Promoção imobiliária (versão socialista)

Subsidia-se o lobby das construtoras com o dinheiro das nossas reformas. Para compensar agrava-se o imposto sobre o património.

10 pensamentos sobre “Promoção imobiliária (versão socialista)

  1. Charlie

    Alguém podia era fazer ao falso Primeiro-Ministro que o dinheiro da segurança social, não é do Estado e muito menos de um Governo, é dinheiro do povo português! E assim sendo não é para ser entregue às habituais clientelas do poder politico socialista que não conhece outro tipo de ‘investimento’ que não seja a construção, que na verdade acaba por não ser investimento nenhum uma vez que não trás rentabilidade e senão mesmo ainda acaba por deixar o pais mais pobre como são bem exemplo disso as PPPs.

  2. JP-A

    Podiam ser honestos e alegar a taxação do património para cobrir a reabilitação urbana [em Lisboa], mas em vez disso metem a segurança social ao barulho, para dar a ideia de que isto se trata de um salvação. Não é uma salvação. Provavelmente é um esquema do estilo nigeriano, cujo Excel com as continhas a comprovar o retorno não existe, nem poderá vir a existir. Basta dividir os 1400M pelas 4000 obras esperadas pelo governo e depois fazer o cálculo para determinar quanto tempo levaria o retorno com aquelas rendas máximas já anunciadas, mesmo que os imóveis não necessitassem novamente de qualquer tipo de recuperação nos próximos 30 anos. Isto sem esquecer onde estão os picos de esforço da SS, que desconheço mas que imagino que não sejam para o ano de 2300. Aliás, esta discussão dos números é muito interessante porque quase nunca passa. Ainda ontem decorria uma discussão sobre o endividamento e como sempre, tudo é tratado como se o plano de pagamentos da dívida fosse plano e não tivéssemos anos muito duros pela frente. Deve ser um problema meu.

    Mas o maior problema agora é outro – temos um ministro das finanças que diz e desdiz uma coisa em comissão e não admite que o confrontem com informações escritas que o desdigam, invocando por insinuação a mentira de uma comissária europeia. Relembre-se que a palavra chave da campanha foi “confiança” e o que temos é uma anedota de ministro.

  3. A criação recente de Off-shores domésticas de combustíveis é igualmente instrutiva do âmago do Socialismo:

    A mancomunação do compadrio da ‘Nomenklatura’ e amiguismo socialista com a Plutocracia/Grupos de Pressão, tem sempre o mesmo objectivo: lambusarem-se na mesa do orçamento com o dinheiro dos outros…

  4. tina

    Os abutres socialistas ainda não perceberam que quanto mais vão atrás das pessoas, mais elas fogem e mais eles perdem. Há mil e umas maneiras de fugir, depende da boa vontade de quem paga os impostos. Tal como com os combustíveis, o Estado vai começar a arrecadar menos do que antes do aumento.

  5. Luís Lavoura

    Isto está de acordo com o desejo desde já há muitos anos do Bloco de Esquerda de um “imposto sobre as grandes fortunas”.

    Independentemente disso, sob o ponto de vista da eficiência económica os impostos sobre o património são preferíveis aos impostos sobre o trabalho ou sobre os lucros das empresas. Os impostos sobre o património não distorcem os incentivos à atividade económica nem extraem mais-valias dessa atividade.

  6. Miguel Noronha

    Claro que não. Está só a taxar propriedade que já foi alvo de taxação sobre a forma de rendimentos

  7. JP-A

    «O Governo pretende introduzir um “mecanismo de progressividade na tributação directa do património imobiliário, tendo por referência o património imobiliário global detido”.»


    Taxa-se tudo! É o rendimento, é a compra, é o licenciamento, é a propriedade, é a transmissão, é a não recuperação, é o aluguer, é o uso turístico, é o “interesse” histórico. Agora é a quantidade! Só falta taxar o pensamento sobre o assunto. Já sobre a maçonaria, a corrupção, o enriquecimento ilícito, está tudo na mesma, como aquele projeto do senhor despachado para o BEI, que o PS disse que ia repescar dali a uns tempos! Daqui a 40 anos estamos como na Rússia, governados por meia dúzia de grandes senhores rodeados de miséria. E que tal taxarem a construção, já agora? Ah não! Essa não, senão pára* a economia.

    (*) escrito em violação do acordo ortográfico, para desambiguar

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