Uma errata para a errata

Comentário do Professor João Duque no Facebook.

A Errata do Orçamento de Estado está errada.

O OE começou por afirmar que “Invertendo a política dos últimos anos, perspetiva-se uma redução da carga fiscal em 0,1 p.p. do PIB em 2016″

Agora, com a publicação da errata, o texto veio corrigido para: “Invertendo a política dos últimos anos, perspetiva-se uma manutenção da carga fiscal em 2016”.

Isto é, começou por afirmar que havia descida da carga fiscal e agora passou afirmar que esta se mantém. No entanto, isso não é verdade. Há antes uma subida da carga fiscal.

Usando os dados do PIB publicados pelo INE e os dados do Orçamento sobre o seu crescimento, apura-se que a carga fiscal sobe de 37,6% em 2015 para 37,8% em 2016 segundo a definição do próprio OE para este indicador.

A carga fiscal é igual à divisão da receita fiscal (corrente e de capital) adicionada às contribuições sociais (Segurança Social), tudo a dividir pelo PIB nominal. Em suma, este indicador expressa a relação entre o total de impostos e contribuições pagas em relação ao total dos rendimentos gerados no país.
No nosso caso, aumentou, quando até vinha a diminuir.

A frase certa do OE será: “Invertendo a política dos últimos anos, perspetiva-se um agravamento da carga fiscal em 0,2 p.p. do PIB em 2016″

Deixo os dados.
Ano PIB Var. PIB
2014 173,446.190
2015 179,516.807 3.50%
2016 186,338.445 3.80%

Ano Rec. Fiscal Cont. Sociais Total
2014 45,011 20,371 65,382
2015 46,854 20,627 67,481
2016 48,590 21,927 70,517

Ano Carga Fiscal
2014 37.7%
2015 37.6%
2016 37.8%

6 thoughts on “Uma errata para a errata

  1. António Maria

    A propósito do OE ( ou talvez não).
    Eu sei que o Costa e os seus ministros tiveram todo o fim de semana muito ocupados a explicar o OE ( ou a errata?) aos restantes membros da seita. Mas não dava para tirar um pouco de tempo a qualquer dos ministros para visitar as povoações mais atingidas pelo mau tempo? Se pensassem bem até ganhavam mais apoio popular. O problema é que para o Costa o PS é mais importante que o País.

  2. tina

    Foi assim virada a página à austeridade!… Sempre disse que Costa era mau demais para ser verdade e agora o seu governo também é mau demais para ser verdade.

  3. Jose

    António Maria, o governo não foi eleito e não foi para o poder pelo país, para governar o país. Tomaram o poder para fazer uso dele enquanto lá estiverem. Precisam urgentemente de meios, de dinheiro, para atingir os seus objetivos interrompidos em 2011. Se daqui a 6 meses, um ou dois anos, o país falir, é-lhes indiferente, o ladrão não se preocupa com os danos causados ao lar que acaba de assaltar.

  4. JP-A


    Não adianta nada organizar comissões de estilo venezuelano ou norte-coreano para espalhar a palavra do senhor pelas freguesias reconhecendo apenas que há uns problemas de comunicação a necessitar de melhoramentos (é ver a cara cínica de Santos Silva quando questionado sobre o assunto), como se o problema fosse um mal entendido. Nem tão pouco apregoar “palavra dada, palavra honrada” quando o que se vê é uma tentativa clara de aldrabar de modo generalizado, organizado e orquestrado, a generalidade dos portugueses, fazendo-os crer na troca de sinal nas contas de somar e subtrair. Este senhor PM é um desastre, exceto na falta de vergonha!

  5. JP-A

    Convém não esquecer quem é esta gente e do que esta gente é capaz, porque gente desta nem muda, nem tem remédio, nem quer tomar outro caminho.

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