O nosso sistema de educação soviético

No despacho que regula o regime de matrículas e frequência das escolas, o governo arbitrou que não comparticipa, a frequência em escolas com contrato de associação, o custo de alunos que residam fora das “áreas de influência” dessa escola.

Isto é, se por azar reside numa freguesia diferente daquela do colégio terá de suportar na integra o custo. Isto é, para além do que já paga em impostos para sustentar o sistema, a corja da 5 de Outubro e a clique da FENPROF que é quem verdadeiramente manda na educação em Portugal.

Se tem dinheiro dinheiro para suportar a duplicação dos custos da educação dos seus filhos pode escolher a escola. Se não tem, azar. Resigna-se à escolha à escolha dos burocratas.

25 pensamentos sobre “O nosso sistema de educação soviético

  1. Filipe Matos

    Essa afirmação é pura demagogia da sua parte. Ou afinal na sua opinião o estado tem de financiar negócios privados, o qual me parece ser contra todas as suas opiniões publicadas

  2. Miguel Noronha

    O dinheiro não é do estado mas sim dos contribuintes a quem deve caber (e não aos burocratas do ME e à FENPROF) escolher a escola dos seus filhos.

  3. Baptista da Silva

    Como sou a favor do fim do ensino Publico conforme o conhecemos, tenho que estar contra qualquer medida que restrinja o acesso ao privado.

    Por mim todas as escolas eram privadas com um pagamento estadual por cada aluno, os pais escolhiam a escola e seriam os seus dirigentes, nada melhor que os encarregados de Educação para gerir a escola onde os seus filhos têm aulas.

    A poupança era tremenda na estrutura megalómana que hoje existe.

  4. Precisamente porque o dinheiro é dos cidadãos é que não deve ser usado para financiar projectos privados. Fartos de “empresários” encostados, estamos nós!

  5. tina

    Com os pais a terem de tirar os filhos do colégio, vai-se observar ainda mais a um declínio no nível de educação da população. Vejamos como a geringonça já contribuiu para baixar o nível de educação das crianças portuguesas:

    1 – Eliminou os exames do 6º ano perpetuando a ideia de que a vida é fácil. A diferença entre chegar longe e não ir a lado nenhum é precisamente porque os primeiros levam a via a sério e esse sentimento devia ser incutido logo de pequeno.
    .
    2.- Aumentar número de alunos em aulas com NEEs
    .
    3 – Obrigar os pais menos abonados a tirarem os filhos do colégio por falta de fundos.

    A esquerda só sabe fazer uma coisa; DESTRUIR.

  6. Miguel Noronha

    “Precisamente porque o dinheiro é dos cidadãos é que não deve ser usado para financiar projectos privados. Fartos de “empresários” encostados, estamos nós!”
    Já eu estou farto dos parasitas do ME e da FENPROF. Se não quer dar o seu dinheiro a privados o problema é exclusivamente seu.

  7. lucklucky

    Um membro da Função Publica não é um Privado?

    Um sindicato não é um projecto Privado? Por exemplo a Fenprof não é privada?

    “Precisamente porque o dinheiro é dos cidadãos é que não deve ser usado para financiar projectos privados.”

    Verdade?
    Nesse caso o Estado gasta o dinheiro onde se todos são privados?

    Porque é que não aceitas a liberdade das pessoas gastarem o dinheiro nas escolas que consideram melhores?

  8. Miguel Noronha:

    A resposta que me deu, serve para si. Se quer dar dinheiro a privados, é um problema exclusivamente seu. Assim sendo, faça o que eu fiz, quando precisei de tais serviços: pague!

  9. tina

    Se o Estado gasta 500 euros por aluno na escola pública, porque não quer agora contribuir com muito menos para um aluno numa escola privada?
    Resposta: Porque é um governo de esquerda, movido pela inveja e ódio àqueles que mais têm.

