Virus-fakis: A pandemia do sec. XXI

A verdade é que o tempo dos astrólogos nas revistas femininas já lá vai. Hoje uma nova forma de astrólogo passou a enxamear as universidades do mundo ocidental, o pseudocientista encartado com doutoramentos e posições de investigadores. Académicos de pleno direito que atingiram um estatuto equivalente aos cientistas sérios. Boaventura Santos, o académico português que lidera o Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra e que tem a duvidosa honra de ter a obra citada na conhecida obra de Alan Sokal “Imposturas intelectuais” e de ser o objeto da obra do saudoso António Manuel Batista “Discurso Pós-Moderno – Obscurantismo e Irresponsabilidade Intelectuais”, reclama-se da construção de uma nova forma de aquisição de conhecimento onde, para ser simpático, enquadra todo o tipo de disparate intelectualoide.

O resto da denúncia à forja intelectual que são algumas das auto-proclamadas «ciências» sociais está neste excelente artigo.

7 thoughts on “Virus-fakis: A pandemia do sec. XXI

  1. Manuel Santos

    Excelente artigo, de facto. É imperioso gritar que o rei vai nu, e denunciar a trafulhice, a charlatonice e a banha de cobra que o sr Boaventura Santos anda a espalhar, à custa da chulice que pratica nas mamas do Estado ( e logo, dos contribuintes cidadãos) para alimentar o tal CES, para fazer “investigação social”. É imperioso fechar a torneira do dinheiro com que os fundos públicos o alimentam.
    Vejam-se só alguns gastos do tal CES em 2014:
    Deslocações e estadas (vulgo…passeatas ) – 510 011 €
    Gastos com pessoal : 2 480 007 €
    (leram bem, quase 2,5 milhões de Euros…
    E quanto a receitas em 2014:
    Subsidios à exploração : 3 573 575 €
    Leram bem, 3,5 milhões de euros. Não será dificil de adivinhar de onde vieram estes 3,5 milhões de subsídios…pois não?
    Quem quiser saber mais, consulte a página do CES.

  2. Antunes

    “Porém, o problema tornou-se uma pandemia e alastrou para fora das universidades. Movimentos anti-vacinação, a negação das transformações climáticas, a legislação de medicina homeopática e, provavelmente aquela que será a mais mortífera de todas, as teorias igualitárias ou anti-austeritaristas que devastaram a economia da Venezuela e quase fizeram o mesmo à Grécia. Académicos de universidades de prestígio previamente inatacável, como Varoufakis ou Piketty, ou até medalhas Nobel, como Krugman, que fazem “seleção cuidada” de dados empíricos de forma a corroborarem os seus preconceitos ou recuperarem teorias obsoletas. O mesmo que vemos nos cientistas contestatários das alterações climáticas.”

    Ficaria muito contente por saber se o MAL subscreve a totalidade do artigo, incluindo a questão climática. Se sim, espero que tenha o cuidado de passar os medicamentos aos seus colegas de blog.

  3. Caro Antunes, julgo que nenhum dos meus colegas nega que existem transformações climáticas. O que eles duvidam, e eu também tenho algumas reservas metodológicas, é se todas essas transformações são responsabilidade do homem. Sabemos que o homem tem uma quota de responsabilidade, o que eu gostaria de perceber é quanta dessa quota causa essas mesmas transformações climáticas que os modelos prevêem (e muitos falham) que venham a ocorrer.

  4. Antunes

    Obrigado pela resposta. Digo-lhe desde já que as dúvidas que tem parecem-me perfeitamente pertinentes. Contudo, duvido que o Boaventura Sousa Santos (entre outros) não consiga reformular a sua febre também como apenas uma pequena reserva metodologica sobre a austeridade, ou sobre o pagamento da dívida. O mesmo com os anti-vacinas. Quando se diz o que esses dizem é sempre com base em algumas dúvidas metodologicas ou cientificas perfeitamente aceitaveis (ninguem pode negar que existiu uma ou outra campanha de vacinação que provocou vitimas), que prontamente usam para descreditar toda a restante montanha de evidencias. O André Azevedo Alves faz o mesmo, entre outros seus colegas.
    Por mim, só lhe fica bem criticar essa atitude, e saliento que nada disto é uma crítica a si, que tanto quanto leio não se manifesta muito sobre o assunto. Mas acho mesmo que devia convencer alguns colegas seus a “vacinarem-se”.

  5. Antunes, eu não convenço ninguém de nada. O proselitismo a mim causa-me alguma comichão. A única coisa que eu tento convencer é os socialistas a deixarem-me em paz. A mim e aos meus bolsos.

  6. lucklucky

    Excelente artigo!? O autor está quase ao mesmo nível do que aqueles que critica.

    Não aceita os limites do conhecimento humano. Nem parece conhecer a história da ciência.

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