De volta à recessão? Já? Mas a solução não era o crescimento?

Isto não está nada a correr bem

Isto não está a correr nada bem. O Indicador Coincidente do Banco de Portugal, a melhor proxy da variação homóloga do PIB trimestral (entre 1995 e o 1.º trimestre de 2016, um coeficiente de determinação de 92%, o que é muitíssimo), mergulhou hoje abaixo da linha vermelha. Algo que sucedeu pela última vez em agosto de 2013. Foi a sexta queda consecutiva. Sobra um inquietante ponto de interrogação sobre o que terá sido o crescimento do PIB no segundo trimestre deste ano.

A este ritmo de degradação da actividade económica, o governo não chega ao Natal (o que, a não suceder, me baralha os cálculos, pois contava com a coisa para mais tarde, ou seja, não contava com uma deterioração da vida económica tão brusca). A menos que, a menos que, a menos que, … venha aí uma catástrofe qualquer, estilo terramoto provocado pelo Brexit, ou coisa do género, que daria a António Costa a oportunidade de praticar as políticas ruinosas que vem praticando e ainda se elevar a uma espécie de capo de uma união nacional qualquer, mobilizada nas horas adversas. Prova de inteligência e discernimento é aquela que temos abundantemente dado como colectivo, se as sondagens reflectirem apreço real por esta coisa que nos governa (?).

10 pensamentos sobre “De volta à recessão? Já? Mas a solução não era o crescimento?

  1. JP-A

    Sugestões:
    -não dar ideias às criaturas Costa Concórdia e Centeno
    -não subestimar as criaturas

  2. tina

    É muito interessante analisar esta situação, como se passa tão subitamente de um crescimento positivo para um crescimento negativo. O mesmo aconteceu com a Grécia, quando a extrema-esquerda se instaurou no governo. Sem dúvida que as política anti-privado da esquerda amedrontam os empresários. Não se sentem bem, sentem que o governo é inimigo, o clima não é propício, é melhor jogar à defesa. A expansão necessita de um clima livre, não de um clima repressor. Basta ver o cavernoso do ministro da deseducação a cuspir ódio contra o privado, que tudo faz sentido.

  3. oscar maximo

    Já começa a enjoar a miragem do crescimento. Aliás, a figura a cair do arranha-céus e a frase “até agora tudo bem” é um plágio feito a Albert Bartlett, conhecido anti-crescimentista e mathusiano (com ou sem “neo”). A ciência económica, mais tarde ou mais cedo, tem de arranjar uma solução para o “regime estacionário”.
    O crescimento global é actuamente muito limitado, demonstrado por contas simples, pelo que provávelmente não faremos nós parte dos povos eleitos, isto não vai lá com espertezas.

  4. tina

    “O crescimento global é actuamente muito limitado,”

    Limitado é quem não quer perceber que a queda abrupta na economia tem que ver com a mudança abrupta de políticas. Quem culpa o abrandamento geral pelo nosso crescimento ter passado de crescer acima da média europeia para muito abaixo.

  5. André Miguel

    A geringonça está de parabéns, isto vai ser case study: em 6 meses conseguir meter travão a fundo no investimento, consumo e exportações é obra! Não é para qualquer um.

  6. JP-A

    Outro caminho a seguir, como o da Grécia e o da Venezuela, todos eles relacionados com o aquecimento global:

    “Na publicação, o Governo estadual carioca explica que a decisão foi causada por uma grave crise financeira que, entre outras coisas, impede o cumprimento de obrigações assumidas em decorrência da realização dos eventos desportivos mundiais sediados no Brasil.”

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