Bancarrota do Estado é inevitável

o Jornal i teve acesso à resolução do plenário nacional da Plataforma Unitária do Bloco de Esquerda que indicia dificuldades para a manutenção da geringonça no final do ano:

“Sem outra política para a dívida, muito dificilmente o OE de 2017 continuará o sentido de mudança que, mesmo mitigada, encontramos no OE deste ano. A reestruturação da dívida continua no centro da nossa alternativa”, sublinha o BE.

O Observador complementa aquela informação com o que deputados do PCP e PS disseram hoje no Fórum TSF:

No fórum da TSF, o deputado do PCP Paulo Sá revelou que o partido tenciona reapresentar nos próximos dias, ainda no decorrer da discussão sobre o Orçamento do Estado para 2016, um projeto de lei para se negociar “os juros, prazos e montantes” da dívida, lembrando que Portugal paga por ano em juros 8,5 mil milhões de euros, o que é “muito mais do que o orçamento do Serviço Nacional de Saúde” e “mais do dobro do investimento público”. A primeira vez que o apresentou foi em abril de 2011.

(…)

A resposta já foi dada pelo deputado do PS João Paulo Correia, que no mesmo Fórum da TSF, disse que a reestruturação “não é um tema proibitivo, é premente” mas também “um tema sensível”. E atirou logo com a teoria do bom aluno na Europa: “O país tem que dar um contributo e dar um passo em frente, apresentar boas contas públicas, isso reforçará a posição do Governo para um patamar que no futuro pode ser esse“.

PS_BE_PCPPortanto, a estratégia do PS é apresentar boas contas públicas para depois dizer que contas públicas não permitem pagar dívida??? Provavelmente isso acontecerá quando o bode expiatório da conjuntura económica internacional o permitir (essa também era a estratégia do governo PSD/CDS). No entanto, continuando a haver défice e rollover da dívida necessários financiar, esse Governo terá de declarar (outra vez) bancarrota e negociar novas medidas de austeridade com troika “instituições internacionais”.

Mas reestruturação da dívida, haircut ou default são todos – como disse Luís Aguiar-Conraria – eufemismos para a mesma consequência: incumprimento da dívida pública portuguesa (total ou parcial). Imagino que investidores internacionais, ouvindo estas declarações de membros da geringonça, estejam cada vez mais apreensivos no que respeita ao risco da dívida portuguesa. Mais do que o acompanhamento das taxas de juro no mercado secundário (yields estão neste momento a subir), melhor ver como evoluem os credit default swaps.

António Costa meteu-se na cama com Catarina Martins e Jerónimo de Sousa. Agora que lhe puxam os cobertores vemos o quão nu está o primeiro-ministro.

5 pensamentos sobre “Bancarrota do Estado é inevitável

  1. André Miguel

    Caloteiros e aldrabões!!!!!! Encheram o país de elefantes brancos, deram mundos e fundos contraindo dívida que agora não querem pagar! Se a lata desta gente pagasse imposto…

  2. André Miguel

    Tina eles sempre souberam, caso contrário há muitos anos que se teriam oposto ao endividamento galopante. São aldrabões e caloteiros, porque nunca quiseram pagar. Mas isto não se pode dizer em voz alta.

  3. “Ménage à trois” é sempre e pornograficamente falando o cabo dos trabalhos. É mesmo. Há sempre um amante comparsa que fica a perder ou porque é mais Ciumento ou porque se esquecem dele. Um chatice.

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