Equus africanus asinus

asno

A ver se encerro, por agora, a minha participação nesta discussão idiota das escolas com Contrato de Associação. É que não tem ponta por onde se lhe pegue.
Estou-me literalmente nas tintas se são melhores que as escolas ESTATAIS ou piores, estou-me ainda mais nas tintas para se o Estado tem capacidade instalada desaproveitada (um tanga jeitosa, quem tiver dois dedos de testa sabe que mesmo que fosse verdade a médio prazo o custo/aluno tenderá para a média, basta não ser burro). Dado o consenso entre vocês e de que eu discordo (outra história) de que o estado deve pagar a educação via impostos a toda a gente, interessam-me duas coisas: o custo por aluno e a escolha das famílias.
Se é para pagar, quero lá saber onde os putos são educados, pelo mesmo preço, os pais que escolham. E nem sequer me interessa se fazem bem ou mal, é a escolha deles e se houvesse nesta choldra um mínimo de decência todos aceitaríamos a escolha desses pais. Custa-nos o mesmo ou menos, não é por estarem na escola ESTATAL que vamos pagar menos impostos, a escolha deles não nos afecta em nada e esta é a definição de estupidez, prejudicar os outros (neste caso impedi-los de escolher) sem que se ganhe rigorosamente nada com isso.
Mais, estou-me ainda mais nas tintas, dada a situação como ela é, se essa hipótese de escolha está acessível a absolutamente todos ou não, nem que fosse só um a ter essa liberdade, para mim seria melhor que não haver nenhum. E não está acessível a todos porque a maioria fica a dever muito pouco ao, comparativamente inteligente, asno.
Viver no meio de tanta mesquinhez, inveja e ignorância tira-me anos de vida. Como disse o outro: isto dá vontade de morrer.

O que está em causa é só e apenas isto que escrevi há duas semanas no Diário Económico. A maioria dos críticos dos Contratos não passa de uma manada de idiotas úteis:

“Tal como as reversões nas concessões dos transportes, toda esta polémica dos contratos de associação se resume a entregar ao PCP, via FENPROF e CGTP, o controlo total do trabalho na educação. São mais de cem mil professores e outros tantos funcionários (incluindo os transportes), um exército formidável que pode ser facilmente instrumentalizado conforme a conveniência do partido.”

 

10 pensamentos sobre “Equus africanus asinus

  1. “Tal como as reversões nas concessões dos transportes, toda esta polémica dos contratos de associação se resume a entregar ao PCP, via FENPROF e CGTP, o controlo total do trabalho na educação. São mais de cem mil professores e outros tantos funcionários (incluindo os transportes), um exército formidável que pode ser facilmente instrumentalizado conforme a conveniência do partido.”

    Perfeito, nada além disso.

  2. Fernand Personne

    “toda esta polémica dos contratos de associação se resume a entregar ao PCP, via FENPROF e CGTP, o controlo total do trabalho na educação.”

    Mas, eu pensava (que burrice) que o Governo governava para o bem comum e para o País e não para partidos, como o PCP e BE. Por que será que isso acontece?

  3. Antonio luis Sameiro

    Ora vamos a ver,Cada turma de 25 alunis custa ao Estado 55,000 eur /ano.Portanto passem para 2.200 eur que eu educo os meus.o resto são tretas.

  4. Rever a constituição e aparecer um verdadeiro partido de Direita sem ser palhaçada neotonta a imitar os americanos.

  5. Enquanto não houver verdadeira Direita em Portugal, sem ser coisa a brincar aos “sociais-democratas” que são esquerda em qualquer outro país, temos ditadura syriza e caminho directo para a venezuelização.

    Aliás- estamos em neo-PREC-esganiçado por via burocrática. Quem manda é um partido comunista estalinista como não existe em país algum do mundo Ocidental.

  6. E quando conseguem poder, mesmo que apenas por PSD/CDS era bom terem tomates para rever a Constituição e deixarem-se de palhaçadas regionalistas como as que o Crato fez no ensino, que só serviram para dar mais poder aos caciques locais e respectivo PS.

  7. Eusebio Augusto Alves

    Parabéns,Helder!
    Foi talvez a visão mais esclarecida que li sobre o assunto. Podem terminar todos os contratos. Mas faça-se o cálculo custo/aluno e deixe-se o pai escolher a escola que quiser, atribuindo o estado esse custo à escola que comprovadamente o aluno frequente. Sem isto não se respeita a constituição nem há liberdade de escolha! Respondem que quem quer o privado que o pague! Certo, mas que lhe façam o desconto daquilo que gastaria no público,se porventura gastasse mais. Não entendo porque não querem respeitar a constituição e permitir a liberdade de escolha!
    Outra patranha que os Mamedes andam a propalar é a poupança de milhões ao terminar com os contratos de associação(e eu não defendo esses contratos). .Redonda mentira porque esses alunos irão ter uma despesa muito semelhante no público (profs,funcionários,água ,luz,edifício,etc…). São contas falaciosas para enganar papalvos. E todos repetem a mesma ladaínha da poupança (asinus asinum fricat).Pura ficção e ilusão! A diferença será mínima( o Nogueira até diz que por cada 10 profs no privado são necessários 12 no público).
    Até admito a unicidade e ensino único igual para todos(tipo mocidade portuguesa ou Coreia Norte),mas tenham a coragem de impor isso na constituição! Até lá lutarei pelo cumprimento da lei e pela liberdade de escolha!
    Mas quem tem medo da liberdade?

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