Manifesto infesto em defesa acessa do artista modista menor

Caras leitoras, caros leitores, caras leitores, caros leitoras, caros e caras outros e outras, baratos e baratas, senhor Presidente da República e lambisgóias,

Bel’Miró é um homem ou mulher justo ou justa. Neste caso é homem, mas podia ser mulher ou outra coisa qualquer, que Bel’Miró não discrimina nada nem ninguém, deixando sempre em aberto as múltiplas possibilidades de existência para si próprio ou própria, incluíndo as não aplicáveis, visto nem ser maricas, coisa que não teria mal e que, ao mesmo tempo, Bel’Miró lamenta não conseguir ser, para seu benefício, já que lhe auferiria uma autoridade vastamente superior à de artista pós-estruturalista, que assim não tem, lamentavelmente, neste país feio, que não respeita a diferença de quem, por exemplo, não pega de empurrão enquanto é vítima de violência doméstica ou comentador de televisão, como se fosse muito diferente, eh eh eh, não que tenha piada, a violência é uma coisa muito séria.

Pacheco Pereira, tal como Bel’Miró, apesar de em menor escala, é um artista maldito, preso à incerteza inerente da crítica mordaz e colorida a açafrão, sem tempero ou caril, vítima deste antro maldito que obriga à arte durante o dia e à prostituição durante a noite, coisa que Pacheco não faz, que não foi isso que eu disse, atenção!, que ele até tem sorte, é só Bel’Miró que vem de família pobre sem herança para pagar contas, infelizmente, meu Deus, Papa Francisco, isco, isco, e Pacheco não, que não precisa, ou sim, talvez, que a frase é de difícil finalização, acho, sim, é mesmo, difícil de finalizar, isto é, pois.

Pacheco luta pela sua arte, como nós todos e todas, artistas, enquanto os neoliberais da direita radical insultam o badocha do Costa com racismo, chamando-lhe “chamuças” em vez de queque de feijão ou pastel de Tentúgal, mostrando, portanto, que o gajo é indiano ou lá daquela zona, portanto, branco, não preto, evidenciando o meta-racismo do racismo propriamente dito, mas ao contrário, se é que me faço entender na descodificação de Pacheco. Faz sentido. É, é. Letra C depois da B e tudo.

Brochnyziev, uma vez, disse que “se formos lá não ficamos cá”, provando, imediatamente, a falácia da física quântica. Mas não é disso que vim aqui falar e sim de Pacheco Pereira: acho que devíamos ouvir mais o que diz Pacheco Pereira, a sério, já que Pacheco Pereira também ouve o que nós, os artistas malditos, dizemos dele. E, portanto, parafraseando Svetlana Kurić, que até vota Bloca, “desliga o forno, senão queima”.

Pim! Morra o Dentes! Pum!

Bel’Miró, artista
Hoje, cá em casa

4 pensamentos sobre “Manifesto infesto em defesa acessa do artista modista menor

  1. Anticapitalista

    Ele há cada um que por aqui evacuam que este se candidata a presidente deles!!!!!lll

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