Moody’s elogia “inversão” do rumo do governo

A Moody’s parece concordar com a análise que aqui foi feita pelo Carlos Guimarães Pinto.

Agência de “rating” diz que a entrega de uma versão revista do OE a Bruxelas contribui para melhorar a credibilidade do governo. Sobretudo por conter uma “inversão” do rumo face ao primeiro esboço.

Como dizia o Duarte Marques, só se estranha que “Os mesmos que criticaram a intervenção da Comissão Europeia para corrigir o OE2016 são os mesmos q hoje se regozijam pelo elogio da Moody’s

18 thoughts on “Moody’s elogia “inversão” do rumo do governo

  1. rrocha

    O que esta errado neste cenario?

    Moody’s “satisfeita” com um orçamento aprovado pela “extrema” esquerda.
    “Extrema” esquerda aprova orçamento que “satisfaz” Moody’s.
    PSD vota contra orçamento que “satisfaz” Moody’s e recusa apresentar melhorias.
    CDS vota contra orçamento que “satisfaz” Moody’s e apresenta melhorias.

  2. Fernando S

    A Moody’s diz que a “inversão” da ultima versão relativamente à primeira é “positiva”.
    Eu também acho “positivo” o governo ter recuado o suficiente para evitar (ou adiar) um confronto com a UE.
    “Positivo” é relativo, não significa que é o que seria possivel e desejável.
    A Moody’s não diz que é um bom orçamento.
    Antes pelo contrario.
    Diz que as medidas previstas são principalmente do lado da receita, que o crescimento estimado é irrealista, que as poupanças previstas na despesa publica são improváveis, que o risco de incumprimento das metas do orçamento é elevado, que o déficit orçamental deverá ser superior ao previsto, que o governo deverá aplicar medidas adicionais pedidas pela UE, etc.
    As agencias de rating estão na expectativa e não querem antecipar apreciações negativas que contribuiriam de per se para uma acelaração da degradação do risco de crédito de Portugal (já em curso com a subida das taxas de juro da divida portuguesa).
    Mas toda a gente percebe hoje que se em vez do governo actual com a sua proposta precária de orçamento estivesse em funções o governo anterior a prosseguir a politica orçamental e de reformas que vinha seguindo, as agencias de rating estariam antes a reflectir sobre uma rápida e esperada subida da cotação de Portugal e não sobre o nivel de risco que pesa actualmente sobre a situação portuguesa.

  3. rrocha

    “A Moody’s não diz que é um bom orçamento”
    nem que e um mau orçamento
    50% para cada lado ?
    “satisfaz”?

  4. Bocas

    A moodys está satisfeita com o orçamento ou com a reversão da política orçamental do governo face ao inicial ?
    Os créditos é pelo orçamento ter sido aprovado ou por ser este orçamento muito diferente par melhor que o original ? Se assim for , ali orçamento antes da errata da errata e antes da distorção provocada pela ue era mau, muito mau , certo ?

  5. Prova indirecta

    Estão por aí a noticiar que houve negociata por trãs da venda do Banif , parece que o Santander compra títulos da dívida pública durante o fim de semana . E eu convencido que era só o 44 que se esfalfava a fazer pela vida aos Domingos….

  6. Fernando S

    rrocha em Fevereiro : “A Moody’s não diz que é um bom orçamento”
    nem que e um mau orçamento. 50% para cada lado ? “satisfaz”?”

    A Moody’s “satisfaz-se” por enquanto que seja um orçamento menos mau do que o inicial.
    Podia ser pior. Mas não “satisfaz”.
    Com o governo anterior, com um orçamento que seria uma “continuação” e não uma “inversão” da “reversão”, seria certamente melhor.
    Todos sabemos, mesmo o rrocha, que é o que Moody’s considera, mesmo sem o dizer agora.
    Como agencia de rating que é, cujas apreciações influenciam o próprio curso dos acontecimentos, a Moody’s não pode nem deve dizer agora tudo o que possa eventualmente pensar.ou expectar.
    E quando a execução orçamental do actual orçamento falhar, como é previsivel, vai “satisfazer” ainda menos.
    O que é certo é que, com Moody’s ou sem Moody’s, o orçamento actual, mesmo “melhorado” relativamente ao inicial, e até porque vai ter de ser forçosamente rectificado à posteriori, é um mau orçamento !

