Quererá António Costa sanções?

Hoje no Expresso online:

Na novela das sanções que a Comissão Europeia estará a ponderar impor a Portugal por incumprimento das regras orçamentais da Zona Euro há uma coisa que sobressai e que não se percebe: a gestão do governo Costa que ou está completamente à nora ou está a tentar com muita força que haja sanções. 

É ir, ler e voltar.

21 pensamentos sobre “Quererá António Costa sanções?

  1. Luís Lavoura

    O MIchael Seufert e o redator do editorial do Expresso parecem estar ambos extremamente interessados em que o governo introduza um enorme aumento de impostos. E já sabem com o que podem contar: com a re-introdução do imposto sucessório e com a introdução de um IMI proporcional à totalidade do património imobiliário, ambas taxações que existem em boa parte dos países europeus e que se encaixam perfeitamente no enquadramento esquerdista da geringonça. Só não percebo é porque é que o Michael Seufert e o editorialista do Expresso, que não são de esquerda, estão tão interessados em tais desenvolvimentos.

  2. A frase resulta com qualquer uma das palavras “sanções” ou “eleições”. Já se deu tudo, daqui para a frente é só subtrair votos…

  3. oscar maximo

    “O MIchael Seufert e o redator do editorial do Expresso parecem estar ambos extremamente interessados em que o governo introduza um enorme aumento de impostos”..
    O Costa parece extremamente interessado em sanções, naturalmente logo seguidas de aumento de impostos.
    Ora bem, apesar da 1* frase não ser exacta, porque se calhar preferem reduzir o tamanho do sector público, das duas frases conclui-se que não há salvação para este país, a não ser no futebol.

  4. @LUÍS LAVOURA

    Claro que só se consegue evitar as sanções através de um “enorme aumento de impostos”, porque reduzir a despesa do estado está completamente fora de questão, não é meu caro esquerdalho?

    Cambada de parasitas!

  5. JP-A

    Para memória futura:

    Este tipo é completamente incompetente, habilidoso em modo de não olhar a meios, e daqui a dois anos vai estar a ganhar principescamente numa televisão vermelha, mandando bitaites sobre economia, finanças, Europa, UE e todos os temas em que é proto-especialista chapado. No passado o Soares dava a impressão de ter lido umas coisas nuns jornais franceses e que depois fazia uns aproveitamentos adaptados. Mas este nem isso. Se lhe tirarmos ao discurso as palavras e expressões que são só para encher, o sumo que fica é nada ou quase nada. Isto é a geração que o PS andou a cultivas há 30 anos. Imaginem daqui a mais 20 ou 30, quando o partido já estiver definitivamente e completamente galambado.

  6. Luís Lavoura

    Oscar Maximo e Papaxuxas
    Nem vocês nem Michael Seufert fazeis qualquer proposta concreta sobre como reduzir o setor público, porque todos vós sabeis que qualquer proposta concreta em tal sentido seria fortemente deletéria para a sociedade e fortemente impopular. O que pretendeis? Diminuir a polícia? Cortar no número de médicos? Cortar no número de escolas públicas? Cortar no número de tribunais? Diminuir ou eliminar as Forças Armadas?
    Isso de “diminuir o setor público” é um mantra que nunca se consegue traduzir em nada de concreto, porque numa sociedade moderna o setor público é, pura e simplesmente, crucial.

  7. Luís Lavoura

    Acresce que a re-introdução do imposto sucessório e que a introdução de um IMI que considere a totalidade do património imobiliário, além de estarem perfeitamente enquadradas com a natureza esqeurdista da geringonça, não terão grande oposição popular, dado que apenas afetarão as pessoas mais ricas e com maior património, nomeadamente imobiliário, pelo que não custarão grande número de votos ao governo. Aliás, atrevo-me a adivinhar que até lhe granjearão mais votos.

  8. JP-A

    “A Comissão Europeia já decidiu e vai anunciar a decisão sobre as sanções a Portugal e Espanha. Decisão passará por concluir que não foram tomadas medidas eficazes para cumprir compromissos.” (Observador)

    Era só 2015!
    Em 2016 já está tudo tratado, revertendo!
    Esta terra parece um hospital psiquiátrico com um reclamo luminoso de foice e martelo a rodar em cima do no telhado. 🙂

  9. oscar maximo

    Luis Lavoura,
    Então para não diminuir direitos de uns, toca a escravizar os outros ?
    Boa moral.

  10. @LUÍS LAVOURA

    – Eliminar todas as juntas de freguesia;
    – Privatizar ou dissolver todas as empresas públicas;
    – Eliminar todos os apoios públicos a fundações;
    – Aproveitar estes “estudos” que estão a ser feitos para a redução dos horários dos parasitas para as 35h sem “custos adicionais”: manter os horários nas 40h, despedir todos os parasitas excedentários;

    Tcharã! 4 medidas para reduzir o sector público sem tocar em saúde, educação ou segurança!

    Quanto a: “numa sociedade moderna o sector público é, pura e simplesmente, crucial”

    O sector público só é crucial para manter parasitas como tu à boa vida de resto é um desperdício de recursos!

  11. oscar maximo

    Luís Lavoura,
    A diminuição do dinheiro disponível, ensinado ás crianças.
    Quando um bolo diminui, para evitar diminuir as fatias a uns, há que diminuir mais a outros. O justo é diminuir as fatias por igual, o que implica não arranjar qualquer compensação para alguns que desejam fazer parte dos privilegiados.

  12. Helena Matos especula no blogue Blasfémias algo que, se calhar, não é descabido: “As sanções podem muito bem ser o pretexto que Costa procura para provocar eleições antecipadas”.
    É raro eu discordar das opiniões da Helena Matos e, neste caso, ela é capaz de estar certa mais uma vez.