  10. FILIPE MATOS : “o estado tem de financiar negócios privados” [??]

    Efectivamente, o Estado não deve financiar ou subsidiar negócios privados.
    Mas há quem defenda que o Estado deva subsidiar a totalidade ou parte dos custos com a educação de toda a população (“universal”).
    E esta é uma das principais justificações para o Estado cobrar impostos elevados.
    Eu não concordo.
    O ideal seria o ensino ser privado e portanto pago pela generalidade das familias podendo o Estado financiar ou subsidiar apenas aquelas familias sem posses suficientes para dar uma educação normal aos seus filhos.
    Assim sendo, seriam ajudadas apenas as familias que verdadeiramente precisam e, como o custo total seria muito inferior ao actual, o Estado cobraria menos impostos aos contribuintes, onde se incluem, naturalmente e em grande medida, as familias que ficariam fora do sistema dito “publico” e que teriam de pagar a integralidade dos custos educativos dos seus filhos em escolas privadas.
    Mas, infelizmente, não é assim.
    Actualmente o Estado garante uma educação (tendencialmente) gratuita para todos, maioritáriamente através de estabelecimentos estatais e minoritáriamente subsidiando uma parte do custo de alunos inscritos em escolas privadas.
    Ou seja, ao contrário do que o Filipe Matos supõe, o Estado não financia nem subsidia negócios privados mas subsidia apenas uma parte do custo educativo dos alunos inscritos em certas escolas privadas (que deste modo ficam também com uma missão de ensino “público”).
    É verdade que o faz atribuindo directamente dinheiro a escolas privadas.
    Mas sempre em função do numero de alunos inscritos e com base em contratos que estipulam a repartição dos custos totais entre as familias e o Estado.
    É portanto um subsidio indirecto às familias.
    O ideal, neste sistema, por ser mais transparente e responsabilizador, seria que este subsidio fosse feito directamente às familias e que estas o utilizassem para pagar as escolas que escolhessem para os seus filhos (seria o chamado “cheque-ensino”).

  11. Miguel Noronha

    Se há escolas privadas na zona porque é que o estado precisa manter uma escola pública com o dinheiro dos meus impostos?

  12. “Se há escolas públicas na zona porque é que os alunos vão para uma escola privada paga com os nossos impostos?”

    Porque as escolas privadas são melhores do que as públicas e ainda por cima custam menos aos contribuintes (menos impostos) !

  13. Miguel estamos a falar de escolas com contrato de associação que sempre existiram quando a escola pública não tinha resposta. Nos últimos anos construíram-se estas escolas junto a escolas públicas. Isso faz sentido? Com a população jovem a diminuir?
    Fernando
    Serão mesmo? Olhe que estamos a falar das escolas com contratos de associação, não estamos a falar de colégios privados pagos a peso de ouro. E mesmo estes só uma certa franja, porque quando entram nas faculdades têm piores resultados. Tem lido estas notícias?

  14. Miguel Noronha

    Existindo oferta privada e com a população escolar a diminuir não faz sentido sobrecarregar os contribuintes com custos de infraestrutura e com os custos de pessoal excedentário.

    De resto, os pais saberão melhor que os burocratas escolher a melhor escola para os filhos

  15. Se as escolas públicas têm lugares por que razão o estado paga à escola do lado e fica com a pública a metade? Não entendo o vosso raciocínio.

  16. Miguel Noronha

    Não é o estado que paga mas sim os contribuintes. E o problema resolve-se de forma simples. O estado só precisa ter escolas em locais onde não existe oferta privada.

  17. António,
    Eu tenho lido as noticias sobre as classificações das escolas em função dos resultados nos exames nacionais : toda a parte de cima da lista é constituida por escolas privadas, muitas delas com os tais contratos com o Estado, e as escolas públicas aparecem todas na parte de baixo …
    Mas, se quizermos tirar isto a pratos limpos, ponhamos as públicas e as privadas em concorrência dando o Estado o mesmo subsidio a umas e a outras e vamos vêr quais são as que as familias mais escolhem …
    De resto, o António acaba por reconhecer que tal acontece, mesmo sem essa igualdade de condições, quando se queixa de algumas escolas públicas ficarem “a metade” pelo facto dos alunos irem antes para as escolas privadas da zona. Por que será ??…
    O que importa é o serviço “publico” de ensino, seja ele estatal ou privado.
    Se as escolas privadas podem fornecer esse serviço com qualidade equivalente ou até superior e a um custo por aluno inferior, por que carga de água é que o Estado tem de continuar a ter o trabalho e os encargos de manter estabelecimentos pesados e muitas vezes pouco eficientes e até problemáticos ??!…

  18. Quem disse que o custo é inferior? Se há casos problemáticos é porque a escola “privada” não recebe esses alunos problemáticos.
    E os pais querem os filhos onde não há casos problemáticos.
    Façamos ao contrário: essas escolas têm que ter alunos com dificuldades de aprendizagem, alunos com problemas graves de saúde , alunos com necessidades educativas especiais e alunos problemáticos. Repartir …. Vamos ver a escola que os pais passariam a escolher.

