Bastava não estragar

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Tivesse Portugal a sorte de não ter governo, sorte essa que bafejou a Espanha, e apenas não estragar teria sido possível. A somar à miríade de indicadores económicos que rumam em direcção à ravina, eis mais um: o saldo da balança corrente, que indica se o país está a ser financiado com recurso a poupança externa, apresentou um défice de quase mil milhões de Euros, e tudo indica que voltará a ser negativo. Informação que é expectável, tendo em conta que a poupança (interna) atingiu valores negativos. Note-se que, desde 2013, Portugal tinha um saldo na sua balança corrente.

Apertem os cintos de segurança.

27 pensamentos sobre “Bastava não estragar

  1. JP-A

    É reparar na cara do Costa Concórdia e do Rei dos Açores e da Indústria Naval de Viana do Castelo, já sem vontade de sorrir! Estou para ver qual vai ser o esquema-desculpa para se retirarem para eleições patrióticas.

  2. André Miguel

    A pergunta do milhão: os geringonços não conseguiram prever o resultado das suas políticas e como tal não passam de uns tremendos incompetentes ou isto é propositado e tem um finalidade?

  3. Luís Lavoura

    Se o MAL reparar bem, esses mil milhões negativos são o saldo do mês de maio de 2016, e o saldo do mês de maio de 2015 foi igualmente bastante negativo. Mas os meses de julho e agosto costumam compensar, devido em parte às receitas do turismo.
    Uma pessoa que observasse somente o saldo de maio de 2015 também poderia facilmente concluir que o governo de Passos Coelho estava a governar pessimamente.

  4. PMBB

    Depois de tanto tempo a adiar compra de automóveis (em comparação ao padrão de consumo imediatamente anterior à crise) e face ao aumento de impostos de Maio, os portugueses desataram a comprar automóveis…

  5. rrocha

    Culpa do Costa
    “Neste primeiro trimestre, até houve uma recuperação dos salários (aumento homólogo de 2,5%), algo que será explicado pela retoma ténue do emprego e pelas medidas de reposição dos rendimentos tomadas pelo novo governo”

    Novamente culpa do Costa

    “O INE dá conta de uma “diminuição das transferências recebidas pelas famílias” que foi ditada “por uma redução significativa das remessas de emigrantes, o que em parte terá sido determinado por restrições às transferências privadas, impostas em países de destino da emigração portuguesa, como Suíça e Angola”

    Nao duas sem três culpa do Costa

    “Acresce ainda o facto de o atual ambiente ser de taxas de juro historicamente baixas, o que desmobiliza a poupança em produtos como depósitos.”

  6. RROCHA : ““Neste primeiro trimestre, até houve uma recuperação dos salários (aumento homólogo de 2,5%), algo que será explicado pela retoma ténue do emprego e pelas medidas de reposição dos rendimentos tomadas pelo novo governo””

    Se a progressão dos salários fosse um resultado do crescimento economico num contexto de consolidação orçamental e de ajustamento macro … até seria uma boa noticia.
    Mas não é.
    É tão só o resultado do despesismo e do agravamento dos desequilibrios provocados pela politica do novo governo (que já começa a não ser tão “novo” como isso !…).
    É a fase das costas que folgam enquanto o pau vai …
    Mas o pau vai voltar, já está a caminho, ai volta volta …
    Voltaremos a falar de rendimentos não tarda !…

    PS : Não houve nenhuma “retoma” do emprego … está ao nivel deixado pelo governo anterior.

  7. RROCHA : ““O INE dá conta de uma “diminuição das transferências recebidas pelas famílias” que foi ditada “por uma redução significativa das remessas de emigrantes,…”

    Uma das muitas razões para não se ter tido a imprudência irresponsável de enveredar por uma politica de facilitismos e reversões, para mais numa situação interna ainda frágil e num contexto internacional incerto !!…

  8. RROCHA : “o atual ambiente ser de taxas de juro historicamente baixas, o que desmobiliza a poupança em produtos como depósitos.””

    O que vale é que, apesar do “ambiente”, o governo Costa já fez subir as taxas de juro do pais e está a “trabalhar” para que elas subam ainda mais !!…

    A melhor forma de estimular a poupança interna e o investimento estrangeiro é dar confiança aos investidores.
    Exactamente o contrario do que está a fazer o governo Costa.
    Para além de tudo mais, basta ler os diagnósticos péssimistas sobre a economia portuguesa e as recomendações de prudência dadas aos investidores por parte da generalidade dos bancos e instituições financeiras internacionais.

