Salário ou Bónus? A Europa é que sabe !

A Europa centralista e dirigista que conduz os destinos dos cidadãos a partir de Bruxelas, decidiu que as remunerações variáveis das empresas do sector financeiro não podiam exceder 100% do salário anual , ou 200% se houvesse uma autorização especiais dos accionistas. Estas regras estão em efeito e aplicam-se desde 2014 no bloco Europeu.  No entanto tem sido contestados por várias empresas e associações e países como o Luxemburgo, Holanda e França já disseram que não querem aplicar. A França dos socialistas de  Hollande tem noção das consequências nefastas para um sector altamente competitivo deste tipo de regras e distorções.
A novidade agora, reportada pelo FT de ontem, é que o Reino Unido se recusa a aplicar estas regras a mais de 1000 firmas da City de Londres que exercem actividades tão variadas como corretagem ou gestão de activos e que se preparam nesta fase do ano para fazer os pagamentos dos Bónus (remuneração variavel) aos seus empregados. É sabido que na City os salários fixos são baixos (em termos relativos ao custo de vida londrino), mas as compensações anuais, dependendo do desempenho do empregado,  podem ser várias vezes o salário anual.

O argumento da contestação britânica é simples: se quisermos ter a flexibilidade financeira que permita ajustar em alta e baixa o total de compensações aos empregados conforme os anos/lucros forem melhores ou piores haverá mais emprego/empresas a operar a longo prazo . Invocam o princípio da (des)proporcionalidade desta regra, que lhes afectaria a capacidade de atrair talento e a necessidade de aumentar a base fixa dos salários.

São contra porque querem, enquanto empresas privadas,  poder pagar o que entenderem aos seus melhores recursos humanos. Um princípio muito caro aos liberais.

No meio da discussão do Brexit as autoridades britânicas deram mais uma pedrada no charco fazendo mais uma mossa nas hostes Europeístas .

Em Portugal provavelmente , um Governo da geringonça , ou qualquer outro que defenda principios socialistas tentará passar entre os “pingos da chuva e em vez de procurar maior flexibilidade nas regras de remuneração dos empregados do sector financeiro,  irá fazer com que todos ganhem de acordo com a tabela do funcionário público. Um dia talvez nacionizando o sector como Vasco Gonçalves f3z em 1975.

Mas desta vez talvez venha com a ADSE incluída para compensar. ..

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