Hipocrisia é…

Secretário de Estado dos EUA é o mais alto representante do poder executivo norte-americano a visitar a cidade devastada pela bomba atómica. Ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 reforçaram a importância de um mundo livre de armas nucleares.

… ser até ao presente o único utilizador de armas nucleares com fins militares – concretamente para submeter um adversário já vencido – fazer-se acompanhar do representante do país vitimado no local do memorial de uma das duas detonações, e simultaneamente fazer-se acompanhar do restante G7, que integra mais duas potências nucleares (a França e o Reino Unido) e mais dois membros (Alemanha e Itália) da partilha de armas nucleares no âmbito da NATO (todos naturalmente signatários do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares), enquanto vêm todos em coro apelar ao desarmamento e queixar-se das armas nucleares dos outros.

19 pensamentos sobre “Hipocrisia é…

  1. o JLP defende armas nucleares no Irão, Rússia, Coreia Norte, China…e o desarmamento nuclear dos países da Nato, é isso ?

  2. tina

    “… ser até ao presente o único utilizador de armas nucleares com fins militares – concretamente para submeter um adversário já vencido”

    Really? Então quem eram aqueles com cara de chinoca a atacar os aliados no Pacífico e a torturá-los em campos de concentração? E se já estavam vencidos, porque é que não baixaram logo as armas quando os americanos os avisaram sobre a bomba que vinha aí?

  3. Caro João Luís Pinto, creio que se deixou inebriar pelo “politicamente correcto” e escreveu este post.

    Só posso subscrever os comentários de JC e TINA.

  4. A cara tina deve andar a ver muitos filmes, se calhar movida pelo recente desaparecimento do David Bowie. Só isso pode justificar achar que o Japão em 1945 não estava mais do que derrotado, e que os ataques nucleares não foram mais que um mecanismo de subjugação para a obtenção de uma rendição incondicional.

    Não se esqueça de baixar as armas quando a avisarem de que a bomba vem aí.

  5. Euro2cent

    Chiu, não se podem dizer estas coisas.

    Desarrinque aí uma peça a mandar abaixo o Putin.

    Pronto, muito melhor.

  6. João Luis Pinto : ” o Japão em 1945 [] estava mais do que derrotado, e [] os ataques nucleares não foram mais que um mecanismo de subjugação para a obtenção de uma rendição incondicional.”

    “Supporters of the bombings generally assert that they caused the Japanese surrender, preventing casualties on both sides during Operation Downfall. (…) In Truman’s 1955 Memoirs, “he states that the atomic bomb probably saved half a million U.S. lives— anticipated casualties in an Allied invasion of Japan planned for November. Stimson subsequently talked of saving one million U.S. casualties, and Churchill of saving one million American and half that number of British lives.” Scholars have pointed out various alternatives that could have ended the war without an invasion, but these alternatives could have resulted in the deaths of many more Japanese.”
    https://en.wikipedia.org/wiki/Atomic_bombings_of_Hiroshima_and_Nagasaki

  7. tina

    “Não se esqueça de baixar as armas quando a avisarem de que a bomba vem aí.”

    Para escrever um post sobre este assunto, devia ter-se informado melhor. Os americanos deram possibilidade ao Japão de se render tanto da primeira como da segunda bomba. Os japoneses recusaram.

  8. Verifico que a tónica dos comentários é a do reforço da argumentação pela defesa da posse e da utilização de armas nucleares, e não a do apelo ao “desarmamento” e do “Mundo livre de armas nucleares” papagueado pelo responsáveis do G7 referidos acima. Ao menos nesta caixa de comentários não há hipocrisia, só bandos de falcões à solta.

  9. JLP : “Verifico que a tónica dos comentários é a do reforço da argumentação pela defesa da posse e da utilização de armas nucleares, e não a do apelo ao “desarmamento” e do “Mundo livre de armas nucleares””

    O que se trata de é evitar a disseminação de armas nucleares por um numero maior de paises.
    Os que já as têm são grandes potências, com interêsses geoestratégicos e com padrões de comportamento que apontam para um contrôlo e não utização efectiva desse tipo de arsenal.
    Os que não as têm e mais interêsse mostram em tê-las são antes paises instáveis, pouco fiáveis, militarmente agressivos, com eventuais ligações a grupos e correntes extremistas e terroristas.
    Apenas na medida em que esta disseminação puder ser evitada é que é possivel imaginar que um dia as grandes potências nucleares se consigam concertar para um “desarmamento” controlado que permita chegar a algo que se aproxime de um “Mundo livre de armas nucleares”.

    Quanto a “falcões” …
    Sou daqueles que consideram que as actuais potências nucleares, em particular os EUA e os dois paises europeus com uma força nuclear, devem manter aberta a opção de utilização da força militar para evitar que outros paises, como a Coreia do Norte e o Irão, possam vir alguma vez a têr uma capacidade efectiva de utilização e disseminação da arma nuclear.
    Não acredito na eficácia (e porventura nem sequer nas “boas” intenções) daqueles que se vêm como “pombas” (ou “pacifistas”) e que imaginam que o melhor modo de se chegar a um “Mundo livre de armas nucleares” consiste em as actuais potências nucleares começarem por desarmar e/ou por aceitar com naturalidade o direito dos outros também se armarem !!
    Antes a “hipocrisia” realista do bom senso do que a candura suicidária dos ingénuos !!

  10. tina

    “Antes a “hipocrisia” realista do bom senso do que a candura suicidária dos ingénuos !!”

    Muito bem. Quando eu for grande, quero ser saber falar de forma tão simpática como o Fernando.

  11. “Os que já as têm são grandes potências, com interêsses geoestratégicos e com padrões de comportamento que apontam para um contrôlo e não utização efectiva desse tipo de arsenal.”

    Pois, pois…

    É tudo uma questão de track record.

  12. “Os que já as têm são grandes potências, com interêsses geoestratégicos e com padrões de comportamento que apontam para um contrôlo e não utização efectiva desse tipo de arsenal.” — tipo Paquistão, India, Coreia do Norte?

    Já agora, tendo em conta que a maior parte das armas em questão são armas estratégicas, ou seja, têm a finalidade de obliterar cidades, em que situação será aceitavél matar milhares de (inocentes) habitantes em, suponhamos, Pyongyang ou Teerão?

  13. GUNA : “tipo Paquistão, India, Coreia do Norte?”

    São precisamente paises que foram longe de mais no desenvolvimento da arma nuclear (mas neste momento não têm ainda uma efectiva capacidade de utilização) e que as grandes potências devem têr sob contrôlo apertado para impedir que possam ainda avançar no seu aperfeiçoamento e eventual utilização efectiva.

    GUNA : “em que situação será aceitavél matar milhares de (inocentes) habitantes em, suponhamos, Pyongyang ou Teerão?”

    As grandes potências, nomeadamente as Ocidentais, a começar pelos EUA, têm capacidades militares suficientes para poderem manter aberta uma opção de intervenção que não passe pela utilização da arma nuclear.
    Mas se paises problemáticos como estes forem deixados livres de poderem chegar a uma capacidade efectiva de utilização da arma nuclear, então a possibilidade e probalidade de uma intervenção nuclear como a que refere tornar-se-ia bem maior.
    Por outras palavras, trata-se de não permitir que alguma vez esses paises venham a deter a arma nuclear até para que as potencias nucleares actuais não fiquem reduzidas à inevitabilidade de um ataque nuclear para poderem neutralizar a ameaça que então representariam.

  14. tina

    “Depois diga coisas, então.”

    Tudo o que o Fernando S tem em simpatia e sabedoria, o João Luís Pinto tem em arrogância e ignorância.

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