  19. As escolas privadas que o Fernando refere são colégios particulares pagos pelos pais na totalidade. E os estudos mostram que o sucesso no ensino superior é maior nos alunos das escolas públicas. Porque será?

  20. lucklucky

    “Se há escolas públicas na zona porque é que os alunos vão para uma escola privada paga com os nossos impostos?”

    Porque escolas publicas são totalitárias, existem para destruir as crianças com mais capacidade.

  21. Miguel Noronha

    Não sei qual é a sua experiência com colégios privados mas a minha contradiz esses preconceitos que parece padecer. Mas, como diz, nada como deixar os pais escolher livremente a escola para os seus filhos.

  22. António,

    Toda a gente sabe que as escolas privadas têm melhores resultados educativos do que as públicas.
    Tem a ver sobretudo com uma melhor e mais eficiente organização e, consequentemente, com uma utilização mais criteriosa e rigorosa dos recursos disponiveis.
    Claro que também há outros factores que têm a ver com as caracteristicas e a qualidade dos alunos.
    Mas é um mito a ideia de que as escolas privadas recebem apenas filhos de ricos e alunos naturalmente dotados enquanto que as escolas públicas receberiam sobretudo tudo o que são filhos de pobres e cancros escolares.
    A esmagadora maioria dos alunos de umas e de outras vêm das classes médias.
    Muitas familias, por vezes fazendo um grande esforço financeiro e com sacrificios, metem os seus filhos em escolas privadas precisamente por estes terem à partida dificuldades ou serem casos dificeis.
    Em contrapartida, muitas familias que até teriam possibilidades financeiras para porem os seus filhos em escolas privadas optam por os deixar ir para o ensino publico precisamente porque não vêm neles problemas particulares e também porque, sendo familias estruturadas e tendo os pais alguns estudos, acreditam, normalmente com razão, que o enquadramento familiar é suficiente para compensar conhecidas insuficiências das escolas públicas.

    Quanto a custos, alguns estudos, normalmente feitos por quem tem a intenção deliberada e militante de fazer a apologia da escola pública contra as escolas privadas, mostram que os custos totais do ensino em escolas públicas e em escolas privadas são bastante aproximados.
    Mas aqui há 3 reparos a fazer.
    O primeiro é que, mesmo admitindo que seja assim, a relação custo/beneficio continua a ser favorável à escola privada.
    O segundo reparo é que nem é bem assim, porque, por um lado, o cálculo dos custos totais por aluno no ensino publico leva apenas em conta os custos directos e deixa de fora todos os custos gerais, incluindo desperdicios, do conjunto do gigantesco sistema publico de educação (para tal seria necessário considerar a totalidade dos custos com a educação descontados dos contratos com escolas privadas e dividi-los pelo numero de alunos), e, por outro, estes custos são depois comparados com os custos totais das escolas privadas calculados a partir dos respectivos volumes de negócios. Ou seja, comparam-se supostos custos directos das escolas públicas com preços finais das escolas privadas.
    Finalmente, o que faria sentido comparar nem são os custos totais por aluno mas sim os custos para o Estado por aluno no publico e no privado. Isto porque, como é sabido, em muitas escolas sob contrato o Estado subsidia apenas uma parte do custo total suportado pelas familias.

    Quanto a “alunos com dificuldades de aprendizagem, alunos com problemas graves de saúde , alunos com necessidades educativas especiais e alunos problemáticos”, estamos a falar de casos mais especificos e minoritários.
    Mas também aqui existem escolas privadas, normalment mais especializadas, que se ocupam destes casos e, mais uma vez, com melhores resultados do que as escolas públicas equiparadas.
    Mas, a este respeito, nada impede que o Estado, como em parte já vem acontecendo, dê um apoio especial e acrescido às familias para que todas, mesmo as que não têm meios suficientes, possam colocar os seus filhos nos estabelecimentos que consideram mais adequados para o efeito, públicos ou privados.

    O que se constata em todo este debate é que os auto proclamados defensores da escola pública quereriam reservar o máximo, senão mesmo a totalidade, dos recursos do Estado para as escolas públicas de modo a evitar que estas possam ser colocadas em concorrência directa e leal com as escolas privadas.
    Isto porque toda a gente sabe, incluindo o António, que, em igualdade de condições, as escolas públicas perderiam grande parte dos seus alunos para as escolas privadas !!

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