A Constatação do Óbvio

A constatação do óbvio, agora por Subir Lall, chefe da missão do FMI em Portugal (fonte):

“Subir Lall, adverte que o regresso às 35 horas de trabalho na função pública poderá implicar o pagamento de horas extraordinárias e pode significar que o sector público está sobredimensionado.”

“Presumivelmente, em alguns sectores o trabalho que tem de ser feito vai continuar a ter de ser feito. Se o tempo de trabalho é reduzido, então, o pagamento vai ter de ser extraordinário”, advertiu, recomendando que se faça uma “revisão da implementação específica [da medida] para ver se pode ser feita de uma forma neutral”.

Outra questão levantada por Subir Lall é que, “se todo o trabalho que era feito em 40 horas pode agora ser feito em 35 horas, isso pode sugerir um certo nível de sobredimensionamento em algumas partes do sector público”, o que, por sua vez, “aponta para a necessidade de uma reforma mais ampla do sector público se agora conseguir fazer mais com mesmo”.

35horas

Leitura complementar: A prova dos 35

9 pensamentos sobre “A Constatação do Óbvio

  1. Dervich

    Para dizer imbecilidades demagógicas este lacaio também não precisava de estar tão sobredimensionado no abdómen…

  2. JP-A

    Outras coisa óbvias:

    “Numa carta com oito páginas, Constâncio descarta responsabilidades e afirma não ter recebido qualquer indicação sobre problemas no Banif”

  3. Não eram os xuxas de costa que diziam que estes observadores não passavan de uns reles mangas de alpaca?
    Se ele estivessem no governo nem com eles falavam?
    Grandes farsantes

  4. Gil

    Esse tipo é burro e toma-nos por parvos.

    1º) Está fartinho de saber que não se pagam horas extraordinárias na função pública, há bué (excepção ao pessoal da Saúde e mesmo aí….)

    2º) Está fradinho de saber que o único sector em que as 35 ou 40 horas tem algum impacto é na Saúde.

    3º) Está fradinho de saber que grande parte dos serviços (nomeadamente autarquias) nunca aplicou, de facto, as 40 horas.

    4º) Está fradinho de saber que a evolução foi 35-40-35 e não 40-35.

    5º) Provavelmente também sabe (provavelmente) que a produtividade pouco tem que ver com a quantidade de trabalho.

    Perante isto e depois da instituição que lhe paga o ordenado ter dito uma coisa e o seu contrário quanto ao balanço da troikice, vá lá que ainda há quem lhe dá tempo de antena…

  5. Na Alemanha trabalham 230 robots por cada 10.000 pessoas com emprego. Em Portugal esse número é de 34.
    Temos que promover o investimento estrangeiro que ponha a trabalhar muitos mais robots em Portugal para que a nossa produtividade aumente.
    Desemprego? Ah ! Isso é no guichet ao lado !
    A propósito da taxa de desemprego declarada na Alemanha; você já ouviu falar nos minijobs?

  6. Gil

    Manoloheredia:

    Aquando do início da Revolução Industrial também houve quem jurasse a pés juntos que seria o caos. Não foi e, felizmente, não foi travada a evolução tecnológica. Hoje passa-se o mesmo. O que vai acontecer (já está) é uma total alteração do tipo e do conceito de trabalho. É o debate que devíamos estar a fazer.

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