”….

    é tão triste perceber que um gajo vive numa puta duma terra, onde a essencia dominante, é esta merda que claramente foi apreentada nesta peça de “jornalismo” que um dia, ainda ha de estar em alguma “obra de arte” da joana vasconcelos…. em alguma rotunda onde a bofia faz assaltos, ai…. operações stop…. para manter “a ordem”….. e combater o terrorismo, e defender a liberdade e a democracia e toda essa merda de paleio de piaçaba….

  34. Diogo

    Ela deviam fazer mais textos destes para ver se daqui a dois anos os bilhetes não esgotavam mais rápido porque realmente só faz falta quem lá está… E vão mas é escrever sobre coisas interessantes, pois este é um dos melhores festivais em todo o mundo e não há dinheiro que pague essa semaninha maravilhosa que só quem sabe tem o prazer de disfrutar.

  35. Vamos lá ver… o tema do artigo não é o custo (alto ou baixo) do bilhete, nem o autor critica o festival em momento nenhum. A crítica está na hipocrisia da organização do festival; devem-se assumir como uma organização com objectivos ‘capitalistas’ e de ‘propriedade privada’ (o que eu aplaudo) e deixarem-se de pseudo-igualitário-esquerdismo! E pronto.

  36. rock in rio, paredes de coura, primavera sound, alive, sudoeste, superbock super rock, ericeira, so long… trabalhei em todos estes festivais e posso garantir que todos sao apoiados por politica e grupos empresariais; alem que trabalham com mais voluntarios do que empregados e os empregados que fazem trabalho duro (limpeza do espaço para o festival, montagens da area etc, )muitos sao pagos em pó, documentos do SEF ou alojamento e comida. Trabalhei no Fredoom e no Emel e sim há muita droga, mas tambem nos outros acima falados. Festivais de trance tem muitos drogados, mas se há algo que lá nao entra é a politica. Sabem quantos professores antes de entrarem numa sala de aula tomam prozacs e afins? e quantos advogados snifam uma linha antes de irem ao tribunal? E médicos que fumam ganzas? nem vale a pena falar em alcool nao é?! A gravata infelizmente neste pais miseravel ainda tapa muita coisa. E sim é possivel curtir dez dias no Boom sem consumir drogas. Eu nao consumi e nao morri e diverti-me mais do que se estivesse em vilamoura a pagar 200 euros por dia num T0 e a postar fotos no facebook para mostrar a riqueza (que nao tenho mas finjo ter) para os amigos. Se nao fosse bom nao esgotava, 18 euros por dia num lugar de sonho e com cenarios de fantasia (so pela arte e pelas experiencias vale a pena, mesmo quem nao seja adepto da musica) -nao se pode dizer que é caro e só vai quem quer ( ou quem pode, eu este ano nao posso mesmo). Aposto que muita gente que critica nunca foi, ou acha que porque nao gosta do tipo de musica nao presta. Eu ate sou metaleira. Daquelas que berram ate perder a voz. E visto-me de preto e uso o dedo do meio. O meu filho foi embalado ao som de metallica e acdc e iron maiden…Mas como ja disse trabalho em festivais e conheço-lhes o caroço. Do Boom ainda só provei a polpa. Pode ser que em 2018 o conheça por dentro porque dinheiro faz falta para pagar as contas que os politicos-comunistas, socialistas e democratas-criam para todos nós pagarmos… (quer dizer, aqueles que tiveram a coragem de largar o ninho dos papás e ja nao vivem á custa dos velhotes).

  37. Quanto a rótulos, hão-de ser uma espécie de anarquistas, mas nem por isso libertários. Notam-se as tendências reaccionárias dos ecotontos – como se pode ler lá em cima no primeiro parágrafo citado – não lhes comove o progresso.

  38. Ora vejamos…

    150,00€ (média de preços do bilhete) x 30.000 (pagantes) = 4.500.000,00€
    +
    50,00€ (média (por baixo) de gastos diário p/pessoa) x 30.000 = 1.500.000,00€
    x
    10 dias de festival = 15.000.000,00€

    total = 4.500.000,00€ + 15.000.000,00€ = 19.500.000,00€

    Parece-lhe um boom motivo para fiscalizar?

  39. E ler e interpretar o post? O assunto é o discurso contraditório contra uma realidade político-financeira e o “careful thinking process” da determinação do preço dos bilhetes. Melhor não fazerem nota nenhuma sobre o custo e praticarem o que entendiam.
    Só uma ressalva ao post. O exemplo das aulas de yoga com o drogado tem o lastro de associar o festival a uma fama que muitos dos meus amigos que já lá tiveram me disseram que não é bem assim ou em nada se diferencia de outros festivais.

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