Sobre o fascismo nacional-socialista

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Escrevia assim Gregor Strasser, um dos grandes ideólogos do Partido Nacional-Socialista (Nazi):

«We must take from the right nationalism without capitalism and from the left socialism without internationalism.»

10 pensamentos sobre “Sobre o fascismo nacional-socialista

  1. Fernand Personne

    «We must take from the right nationalism without capitalism and from the left socialism without internationalism.»

    Nacionalismo sem capitalismo e Socialismo sem internacionalismo dá Nacional-Socialismo, ou seja, NAZI.

  2. Penso que ele e o irmão não pensariam assim (mais o irmão, que era o pensador da família) – eles consideravam que tinham sido expulsos por diferenças ideológicas, não por rivalidades pessoais.

    Dois links que podem ter interesse para aqui:

    Um artigo de Paul Gottfried sobre a vida e as ideias de Otto Strasser (e sobre o que Gottfried chama de “neo-conservadorismo” alemão )

    Click to access gottfried.pdf

    E o texto de Otto Strasser explicando como seria a Alemanha depois de Hitler ser derrubado por uma suposta “revolução”

    https://archive.org/stream/germanytomorrow019874mbp/germanytomorrow019874mbp_djvu.txt

    [Aviso – Os textos digitalizados para OCR não costumam ser muito bons, mas este é mesmo dificil de ler]

    Penso que ambos demonstrarão que havia mesmo diferenças de ideias e não simples conflitos pessoais

  3. Há sempre alguma confusão entre os dois irmãos Strassers. Ambos figuras muito importantes do partido Nazi, ambos caídos em desgraça. O outro, o Otto, que era bem mais dado a questões filosóficas, insistiu na ideologia primordial do partido, que incluia um forte ataque às elites capitalistas, como exploradoras da classe trabalhadora (a parte “socialista” do nacional socialismo). Quando Hitler se distanciou dessa visão do mundo (a que não terá sido alheia a necessidade de contar com o financiamento das grandes famílias industriais para as suas campanhas eleitorais) acabou por se demitir e fundar outros grupúsculos mais ou menos irrelevantes. Isto muito antes de alguém sonhar que a subida fulgurante ao poder do Hitler.

    O Gregor ficou bem mais tempo no partido, com um papel cada vez mais determinante, sendo tido como o maior responsável pela máquina bem oleada em que o partido se transformou no final dos anos 20. Acabou por se demitir por motivos bem mais tácticos do que ideológicos, quando Hitler se recusou a fazer parte do governo noutra condição que não a de chanceler. Foi despachado na noite das facas longas, juntamente com uma série de outros adversários políticos do Hitler, dentro e fora do partido (curiosamente, o Otto, que era bem mais subversivo, escapou, acabou por conseguir sair do país e sobreviver à 2a guerra)

    Dito tudo isso, a verdade é que o próprio Gregor também acabou por ser ultrapassado pelo distanciamento crescente do partido face às suas raízes socialistas e no final era de facto tido como estando na sua ala mais à esquerda. Portanto, e all things considered, é bem verdade que a fonte da afirmação não é a mais fidedigna no que toca a caracterizar a verdadeira ideologia nazi. Pelo menos na sua versão anos 30…

  4. A inspiração fascista no socialismo estende-se à réplica dos campos de concentração do GULAG idealizado pelo Trotsky, criado pelo Lenine e aprimorado pelo Estaline:
    «It has been possible recently to prove that Himmler was one of earliest and best experts on Soviet labor camps … He studied closely the Soviet institutions, which at the time hardly anyone in Germany knew, and copied many of their features. Apart from the creation of a class of slaves out of the expelees, the exploitation of their labor up to the point of delayed death , the punishment as the sense of an essentially purely mercantile organization, the supervision of the “politicals” by the “criminals” for the purpose of better spying and guarding the internal tensions among prisoners — we find all these features of Nazi concentration camps in the system of Soviet labor camps, which in this case , for once , can truly claim priority for themselves» in Joachim Guenther in Deutsche Rundschau, No. 3 for 1950, 182 – 83, referido em:

    Click to access Pipes.pdf

  5. Se aprecia o tema sugiro-lhe os seguintes livros:
    «Stalin’s Slave Ships: Kolyma, the Gulag Fleet, and the Role of the West» de Martin J. Bollinger, «L’Ile aux cannibales» de Nicolas Werth, e «Russia Under the Bolshevik Regime» do Richard Pipes que foi consultor do presidente R. Reagan.
    Boas leituras
    😉

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