Descubra as diferenças (2)

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Estas duas citações, em tudo semelhantes, foram proferidas com 5 anos de diferença pelos primeiro-ministros em funções. A primeira (estranhamente) de azo a uma onde de indignações e serviu para justificar as coisas mais inusitadas. A segunda está a ser embaraçosamente ignorada pelos media e indignados de ontem. É caso para dizer que a esquerda lava mais branco.

(via Nuno Gouveia)

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9 pensamentos sobre “Descubra as diferenças (2)

  1. Como se atreve? Como se atreve a dizer que a esquerda pode ser parecida com a direita, ou ter parecenças, ou parecer que é parecida aos olhos de alguém? (alguém necessariamente mal-parecido, para lhe ocorrer tais pensamentos!)

    Não sabe que a esquerda não causa dano? No hace daño? Does no wrong? Non nocet? (Em francês, italiano, e alemão fazem vocês, seus preguiçosos!)

    Como pode comparar uma afirmação da direita fascista (passe o pleonasmo, mas a direita é sempre, sempre fascista, e quem achar o contrário só prova que é fascista!) com a da esquerda que luta pelo Povo? Que não explora os trabalhadores? Que repõe cortes e que ainda dá de comer a um sem-número de credores que, sem o nosso trabalho, teriam de ir procurar na Grécia outro povo crente em políticas-milagre para explorar? Uma esquerda que põe fim à austeridade, pelo menos a dos menos pobres, que os outros terão o seu tempo. (E ai daqueles que não acreditam. São fascistas!) Que garante, através de uma superior interpretação da Constituição, que não há retrocesso social? Que haverá sempre direitos adquiridos, nem que para isso se mande emigrar quem não pôde adquirir direitos nenhuns excepto o de viver?

    É preciso ter topete, Sr. Nuno Gouveia e Sr. Miguel Noronha!

    Querer comparar a sugestão de emigrar quando tal é dito por um austeritário profissional e quando é dito por um mãos-largas profissionalíssimo?

    Não vê que o tom, a doçura no olhar (do António Costa, porque o outro é um direitolas neoliberal fascista salazarento que só quer a política do empobrecimento), a intenção (pois, a intenção! que só não ouve, não vê, não sente, não apalpa quem não quer, que as intenções estão lá para ser tudo isso, e sabe-se lá a que mais elas se prestam!), tudo isso difere?

    Não sei como se vos ides desenrascar, mas se fosse aos Srs. escrevia um texto a explicar por que razão o primeiro texto é claramente fascista e o segundo emana da mais cristalina ideologia socialista. E a rematar um pedido de desculpas e a promessa de não voltar a pecar contra o socialismo.

    Ao trabalho!

    😀

  2. Ricciardi

    A diferença reside no contexto e no trabalho que os autores das frases burilaram para dizer o que disseram. Costa chegou a um acordo com o governo francês para incluir o português no programa escolar francês. Consequentemente são precisos profs de português para fazer chegar a língua portuguesa aquele país. O interesse é nacional para todo o país na medida que inclui na nacao, com esta medidaos, portugueses emigrados.
    .
    Passos, por outro lado, deu um mero conselho aos desempregados. Como se os desempregados precisassem que de conselhos para emigrar à procura de trabalho. Uma espécie de paizinho bom conselheiro ou, talvez, alertar os miúdos de que se preparava para empobrecer as famílias e empresas e que era melhor fugir do colossal aumento de impostos a ser levado a cabo.
    .
    Rb

  3. Gostava de saber o que disse a propósito Marcelo comentador quando toda a gente caiu em cima de Passos. E também ouvir agora sobre o convite de Costa o que diz Marcelo presidente. E ainda martelar a curiosidade sobre se as muletas costistas Catarina e Jerónimo ficaram de repente sem abrir o pio por cobardia ou vergonha. Cheira a fossa.

  4. Miguel Noronha

    Em resposta ao Riccardi. Quanto ao contexto, no primeiro caso estávamos (em 2011) no início de um programa de ajustamento após a bancarrota que se sabia ia ser duro e causa desemprego. No segundo caso estaremos, jura o governo, no início de uma era dourada sem austeridade.
    Num caso como noutro, os PM’s limitam-se a identificar oportunidade. Só por preconceito e má vontade pode ser tratados de forma díspar.

  5. JP-A

    “É caso para dizer que a esquerda lava mais branco.”

    Portugal sempre foi um país de putedos comprometidos.

  6. Pingback: Descubra as diferenças (3) – O Insurgente

  7. Ricciardi,

    Costa não “chegou a nenhum acordo com o governo francês para incluir o português no programa escolar francês.”
    O português, como disciplina opcional, já faz parte do programa escolar francês há muitos anos,
    Além disso, existe já um acordo entre os dois Estados para o ensino do português em regime facultativo a luso-descendentes em escolas francesas, com professores portugueses destacados e pagos pelo Estado português.
    O que aconteceu foi o Presidente francês, em final de mandato e nos minimos de popularidade, num discurso de circunstância para português vêr, ter-se “comprometido” em estudar o alargamento do ensino do português em França sendo que o unico resultado pratico é a intenção manifestada de marcar uma reunião a breve prazo do “grupo técnico entre Portugal e França”.
    Grupo este que, por sinal, já existia e não deve têr problemas de maior para se reunir as vezes que forem precisas.
    Naturalmente que acho muito bem que se procure encorajar e apoiar o ensino do português no estrangeiro, em França e algures.
    Mas trata-se de um voto altamente pioso porque o ensino do português em França depende sobretudo da procura e nada parece indicar que esta venha a aumentar nos tempos que correm.

    E claro que o Miguel Noronha tem toda a razão em mostrar e denunciar a manifesta e sintomática duplicidade de critérios de muitos dos médias e fazedores de opinião portugueses no tratamento de declarações de dois PMs sobre possiveis oportunidades de trabalho para professores de português no estrangeiro, declarações quase identicas nos termos e no conteudo e de mero bom senso, apenas porque um era de direita e o outro é de esquerda.

  8. On Junho 13, 2016/ By Miguel Noronha /In Diversos4 Comentários
    Marcelo critica Passos: “Não pode convidar a emigrar”.
    Muito obrigado a Miguel Noronha.

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