A nova esquerda

Tanto Catarina Martins como Marine Le Pen querem referendar a Europa. Na verdade, tanto uma como outra são contra a União Europeia. Ao sê-lo, as duas pretendem que se fechem as fronteiras, porque, apesar de não o dizer expressamente, é esse o resultado do discurso do BE contra os negócios e os lucros. É certo que Marine Le Pen é nacionalista e xenófoba e, nesse campo, Catarina Martins se mostra mais generosa. Mas isso é porque em Portugal a imigração não indigna ninguém, não é um mercado eleitoral a explorar, já que são poucos os que querem vir para cá trabalhar.

Uma boa peça jornalística seria apurar quantas vezes os pontos de vista (não me refiro às votações) do BE e da FN se encontraram no Parlamento Europeu.

3 pensamentos sobre “A nova esquerda

  1. “É certo que Marine Le Pen é nacionalista e xenófoba e, nesse campo, Catarina Martins se mostra mais generosa. Mas isso é porque em Portugal a imigração não indigna ninguém, não é um mercado eleitoral a explorar, já que são poucos os que querem vir para cá trabalhar.”

    Em França (onde a imigração indigna muita gente) não me parece que o Novo Partido Anticapitalista ou o Partido da Esquerda sejam anti-imigrantes (embora o PCF tenha andado um pouco por aí no principio dos anos 80, mas isso já foi há umas duas gerações atrás). O mesmo para o Respect Party (que se tem um defeito é demasiado proximidade ao islamismo político), o TUSC ou a Left Unity em Inglaterra.

    “Uma boa peça jornalística seria apurar quantas vezes os pontos de vista (não me refiro às votações) ”

    Como é que isso se mede? Votações é fácil de medir (há uma variável objetiva, que permite ver quando dois partidos votam da mesma maneira e quantas vezes isso acontece), mas, se não se refere a votações (já agora, porque é que o AAAmaral não quer usar as votações como unidade de medida?), isso rapidamente se tornaria num exercicio subjetivo em que casa um poderia provar o que quisesse (por duas razões – se estamos a falar de opiniões expressas em debates, normalmente as opiniões de cada partido têm sempre nuance suficiente para serem sempre diferentes de partido para partido, implicando algum exercício de interpretação para decidir se dois partidos defendem ou não a mesma coisa; e mesmo contar *quantas* vezes isso acontece é complicado, já que nem é muito certo o que conta como uma “vez” ou um “assunto”: num discurso feito numa sessão parlamentar podem falar-se de tantas coisas – e, inversamente, do mesmo assunto em vários discursos – que é necessário algum critério – de novo, subjetivo – para agregar isso em unidades discretas)..

  2. Fernand Personne

    Tudo farinha do mesmo saco marxista: FN é nacional socialismo e BE é socialismo revolucionário trotskista.

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