  9. rrocha

    O INE recolhe analisa e publica os numeros .

    Se são maus , óptimo utilizasse para acusar o Costa, quando começa a explicar os motivos que levaram e esse resultado e se percebe que muito não e da responsabilidade do Costa “Ai jesus que cai carmo e trindade” sao um bando de “esquerdalhos”

    enfim!!! e a vida

    Ps: não deixa de ser curiosos que no mesmo gafico os meses de Janeiro e Fevereiro de 2014 e Maio de 2015 tenham sido também maus .
    Mas a culpa a data de certeza foi do Costa

  10. RROCHA,

    Ao fim de mais de 8 meses de governo Costa a generalidade dos indicadores económicos e financeiros do pais tem vindo a piorar.
    Na maior parte dos casos é da exclusiva responsabildade do governo actual.
    Nalguns casos pontuais, é verdade, resultam de alguns factores externos menos favoráveis.
    Mas, mesmo nestes casos, a responsabilidade do governo Costa foi têr tomado medidas despesistas e têr revertido medidas de ajustamento numa altura em que a economia e as finanças publicas portuguesas ainda estavam em recuperação e em que os factores externos de risco e incerteza eram ainda elevados.
    Assim sendo, não admira que agora, sem credibilidade e sem margem de manobra o pais se volte a aproximar de uma zona de risco mais elevado e que os investidores e os parceiros tenham perdido a confiança em quem o governa.

    Já agora, as pequenas oscilações nos juros da divida publica de curtissimo prazo não servem para esconder o facto real e preocupante que é o custo do financiamento soberano português a 10 anos ser hoje o DOBRO do que era em 2015.
    Os investidores estão ainda disponiveis para “estacionar” liquidez em titulos de divida de curtissimo prazo porque, graças ao BCE e à UE, não receiam um incumprimento nestes prazos mais curtos.
    Mas o que dá verdadeiramente uma noção do grau de confiança dos investidores no pais é o investimento a mais longo prazo e a verdade é que o custo deste financiamento foi multiplicado por dois devido ao governo Costa e à sua politica.

  11. Ricciardi

    Caro Mario, vexa está a dar bons argumentos ao pcp. Nao se admire, senao veja: o aumento do défice externo é fortemente influenciado pelo pagamento de divendos. Divendos de empresas privatizadas com capitais estrangeiros. A ren, ctt, pt, ana etc que distribuiem dividendos para os respectivos accionistas (estrangeiros). Se as privatizacoes não tivessem sucedido a balança externa estaria abaixo do valor homologo. Mas ocorreram as privatizacoes. E bem, embora no tempo errado. É que se esperassem uns amigos talvez pudessem alguns grupos nacionais terem participado nas mesmas e, nesse caso, os lucros não voariam para a China, França etc
    .
    Mas não explica tudo. há também factores q os governos não podem controlar. As remessas de emigrantes, por exemplo, que desceram consideravelmente. de resto a balança comercial melhorou ligeiramente.
    .
    Rb
    .

  12. O que os gráficos mostram é um comportamento cíclico de período anual; uma análise fria mostra um melhor comportamento no primeiro trimestre de 2016 , relativamente aos períodos análogos de 2014 e 2015. Aguardemos pelo efeito do Verão, que traz sempre balanços positivos, bem como pelos efeitos da negociação da dívida pública a juros bem mais favoráveis — os mercados nunca acreditaram verdadeiramente na panaceia da austeridade…

  13. JP-A

    Cá está a confirmação do desastre:

    “Na última reunião com os parlamentares do PS antes das férias, o PM baixou tanto as expectativas que há deputados a interpretar a intervenção de Costa como preparação para eleições antecipadas.”

  14. RICCIARDI vai dar banho ao cão que não há paciência para te aturar! A balança comercial só melhorou ligeiramente porque as exportações baixaram menos do que as importações!

    Que falta de vergonha na cara!

