caso swaps: a inacreditável defesa do Estado! (2)

“Em 2013, o Estado negociou com vários bancos de investimento a resolução de instrumentos financeiros contratados pelas empresas públicas para se protegerem da subida das taxas de juro. A descida das Euribor e as estruturas especulativas desses contratos estavam a causar menos-valias de três mil milhões de euros. No entanto, o Tesouro não conseguiu um acordo com o Santander e as empresas públicas que detinham aqueles nove contratos de tipo “snowball” deixaram de fazer os pagamentos correspondentes a esses instrumentos. O Estado considera que esses “swaps” não eram válidos e que eram especulativos, posição contrariada pelo tribunal de Londres.”, no Negócios online.

Como eu (bem) tinha dito: este processo terminaria com uma contundente derrota para o Estado e seus advisors jurídicos. A esperteza saloia só podia resultar nisto. Que sirva de exemplo aos seguintes.

6 thoughts on “caso swaps: a inacreditável defesa do Estado! (2)

  1. PBS

    O objectivo do anterior governo nunca foi deixar de pagar estes contratos, mas sim adiar o pagamento para esta legislatura.
    Algum advogado que quisesse ganhar o caso apresentaria esta argumentação?
    Este era um caso perdido à partida.

  2. Não tive tempo, nem pachorra, para olhar para os contratos SWAP. No entanto ficando-nos pelo primeiro capítulo de qualquer manual de hedging aprendemos que um SWAP é um instrumento para controlar risco. Num mercado relativamente pequeno como é o português uma factura a pagamento de 1,8 mil milhões de Euros não se trata de um item para cobrir risco. Para quem não está habituado a grandes números digamos que é a factura da construção de duas pontes Vasco da Gama.
    Se ainda há algum jornalismo de investigação em Portugal seria bom que procedesse à “anatomia do crime” chamando todos os bois (ou vacas) pelo nome. Não há nenhuma democracia civilizada que aguente um nível “escrutinibilidade” tão baixo como o nosso.

  3. JP-A

    Numa das TVs a notícia também teve dois tempos: Maria Luís Albuquerque e 2005-2007, quando os marcianos mandavam nisto tudo. Não fosse o deputado do PSD ter aparecido a dizer que o secretário de estado do PS havia sido avisado que aquilo era um desastre e nem se percebia. Mais um rombo para o Costa Concórdia se fazer de coitadinho daqui a uns tempos. Com rombos destes corre sérios riscos de ter maioria absoluta.

    Não esquecer que a criatura prometeu há dias que entregava às câmaras as transportadoras livres de dívida. Já estou mesmo a ver o filme🙂

  4. PBS

    Que há marosca nesses contratos parece-me evidente. Mas uma vez assinados por ambas as partes que juiz irá anular o contrato?

    Gostava de ver este assunto investigado e os responsáveis julgados por, pelo menos, gestão danosa. Mas infelizmente parece-me um assunto em que estão a proteger uns aos outros.

  5. Nem a nós pagantes, nos vai servir de lição, quanto mais aos irresponsáveis ,que fazem negócios fáceis com o dinheiro dos outros.

  6. lucklucky

    “A esperteza saloia só podia resultar nisto. Que sirva de exemplo aos seguintes.”

    Não serve de exemplo. Primeiro eles não sofrem nada.

    Segundo Portugal é um País, uma Comunidade, uma Organização que não tem capacidade de aprender.

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