  7. Simon Templar

    No “Aventar” os parvinhos embandeiram em arco esta aprovação da Moody’s – estão mesmo desfasados da realidade!

  8. rrocha

    Outros tempos …

    “A agência de notação financeira Moody’s estimou hoje que o défice de Portugal, em 2015, deverá ficar-se entre 3% e 3,1%, em vez dos 2,7% previstos pelo Governo, devido a expectativas “otimistas” sobre o PIB e as receitas.”

    “Um regresso à categoria de ‘rating’ ao nível de investimento vai necessitar de uma maior visibilidade da política orçamental por parte do próximo governo e uma tendência descendente claramente traçada do rácio da dívida pública”, sublinhou a agência de notação.

    Por seu lado, Bruxelas prevê que Portugal tenha um défice de 3,3% do PIB em 2015, acima dos 2,7% inscritos pelo Governo na proposta de Orçamento, o que a concretizar-se manterá o país sujeito a um Procedimento de Défice Excessivo.

    http://www.euacontacto.com/oe2015-moodys-considera-meta-de-defice-de-27-otimista-e-preve-3/

  9. Fernando S

    rrocha,
    O governo anterior conseguiu, em 4 anos e numa situação de quase bancarrota e recessão herdada do governo Sócrates, fazer baixar o déficit orçamental nominal de mais de 10% para cerca de 3% do Pib, por a economia a crescer, estabilizar o crescimento da divida pública em % do Pib (começou mesmo a descer) e deixar uma confortável almofada financeira (“os cofres cheios”).
    Vamos ver o que, com esta “pesada” herança, nos vai deixar o actual governo !!…

  10. Fernando S

    “Outros tempos …” em que o rrocha e os seus amigos menosprezavam e condenavam as sucessivas e cada vez mais apoiadas apreciações positivas das agencias de rating sobre a evolução da situação do nosso pais !….
    Era o tempo da chacota sobre “o pais que vai melhor com os portugueses que estão pior” !…
    Quero aqui apenas recordar que o rrocha e os seus amigos anunciaram a “espiral recessiva”, o desemprego a taxas “espanholas”, a “explosão” dos déficits e da divida publica, o 2° resgate, a saida do Euro, etc, etc…
    Agora, confortados pela lucidez e capacidade de previsão que demonstraram, consideram que “o tempo novo” vai trazer inevitávelmente crescimento, contas equilibradas, prosperidade, igualdade e justiça social
    Oxalá o governo actual tenha o realismo e o bom senso de “inverter” decididamente e suficientemente o que anunciou inicialmente que ia fazer e começou mesmo a fazer e consiga no final controlar a situação financeira e económica do pais.
    Não peço muito !…
    Vamos agora dar tempo ao tempo !

  11. Simon Templar

    Aventar: “A Moody’s que os pariu – Alguém viu por aí o novo e inevitável resgate anunciado pelo Abominável César das Neves?”

    Até parece que é automático!

  12. algarvio

    A Moddys com a errata de 46 páginas ao orçamento ficou mais calma.
    Proponho mandar o orçamento ás urtigas e aplicar como documentos de OGE 2016 a errata de 46 páginas

  13. tina

    Nunca nos esqueceremos do dia em que Jerónimo de Sousa e Catarina Martins foram elogiados pela Mooody´s! Que outra melhor confirmação poderia haver de que a austeridade continua.

  14. Afinal a “Moody’s” é esquerdalha! – Por isso é que se passaram com o Sócrates (esse perigoso neoliberal) e com o Passos Coelho, o visionário da social democracia nacional. Entretanto azia, azia, azia…

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