Estatismo e cultura da morte

Transviados e desvairados. Por José Manuel Moreira.

Contradições de uma contracultura que agora se manifesta em defesa de cultura da morte (ou do descarte). Tudo em nome da liberdade de escolha, ainda que os que se louvam nessa liberdade para garantir a morte assistida possam ser os mesmos que a negam para a segurança social, a educação ou os cuidados de saúde.

Um espectáculo promovido por gente muito interessada em ajudar as pessoas a morrer com dignidade, mas pouco em as deixar viver com dignidade. Apoiando políticas que as tornam prisioneiras de um calvário de dívidas crescentes e défices permanentes.

Como se morrer com dignidade não fosse uma herança secular enraizada em valores éticos e civilizacionais. Uma tradição que se foi perdendo à medida que o Estado liquidou a sociedade civil – e os laços familiares – para entregar as pessoas a um Estado de desvairados que, odiando-se a si mesmos, procuram transformar milagrosamente a sociedade e a natureza humana que desprezam.

2 thoughts on “Estatismo e cultura da morte

  1. Gonçalinho

    Eu defendo a liberdade de cada um dispor da sua vida como bem lhe aprouver, seja para vivê-la ou acabar com ela; seja por que razão for.

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