Banco público, interesses privados

Conforme tive oportunidade de escrever para o Diário Ecónomico (6 de Janeiro 2016), a Caixa Geral de Depósitos está numa situação financeira muito preocupante. Não devolveu os 900 milhões de euros que recebeu do Estado e precisa de mais mil milhões.

Um banco público não serve a economia. Não só prejudica a livre escolha do mercado, que somos nós, como também nos vai ao bolso através dos impostos e das taxas. É caro, demasiado caro,para satisfazer os interesses dos que se apropriaram do Estado e os políticos, e as suas ideologias, que vivem deste sistema.

Se a CGD era supérflua, é agora também um empecilho para o país. Ou muito me engano, ou a geringonça não dura muito tempo.

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5 pensamentos sobre “Banco público, interesses privados

  1. Dervich

    “Um banco público não serve a economia” !???……..

    Eu sou cliente há 22 anos da CGD (a contra gosto) e há 20 anos do único banco privado português que (ainda) não faliu…

    A julgar pelo post, a minha alternativa é um banco…de jardim, para servir a economia das minhas pernas!

  2. Baptista da Silva

    Pode-se privatizar a caixa e usar o produto da venda para limpar o malparado de toda a banca (CGD excluída). O problema é que os meninos iam voltar a emprestar à toa, sem garantias a amigos e amigalhaços.

  3. Um banco publico não serve a economia pelo menos por duas razões :
    1) custa caro : a CGD, que é o banco português em actividade mais antigo, é de longe o banco que mais dinheiro custou aos portugueses (sem as entradas de capital do Estado já teria falido varias vezes) ;
    2) sendo o maior banco, com uma posição dominante, com um accionista Estado sempre pronto a injectar dinheiro sem expectativas de retorno, com privilégios, vantagens e missões que resultam da relacção directa com os governos,… adultera a concorrência no sector.
    O Estado não precisa de ter um banco para o exercicio das suas funções.
    A CGD deveria ser privatizada tão rápidamente quanto possivel.
    Tendo em conta a actual falta de um consenso nacional suficientemente alargado para uma privatização de uma só vez, tendo em conta a dimensão do banco e a actual fragilidade e instabilidade do sector bancário, tendo em conta que a CGD necessita urgentemente de um aumento de capital e que as autoridades de tutela europeias colocam obstáculos a que este possa ser feito pelo Estado, uma via possivel seria a de abrir o capital do banco a investidores privados através dos aumentos de capital que são neste momento necessários.
    Mas mesmo para isto seria necessária uma mudança politica forte ao nivel da governação e uma tomada de consciência por parte do PSD e do CDS quanto à importância e à urgência deste assunto.

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