  15. Ricciardi

    Regurgita-xuxas,

    Não está ao alcance dum governo fazer exportações, marmelo. Quem exporta são as empresas, tolinho.
    .
    Ao alcance dos governos está algum controlo sobre importações. Através de impostos, entre outras medidas.
    .
    Rb

  16. RICCIARDI : “Não está ao alcance dum governo fazer exportações,…. Quem exporta são as empresas, … Ao alcance dos governos está algum controlo sobre importações. Através de impostos, entre outras medidas.”

    É verdade que quem exporta e importa são as empresas e não o governo.
    Mas também é verdade que a politica do governo pode favorecer mais ou menos as exportações e as importações.
    A vários niveis.
    Um deles, porventura o mais importante, é o crescimento da economia.
    A actual diminuição das exportações e das importações tem muito a ver com o abrandamento do crescimento economico interno e este tem sobretudo a vêr com a politica que o governo actual tem vindo a implementar.

  17. Ricciardi

    Fernando S,

    Basicamente o abrandamento das exportações tem a ver com Angola, Brasil e China. Para a UE as exportações até aumentaram bem. A pausa na refinaria de Sines tb é importante.
    .
    Portanto é falso que seja a política governamental a causa do abrandamento das exportações.
    .
    Por outro lado não se pode dizer que os constrangimentos externos são iguais para todos os países como disse Cavaco. Isso é falso. Angola e Brasil afecta muito mais as exportações portuguesas do que qualquer outro país. Os constrangimentos externos não são de facto iguais para todos.
    Rb

  18. RICCIARDI,

    É verdade que os constrangimentos externos não são exactamente iguais para todos.
    Mas não sabemos exactamente como são para cada pais.
    É verdade que Portugal sofre mais com Angola e Brasil (e, agora mais recentemente, Moçambique).
    Mas também outros paises sofrem com problemas que afectam outras economias.
    Por exemplo, com o abrandamento do crescimento na China, na Rússia, no mundo arabo-muçulmano, em Africa, na América Latina, etc, etc.

    (cont)

  19. (cont)

    De qualquer modo, é precisamente porque nenhum pais, por maioria de razões um pais com uma economia pequena e fragilizada como é Portugal, está livre das vicissitudes externas que um governo prudente e responsável deve ter uma politica económica que favoreça a economia e, nesta, em particular, as exportações, de modo a que quaisquer precalços sejam minimamente compensados.
    Ora, acontece que o actual governo português não tem feito o que deveria ser feito para que a nossa economia continuasse a ganhar competitividade e a crescer : reverteu reformas estruturais, não desceu o IRC como estava anteriormente previsto, degradou a situação das contas publicas, fez baixar o nivel de confiança dos mercados e dos investidores no pais, etc, etc.
    Por todas estas razões, o crescimento abrandou, as taxas de juro do financiamento a maior prazo subiram, as exportações não aumentaram o suficiente em mercados não problemáticos, etc, etc.

    Não nos esqueçamos que os partidos que agora nos governam tinham prometido alegremente e demagógicamente uma acelaração do crescimento e um mais rápido regresso aos grandes equilibrios macro-económicos !…
    Afinal, é o que se vê !!…

  20. @filhodaputacciardi
    “Não está ao alcance dum governo fazer exportações, marmelo. Quem exporta são as empresas, tolinho.”

    A sério mentecapto? Não é o governo que faz exportações? Mas que grande novidade que me estás a dar!

    Mas será que é o Governo que controla parte dos custos das empresas exportadoras, através de por exemplo, os impostos directos que se tinha comprometido a baixar e não baixou? Ou os impostos indirectos sobre os combustíveis que como se sabe as empresas não usam e que a Geringonça aumentou? Ou ainda com aumentos arbitrários sobre o custo da mão de obra?

    Será que o Governo por acaso pode influenciar as exportações com factores como estes?

    Ou será ainda que o Governo pode também influenciar a confiança dos investidores internos e externos, rasgando unilateralmente contratos assinados por pura ideologia política? Ou ameaçando a estabilidade financeira no país “batendo o pé” a quem nos financia? Ou ainda falhando o pagamento a fornecedores?

    Eu trabalho numa multi-nacional Portuguesa, os problemas com as exportações para o Brasil já duram à 2 anos e para Angola e Moçambique já duram à 4! Curiosamente os esquerdalhos filhos da puta como tu, só agora é que se lembraram deles para explicar a diminuição das exportações…

    Vai para a puta que te pariu que não à pachorra para aturar parasitas como tu!

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