A geringonça e o investimento

“Qual é a admiração?” de José Carlos Alexandre (A Destreza das Dúvidas)

Alguns articulistas manifestaram a sua preocupação com a estagnação do investimento. Há problemas graves com o motor de arranque da economia. O extraordinário é alguém pensar que, nas actuais circunstâncias, as coisas poderiam ser diferentes. Quem, no seu perfeito juízo, não pensa mil vezes antes de investir um cêntimo que seja num país cujo governo é apoiado por partidos da esquerda radical, que odeiam o capitalismo, os empresários, os ricos? Partidos que nunca deixaram de desejar uma revolução, nacionalizar tudo o que se mexe, e que continuam a suspirar de admiração pelos Castros e Chavez deste mundo? O governo pode engendrar os “simplexes” que quiser, o primeiro-ministro pode falar de confiança a toda a hora, e transpirar optimismo por todos os poros, mas se os empresários não acreditarem, o investimento não se levanta. Keynes explica. E basta ouvir as meninas do Bloco, Jerónimo de Sousa ou os Galambas do PS para qualquer investidor perder logo o pouco ânimo que ainda pudesse ter.

6 pensamentos sobre “A geringonça e o investimento

  1. Fernando Pessoa era Liberal

    Deixa rebentar!… Isto só lá vai com mais um resgate mas em triplo de miséria. A cornada anterior ainda não foi suficiente. Que venha depressa e em força!

  2. tina

    Exatamente! Se o governo só está interessado em proteger os trabalhadores públicos, é óbvio que todos os outros têm de se proteger a si próprios. O governo instaura uma clima hostil que afugenta o investimento, aumenta a economia paralela e a fuga aos impostos em geral.

  3. tina

    Pelo contrário, o governo de PPC antagonizou os funcionários públicos ao baixar-lhes o seu salário de modo a equiparar com o privado. O sector privado sentia-se tratado com justiça por PPC e retribuía-lhe com confiança no investimento.

  4. André Miguel

    Portugal tem uma elite política demente, lunática e criminosa. Maldizem os ricos, a iniciativa, castigam trabalhadores e empregadores com impostos e mais impostos. Regulam tudo e mais alguma coisa. Impedem a concorrência. Protegem os instalados. Cantam hossanas aos Maduros e Podemos deste mundo. Têm sonhos húmidos com nacionalizações e orgasmos com um mundo sem ricos onde todos sejam pobres. Invejam o sucesso alheio. Ao mesmo tempo enchem a boca de inovação, empreendedorismo e pedem investimento. Até quando vamos permitir que gozem connosco e nos sangrem como gado? Quando é que damos um murro na mesa e os mandamos a todos levar naquele sítio?! Bem vistas as coisas se calhar nem é preciso, a dívida, emigração e natalidade tratam do assunto mais depressa do que pensamos…

  5. JP-A

    “La huelga de la estiba en Lisboa desvía a Vigo la ruta a Canadá de la alemana Hapag-Lloyd”

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