  13. JP-A

    “Então para não diminuir direitos de uns, toca a escravizar os outros ? Boa moral.”

    Eles querem é tornar a malta toda igual para só depois fazerem de nós cubanos. Aliás o problema da escola pública é só esse. Pública -> Fenprof-> CGTP -> Comité Central 🙂

  14. Já o escrevi por vários sítios e repito aqui a mesma ideia:

    como é que um Estado que reverte cortes feitos a FP e pensionistas não à medida que a economia cresce mas à medida de promessas eleitorais; e que diminui o IVA da restauração para 13%…

    …pode estar assim tão mal, que da aplicação de sanções possa resultar uma catástrofe de proporções tão grandes que ninguém fala de outra coisa?

    Expliquem-me este fenómeno.

    Diz-se que o País está em crise, e que a aplicação de sanções só agravará o problema.

    Crise?

    Com o IVA da restauração a baixar de 23% para 13%?

    Crise? Isto parece uma festa!

    Ah, já sei. É a festa de rentrée no manicómio: tão depressa podemos deixar de poupar como vamos à falência se não cortarem uns fundos estruturais ou se aplicarem uma multa de alguns milhões de euros. Em que outro país do mundo é que um Governo estaria tão amedrontado por uma multa destas? Em que estado é preciso estarem as contas parar isto ser uma ameaça? Eu responde:

    Em estado grave.

    —————————-

    Luís Lavoura: costuma andar no Metro ou na Carris? Já ouviu falar dessas duas coisas? São dois pesos mortos no Estado. Privatizem.
    Sabe, há anos que perco o meu tempo com uma coisa com que o Luís Lavoura nem sonha. Nem sonha porque provavelmente não olha, vê, não repara. A Carris não tem um mapa das carreiras. Isto é de loucos. É uma insanidade. É o manicómio. A Carris tinha um mapa. Deixou de ter porque alguém lá dentro achou que era boa ideia mandarem o excelente mapa que a Carris tinha para o lixo e, em sua substituição, fazerem um diagrama. Diagrama esse que é quase completamente inútil, por ser ilegível.
    Deixo-lhe a zona de Telheiras no mapa antigo e no novo para que possa comparar por si:

    Mapa antigo: (note-se que é em baixa resolução; em papel a legibilidade era perfeita; o X indica a localização do grande hipermercado que há na zona)

    https://postimg.org/image/54deplf5j/

    Mapa novo: (pelos vistos neste mapa o autocarro passa por cima – ou por baixo – de todo um hipermercado!)

    https://postimg.org/image/o8of0eklz/

    E diz o Sr. Lavoura que o sector público é crucial. Mas alguma vez uma empresa privada de transportes com autocarros conseguiria sobreviver com uma aberração cartográfica destas?!? Alguma vez??? Já fomos os MAIORES CARTÓGRAFOS do mundo. Hoje aturamos estes boys!

    O antigo mapa, em baixa resolução, infelizmente (em papel era algo de notável! foi feito por pessoas com um cérebro!), pode descarregá-lo aqui:

    https://postimg.org/image/8f2yu94s1/

    O novo mapa é esta aberração da cartografia. Não foram Portugueses que fizeram isto. Foram tugas – uma raça de gente que nunca, nunca será portuguesa. Nunca.

    Click to access maparedediurna_carris.pdf

    Mas claro, quem é que se interessa por estas minudências?…

  15. Já o escrevi por vários sítios e repito aqui a mesma ideia:

    como é que um Estado que reverte cortes feitos a FP e pensionistas não à medida que a economia cresce mas à medida de promessas eleitorais; e que diminui o IVA da restauração para 13%…

    …pode estar assim tão mal, que da aplicação de sanções possa resultar uma catástrofe de proporções tão grandes que ninguém fala de outra coisa?

    Expliquem-me este fenómeno.

    Diz-se que o País está em crise, e que a aplicação de sanções só agravará o problema.

    Crise?

    Com o IVA da restauração a baixar de 23% para 13%?

    Crise? Isto parece uma festa!

    Ah, já sei. É a festa de rentrée no manicómio: tão depressa podemos deixar de poupar como vamos à falência se não cortarem uns fundos estruturais ou se aplicarem uma multa de alguns milhões de euros. Em que outro país do mundo é que um Governo estaria tão amedrontado por uma multa destas? Em que estado é preciso estarem as contas parar isto ser uma ameaça? Eu responde:

    Em estado grave.

  16. Baptista da Silva

    Oh Lavoura, bastava fundir GNR com PSP para teres ai uma poupança imediata de largos milhões.

  17. Baptista da Silva,

    A GNR e a PSP sao policias com uma historia e praxis diferentes. Uma vez que o territorio portugues nao e’ uniforme, faz todo o sentido existirem policias com capacidades e praxis diferentes.

    Isto para dizer que, se o objectivo é reduzir o orcamento do governo entao pode-se cortar/fundir muita instituicao publica. Se o objectivo é ter um governo mais eficaz (entenda-se fazer mais com menos), a coisa pia mais fino.

    A titulo de exemplo, as escolas com contracto de associacao. Fazendo fé nos números do governo, fica mais um pouco mais caro um aluno nestas escolas do que numa escola pública. Mas, importantíssimo pormenor, a qualidade parece ser bastante superior. O importante aqui é perceber se gastando um bocadinho mais se conseguem muitos melhores resultados. Se for esse o caso, entao porque nao gastar mais ?

  18. Fernand Personne

    O barrote-queimado do Costa tanto quer as sanções que ele já nem nega, ele até confirma:

    “Eu não vou tomar medidas adicionais nem vou recorrer ao plano B.”

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